Após vitória, Roy destaca empenho dos jogadores e consistência tática

Mais do que conquistar a importante vitória sobre o Madureira, a partida do último sábado, 15, no Estádio Municipal serviu para mostrar um Tupi diferente daquele que vinha sendo visto na Série C do Campeonato Brasileiro. A equipe apresentou um futebol que contagiou os 816 pagantes que compareceram ao jogo, mantendo viva a esperança de que é possível escapar do rebaixamento.

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Após o apito final, o técnico Antônio Carlos Roy fez uma avaliação do desempenho nos 90 minutos. Na entrevista coletiva que o treinador concedeu após o jogo, ele disse que a vitória foi fruto do empenho dos jogadores.

“Nós fomos para o risco. Você, ao colocar jogadores como o Jean, que chegou na quinta-feira, o Alexandro, que estava parado, acaba indo para o jogo sabendo que vai ter que fazer duas mudanças. O que eu coloquei para eles é que era importante jogar bem e encurralar o Madureira atrás. Foi o que nós fizemos. Corremos o risco, mas os jogadores tiveram consistência tática, o que não ocorreu contra o Macaé, que jogou atrás, mas livre. Hoje [sábado], os jogadores do Madureira não tiveram tempo para pensar. Com isso, fizemos um bom jogo. Acredito que o placar poderia ter sido mais elástico. (…) O profissional que perde, tem uma hora que ele precisa voltar a ganhar. E esse grupo merece. É guerreiro, não reclama dos treinamentos. Tenho certeza que a gente vai tirar o Tupi desta situação”, disse.

Perguntado sobre o que mais tinha agradado na atuação carijó, destacou o empenho dos jogadores, o que, segundo ele, é algo que o futebol moderno requer. “É jogar e não deixar jogar. Hoje [sábado], não deixamos o Madureira jogar”. Roy também comentou a substituição de Allan no segundo tempo. O jogador estava bem na partida, o que motivou algumas vaias.

“A intenção foi a gente encorpar mais o meio, já que eles enfiaram mais um jogador neste setor. O Henrique sai muito bem conduzindo a bola. Sabia que o Madureira iria se expor. Tanto é que o Henrique teve três ou quatro oportunidades de puxar o contra-ataque”, disse Roy, para depois analisar a atuação de Allan, considerado um dos melhores em campo na vitória carijó. “Ele não tem muito a característica de jogar pelo meio. É um jogador rápido, que sai muito pelos lados. Já que eu não tive o Glauber, o Hugo e o Michel Cury, pedi a ele que fosse para o sacrifício. É um jogador voluntarioso, que marca bem, mas que tem um pouco de dificuldade na metida da bola. Foi super importante na parte tática. Às vezes o torcedor não entende isso. O futebol não é só ir para a frente, é também a parte tática. E o Allan cumpre isso muito bem”.

Sobre o próximo desafio na Série C, o treinador espera aproveitar a situação vivida pelo Caxias, que foi goleado por 4 a 0 pela Chapecoense no último final de semana. “Como eles perderam, vão ter que abrir. Quem sabe a gente não sai de lá com os três pontos?”.

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