11 jul 2012

Seleção no páreo pelo ouro em Londres? Profissionais de Juiz de Fora ainda acreditam



Atual tricampeã mundial e nove vezes campeã da Liga Mundial, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei assustou a sua confiante torcida ao ficar fora das semifinais da competição em 2012, que teve a fase final realizada na Bulgária. A eliminação após derrotas para Cuba e Polônia ocorreu menos de um mês antes da estreia nos Jogos Olímpicos de Londres, principal desafio da temporada. E, neste momento, muitos torcedores se perguntam: será que o time de Bernardinho terá forças para brigar pelo ouro após a campanha na Liga?

Buscando esta resposta, o Toque de Bola ouviu profissionais ligados ao Vôlei em Juiz de Fora. Para eles, o Brasil, apesar das dificuldades encontradas na Bulgária, tem tudo para conquistar a terceira medalha de ouro em Jogos Olímpicos.

Para Flávio Vilela, treinador que ajudou a revelar atletas como Giovane Gávio e André Nascimento, o resultado na Liga Mundial não traz preocupação. “A seleção deu uma renovada. O objetivo principal é a Olimpíada. Sou meio suspeito para falar do Bernardinho. Acho que ele está sempre no caminho certo. Por isso, acredito que as metas traçadas serão alcançadas”, expôs.

Lucão não estava 100% durante a disputa da Liga Mundial

Sobre a campanha na Bulgária, Flávio acredita que o desempenho ruim foi fruto de um somatório de fatores. “Houve uma renovação, alguns jogadores estavam voltando de contusão, outros lesionados… Tudo isso pesa. Acho que foi um bom teste para os Jogos Olímpicos. Com certeza, veremos outra seleção em Londres”, destacou, acrescentando que o grupo não tem carência em nenhuma posição. Sobre a presença de jogadores mais experientes no grupo, caso de Giba, Rodrigão e Serginho, acredita que eles podem ajudar muito pela bagagem que possuem.

Opinião semelhante a respeito da causa do mau desempenho é a do técnico da equipe de Vôlei da UFJF, Maurício Bara. “Alguns jogadores que jogaram não estavam nas melhores condições, caso do Dante, Murilo e Lucão. Isso atrapalha em uma competição de alto nível. Temos que lembrar que em 2008 o Brasil foi quarto colocado na Liga Mundial. Além disso, poderíamos ter vencido a Polônia. Não será nenhuma surpresa se tivermos um bom desempenho em Londres. Essa derrota é uma condição natural, um processo natural que qualquer equipe vivencia, já que a diferença entre as equipes está muito pequena”, analisa Maurício.

Para o ex-jogador José Eduardo Bara, comentarista do Toque de Bola durante a cobertura da Superliga 2011/2012, o Brasil vem enfrentando dificuldades por dois motivos: “Primeiro, porque todos são contra a nossa seleção, já que está no topo. Acho também que o equilíbrio emocional da equipe está muito alterado. Os adversários já estão sabendo disso e estão explorando esse ponto. Acho que nossos jogadores estão reclamando muito. O técnico da Polônia, por exemplo, que parece jogador de futebol da Argentina, acabou usando isso. Acho que está faltando calma. O time está muito intocável”, analisa José Eduardo.

Flávio, Maurício e José Eduardo consideram o grupo brasileiro bem homogêneo e formado pelo que existe de melhor no voleibol brasileiro. “Acho que temos todos os ingredientes para reverter essa situação. Foi bom que isso tenha acontecido agora. O Brasil tem tudo para ir bem nas Olimpíadas”, destaca José Eduardo.

Grupo foi considerado homogêneo por quem entende de vôlei

Maurício Bara tem pensamento semelhante. Ele argumenta que não é hora de mexer no time. “Agora não é hora de falar em renovação. É hora de ir com o que foi construído nestes quatro anos. Nos Jogos Olímpicos, a experiência pesa muito. É uma competição mais mental que física. Por isso, essa experiência pode pesar positivamente por ser uma competição de tiro curto”, analisa.

E a volta do Ricardinho?

Após quase cinco anos sem vestir a camisa verde e amarela, o levantador Ricardinho voltou a jogar pela seleção. E justamente em uma competição que o Brasil teve desempenho ruim. Flávio viu com bons olhos o retorno do jogador, ressaltando, quando perguntado sobre possíveis problemas de relacionamento no grupo, que é uma das características de Bernardinho ter o elenco nas mãos.

José Eduardo ficou feliz com a convocação do veterano, mas não gostou da forma como ele entrou no time. “O Ricardinho ficou muitos anos fora e entrou direto no time”, critica, acrescentando que ele deveria entrar aos poucos.

Maurício achou justo o retorno de Ricardinho. Como técnico da UFJF, teve a oportunidade de ver de perto as qualidades do levantador, que ele considera como “tecnicamente o melhor do Brasil”. Por isso, Maurício acredita que a presença do levantador entre os convocados é motivo para a torcida renovar a sua confiança. “O Ricardinho tem um jogo diferenciado, especial. Acho que ele será importantíssimo, será um trunfo na manga para virar um jogo para a seleção brasileira. Ainda não teve a sua melhor atuação, mas a torcida brasileira pode aguardar para os Jogos Olímpicos”, destaca o confiante técnico Maurício Bara.

Foco nos Jogos Olímpicos

Ele é o cara! Flávio Vilela aposta no potencial de Bernardinho: "Ele esta sempre no caminho certo"

Depois de disputar a Liga Mundial, a Seleção Brasileira voltou todas as suas atenções para a participação em Londres 2012. Esta é a penúltima semana de treinamento antes do embarque. Até a data da viagem, as atividades serão em ritmo pesado no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema (RJ).

Integram o grupo brasileiro os seguintes jogadores: os levantadores Bruno e Ricardinho; os opostos Leandro Vissotto, Theo e Wallace; os centrais Sidão, Lucão e Rodrigão; os ponteiros Giba, Murilo, Dante, Thiago Alves e Lucarelli; e os líberos Serginho e Mário Júnior.

Texto: Thiago Stephan


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