Vasco perde em casa e Fogo vence fora. Na Sul-Americana, Ney Franco não cumpre e condena “ordem” de Ceni

As duas partidas que encerraram a 32ª rodada do Campeonato Brasileiro foram decididas no primeiro tempo, na noite desta quarta-feira, 24. Em São Januário, o Vasco perdeu para o Internacional, de virada, por 2 a 1, e em Florianópolis, o Botafogo anotou 2 a 0 sobre o Figueirense. Todos os gols dos dois jogos foram marcados nos 45 minutos iniciais.

Na Sul-Americana, dois dos três brasileiros se classificaram para as quartas-de-final, e todos atuaram em casa nas partidas de volta – o Palmeiras havia sido eliminado na terça, perdendo por 3 a 0 para o Milionários, na Colômbia. Em Goiânia, o Atlético Goianiense precisava vencer por três gols de diferença o Universidad Católica, do Chile, e quase conseguiu: fez 3 a 1, e o gol fora de casa deu a vaga aos visitantes. No Estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Grêmio precisava só empatar mas passou pelo Barcelona, do Equador, de virada, por 2 a 1, gols no segundo tempo.

No Morumbi, o São Paulo confirmou a vaga com um empate sem gols diante do LDU Loja, do Equador. Mais que a classificação, o que repercutiu foi um fator extra-campo. Na entrevista coletiva após a partida, o treinador Ney Franco confirmou que o Rogério Ceni pediu a entrada de Cícero durante o segundo tempo – pouco tempo depois, quem entrou foi outro: o atacante William José. Franco deixou bem claro, para os jornalistas, que “cada um tem que fazer a sua função, eu não aprovo”, demonstrando que não aceitou a interferência do ídolo e veterano goleiro sobre a escalação do time.

O camisa 1 começou a gesticular para o banco de reservas e, com a mão direita, pediu insistentemente a colocação de Cícero para que o time passasse a usar a alternativa do jogo aéreo. Minutos depois, o treinador preferiu chamar Willian José. Irritado, o goleiro fez gestos de reprovação na direção do treinador, que não gostou. Ney Franco deixou Willian José de lado, foi ao centro de campo e pediu que o goleiro ficasse quieto.

– Ele pediu para colocar o Cícero de referência e eu preferi colocar o Willian José. Foi isso que aconteceu. Não gostei das duas coisas. Do pedido dele e do jeito que falou. Eu sou o treinador, quem decide sou eu. Amanhã teremos a conversa com o grupo, que ocorre após todas as partidas e vamos falar sobre isso – ressaltou o treinador.

Normalmente, Rogério Ceni sai de carro do Morumbi após os jogos. Um segurança sempre estaciona o automóvel no saguão, o atleta aparece rapidamente e vai embora. Com toda a polêmica ocorrida durante e após a partida, o camisa 1 mudou de estratégia e deixou o Cícero Pompeu de Toledo por outro portão.

  Brasileirão

O final da partida em São Januário mostrou o torcedor do Vasco bastante irritado. Depois de abrir 1 a 0 no primeiro tempo, gol de Jones, e atuar bem nos primeiros minutos, o time carioca sofreu a virada ainda na etapa inicial, com dois gols de Forlán, em lances muito parecidos aos dois gols sofridos pelo Vasco recentemente, diante do Santos – bolas enfiadas por trás da zaga, que encontram o atacante livre para concluir. Para aumentar a tristeza dos torcedores, o zagueiro Dedé deixou o campo contundido, no segundo tempo. O meia Juninho disse após a partida que quatro derrotas consecutivas tiram a confiança da equipe.

Já o Botafogo manteve as remotas chances de chegar à Libertadores ao derrotar o Figueirense por 2 a 0, gols de Bruno Mendes, novo xodó da torcida, e do craque Seedorf. Sem sustos. No segundo tempo, foi só administrar a vantagem e ficar de olho no atacante Aloísio, destaque do Figueirense, mesmo na campanha ruim dos anfitriões na Série A. No contra-ataque, o Glorioso ainda poderia ter ampliado.

Texto: Toque de Bola, com informações de Sportscenter (ESPN Brasil) e globoesporte.com

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