Líbero Fabi: o coração de ouro é matiense

Matias Barbosa viveu uma manhã especial nesta sexta-feira, 18, quando realizou festa para receber Fabiana Alvim Oliveira, a Fabi, líbero da Seleção Brasileira de Vôlei que conquistou o bicampeonato olímpico nos Jogos Olímpicos de Londres. Com a medalha de ouro no peito, a jogadora desfilou em carro aberto pelas ruas da cidade e foi recepcionada por cerca de 800 estudantes na Escola Municipal Lucy de Castro Cabral.

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Simpática, foi solícita com todos os jovens e adultos que pediram autógrafos ou para tirar foto ao seu lado. Também foi homenageada pela Escola Estadual Cônego Joaquim Monteiro. Na lotada quadra em que ocorreu a recepção, ela disse que estava muito feliz em dividir a sua alegria. “Apesar de não ter nascido em Matias, meu coração é matiense”, revelou a atleta.

A recepção foi organizada pela Divisão de Esporte e Lazer e a Polícia Militar. A banda da PM se apresentou e até tocou o Hino do Flamengo, time do coração de Fabi. Sobre a conquista em Londres, destacou que teve a cara do povo brasileiro. Ela espera que o bicampeonato deixe um legado.

A jogadora não negou nenhuma foto ou autógrafo: "acho que a ficha ainda não caiu, estou em êxtase com a recepção dos brasileiros"

“Acho que as consequências dessa vitória a gente tem que colocar em prática. As pessoas assistiram, torceram, prestigiaram e o mínimo que a gente pode fazer é dividir essa conquista com o povo brasileiro. E que através dela as crianças se espelhem na gente, independente se vão ou não praticar esporte, mas que através do esporte possam ser pessoas melhores. Acho que o nosso papel é esse. Levar para eles que é possível sonhar”, afirmou a jogadora.

Fabi revelou que a “ficha ainda não caiu”. Disse estar em êxtase pela recepção dos brasileiros, que demonstram orgulho pelo que a Seleção Brasileira fez nas Olimpíadas: um sentimento que afirmou não ter preço. Em relação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, destacou que os atletas vivem de desafios. “Vai ser no Rio, no quintal de casa. Quem sabe a Fabi não luta para conseguir uma vaga também?”.

A Rússia

A Seleção Brasileira Feminina chegou ao título depois de derrotar, na final, os Estados Unidos por 3 sets a 1. Apesar da importância da decisão, a partida que mais ficou marcada na campanha em Londres foi a vitória sobre a Rússia, nas quartas de final, vencida pelas brasileiras por 3 sets a 2, com 21 a 19 no tie break, sendo que no quarto set a equipe treinada pelo técnico José Roberto Guimarães precisou salvar seis match points. Confira abaixo, na íntegra, a análise da jogadora brasileira sobre o título olímpico e sobre o duelo contra as russas.

“Acho que a gente protagonizou uma vitória digna de cinema. Tivemos um início ruim na competição, que é muito rápida. Passamos por momentos muito difíceis. E o jogo contra a Rússia era chave, porque era o único em que se perdêssemos voltaríamos para casa. É um adversário que em algumas ocasiões sempre nos venceu, como em dois mundiais. Havia um estigma que a gente não conseguia superar a Rússia, sobretudo em momentos decisivos. Depois de tudo que a gente viveu, estávamos preparados para passar por qualquer tipo de situação. Naquele finalzinho, principalmente, a Sheila estava inspirada, conseguiu salvar bolas importantes e a gente conseguiu ter o sangue frio. Brasileiro é muita emoção, tem a parte passional. Conseguimos ter cabeça no lugar, ter tranquilidade para jogar contra elas [as russas], que estavam em primeiro no seu grupo. É um time que não se entrega. Abrimos um placar de 13 a 10 no último set e elas encostaram, quase o enredo de outras decisões. Conseguimos manter a concentração. Na minha opinião foi um dos maiores jogos do esporte, não só do vôlei. (…) Aquele jogo desenhou a história da seleção feminina. Ganhamos uma força impressionante”.

Confira abaixo fotos da recepção de Fabi em Matias Barbosa

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