Ministro do Esporte cobra melhor desempenho brasileiro nos Jogos do Rio de Janeiro

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não ficou satisfeito com o desempenho brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres. Ele havia previsto ao menos 20 medalhas e cobrou um desempenho “muito melhor” nos Jogos do Rio, que serão realizados entre 5 e 21 de agosto de 2016. A delegação brasileira alcançou 17 medalhas. Rebelo esperava que o desempenho nacional repetisse a Grã-Bretanha, que de Athenas-2004 para Pequim-2008 saltou de 30 para 47 pódios. O recorde brasileiro de ouros continua sendo em Athenas-2004: foram cinco.

A preparação para Londres consumiu mais de R$ 1 bilhão de recursos do Ministério do Esporte e da Lei Agnelo Piva. Se levados em consideração os recursos do Bolsa-Atleta, patrocínios estatais e  vindos diretos do governo, o montante alcança a marca de R$ 2 bi. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), países como Austrália, Grã-Bretanha e Alemanha gastaram, respectivamente, cerca de R$ 1,7 bilhão, R$ 2 bilhões e R$ 3,8 bilhões.

Visando melhorar o desempenho brasileiro em 2016, o COB pretende investir em modalidades individuais em que o país tem potencial, caso da canoagem, ciclismo BMX, boxe e ginástica. Entre as modalidades que ficaram abaixo da expectativa em Londres estão o atletismo e a natação.

De acordo com a matéria, o governo vai anunciar, nas próximas semanas, um plano de investimento no esporte olímpico, ampliando os recursos que já estiveram disponíveis na preparação para Londres-2012. O objetivo é que o Brasil termine entre os dez primeiros daqui a quatro anos.

De acordo com o secretário de Esportes de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, as medalhas que faltaram para se chegar as 20 foram de favoritos brasileiros antes da Olimpíada que não conseguiram cumprir a expectativa.

Texto com informações da Folha de São Paulo

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