Sesi JF nas finais do Mineiro Sub-11

A equipe sub 11 de futsal do Sesi Juiz de Fora empatou com o Clube Recreativo Mineiro, de Belo Horizonte, em 8 a 8, depois de estar perdendo por 8 a 5, e foi a campeã da chave das quartas-de-final do Campeonato Mineiro da categoria. As duas equipes terminaram empatadas em pontos, mas a anfitriã terminou em primeiro pelo melhor saldo de gols. Sesi e Recreativo vão se juntar agora a mais seis equipes para a disputa das etapas finais.

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A partida final foi disputada no final da manhã deste domingo, 14, no ginásio do Clube do Trabalhador, e a alegria do futebol da garotada contrastou com o comportamento de alguns pais de jogadores, que até forçaram a paralisação do jogo por confusão na arquibancada durante o segundo tempo. Coube à equipe de arbitragem e até aos treinadores conversar com os mais exaltados, para que os ânimos se acalmassem.

Jogão

As duas equipes já entraram em quadra classificadas, com os dois primeiros lugares garantidos após as vitórias nas rodadas de sexta-feira e sábado. Pelo melhor saldo de gols, o time juiz-forano entrou com a vantagem do empate. E a partida foi eletrizante desde o início.

Redney abriu o placar para o Sesi, mas Dudu, o jogador mais alto em quadra, marcou duas vezes e colocou o Recreativo na frente. Carlão ampliou para 3 a 1.  Luquinha descontou para 3 a 2. Um gol contra de Max foi o quarto dos visitantes: 4 a 2. Max, em seguida, se redime com um golaço e diminui para 4 a 3, mas pouco depois Pedro Henrique estabeleceu 5 a 3, placar do primeiro tempo.

Gustavo diminuiu para o Sesi em 5 a 4. Dudu voltou a mostrar boa pontaria e marcou o sexto e o sétimo gols do Clube Recreativo Mineiro, que chegou aos 7 a 4. Luquinha marcou o quinto do Sesi (7 a 5) e  e em seguida os visitantes estouraram o limite de faltas. O goleiro Guilherme defendeu a primeira cobrança de tiro livre após o limite de falta ser atingido, e o mesmo Guilherme marcou o oitavo gol do time de BH.

O Sesi Juiz de Fora precisava de três gols para atingir a igualdade e garantir o primeiro lugar da chave nas quartas-de-final do Campeonato Mineiro. Empurrado pela torcida, atingiu o objetivo. Luquinha marcou o sexto e o sétimo gols. E a menos de um minuto do apito final, Max acertou o ângulo superior direito de Guilherme para fechar o placar em 8 a 8.

Sesi Juiz de Fora e Clube Recreativo Mineiro seguem na busca pelo título estadual da categoria sub-11, jogadores com no máximo 11 anos de idade. Mais seis equipes estão na briga pelo primeiro lugar. O atual campeão mineiro é o Olímpico, de Belo Horizonte.

O Sesi Juiz de Fora, comandado pelo técnico Ivan Gal de Castro, iniciou a partida com Gilmar, Redney, Max, Gustavo e Thiago, entrando ainda Luquinha e Raí.

O Recreativo, treinado por Agilberto Duarte Neto, começou o jogo com Guilherme, Vinicius, Dudu, Matheus e Carlão, entrando ainda Misael e Rodrigo.

A arbitragem foi de Alexandre Hamilton Pinheiro e Ulisses Vieira Gomes Fraga, sendo a anotadora Carla Cristina do Nascimento e o cronometrista, o experiente Adonise José Ribeiro.

Vexame

Se dentro de quadra, os meninos preocuparam-se exclusivamente em fazer a bola rolar, sem dar qualquer trabalho para a arbitragem ou mostrar um vestígio que fosse de deslealdade,  na arquibancada alguns pais de jogadores deram um verdadeiro vexame. Houve troca de ofensas durante o segundo tempo, o que provocou até a paralisação da partida. “O que é que está acontecendo?”, perguntavam os meninos, na quadra ou no banco de reservas, doidos para fazer a bola rolar novamente.

O Toque de Bola, que estava presente ao ginásio, deixou o local com um misto de alegria e tristeza.

Alegria pelo futsal bem jogado e limpo praticado por meninos que ainda nem chegaram à adolescência e jogam bola com brilho nos olhos.

Tristeza pelo péssimo comportamento de alguns pais – deixamos muito claro que são somente alguns, não todos – que, pertinho dos filhos, dão demonstrações de uma falta de educação e de civilidade que chegam a impressionar.

E tudo numa praça dedicada ao esporte. Em alguns instantes, os valores primordiais do esporte certamente passaram longe de setores da arquibancada, provocando até a interrupção da partida.

E olha que as duas equipes já estavam classificadas para a próxima fase.

O depoimento de Adonise José Ribeiro é sintomático: “Estou no futsal desde 1964, primeiro como jogador, treinador e agora na arbitragem. E ainda hoje fico impressionado com esse tipo de atitude fora da quadra. Que péssimo exemplo e que pressão esses pais transferem para esses meninos, que, no fundo, só querem jogar bola!”, revelou.

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