Profissionais de JF analisam episódio da demissão de professor dos JEMG

Juiz de Fora (MG), 17 de agosto de 2011

Um treinador de uma escola de Pouso Alegre, flagrado por câmeras da TV Panorama, de Juiz de Fora, foi demitido após ter chamado um aluno dele de 14 anos de “burro” durante um pedido de tempo, nos Jogos Escolares de Minas Gerais.

Na opinião de alguns profissionais de Educação Física, como o professor e vice-presidente do Panathlon Club de Juiz de Fora, Gilmar Quaresma, nestes casos não se pode extrapolar. “O treinador não deveria ofender o jovem atleta desta forma”. Gilmar ainda comenta que às vezes há uma pressão por parte das instituições, que querem bons resultados. “Isso é uma questão de entidade educacional em que o profissional atua”.

No ponto de vista do Vice-diretor da Faculdade de Educação Física e treinador de vôlei da UFJF, Maurício Bara Filho, o técnico de Pouso Alegre merece uma segunda chance, porque ninguém sabe como era a relação do professor com os alunos. “A atitude do professor não é modelo adotado na formação de um educador”.

Maurício também considera importante que os treinadores busquem a exigência, sem usar artifícios severos, principalmente com os jovens, e acrescenta que o indicado é uma melhor orientação para seus alunos.

O Conselheiro do Crefe – Conselho Regional de Educação Física de Minas Gerais, José Marcos, acredita que a decisão entre o professor e o colégio é uma questão interna, embora em sua opinião o treinador tenha agido de forma antiética, desrespeitando o aluno. Ressaltou que a educação é mais importante do que o rendimento.”Faltou equilíbrio por parte do treinador”.

Já o presidente do Conselho Municipal de Desportos, Claudio Humberto, diz que o treinador deveria ser apenas advertido e não demitido. “Houve exagero na decisão do colégio, e no próprio regulamento da competição escolar deveria constar a punição, e não ter esse alarde todo, com repercussão na mídia”.

Reportagem: Brunno Esteves – 8º período Comunicação CES

 

 

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