Paixão de torcedor: não há mangueira de ônibus que atrapalhe

Juiz de  Fora (MG), 22 de março de 2011

Existe limite no amor do torcedor por seu time de futebol? No domingo, 20, cerca de 40 integrantes da torcida organizada Tribo Carijó viajaram 370 km para poder acompanhar o Tupi no diante do Guarani, em Divinópolis, em uma demonstração do tamanho desse sentimento. E olha que o Galo vinha de derrota em casa. No final, a vitória por 2 a 0 no “clássico indígena” premiou o esforço de quem tem como lema “pode ganhar, pode perder, eu sou da Tribo, eu sou Tupi até morrer”.

A viagem de ida foi a mais complicada. O ônibus fretado apresentou defeito quando passava por Santos Dumont. Foi preciso que uma pessoa saísse de Juiz de Fora para que a substituição de uma mangueira fosse efetuada. Com isso, a viagem demorou 8h30 e os torcedores chegaram no Estádio Farião, em Divinópolis, às 15h50, dez minutos antes de a bola rolar.

Assim que a Tribo Carijó chegou à arquibancada, o Alvinegro entrou em campo. E, para quem viu o jogo bem de perto, o Tupi teve uma bela atuação em Divinópolis. “No primeiro tempo, o Tupi teve bastante posse de bola, mas não levou perigo ao Guarani. O time não chutava. O Felipe Cordeiro foi o destaque da primeira etapa. Inclusive, sofreu um pênalti que não foi marcado. Acredito que ganhamos um presente no segundo tempo. Já pedíamos o Cassiano Há muito tempo. Contra o Guarani, também pedimos a sua entrada desde o primeiro tempo. Ele entrou deu muita velocidade ao Tupi. O Michel Cury toda hora enfiava a bola para ele em velocidade. Numa dessas jogadas ele sofreu a falta que resultou no primeiro gol do Tupi”, comentou um dos integrantes da Tribo Carijó, Eduardo Kaehler, por telefone, brincando ao afirmar que sua voz tinha ficado em Divinópolis.

Ainda segundo o torcedor, voltar para a casa foi muito bom depois de o Tupi conquistar os três pontos. Além disso, o ônibus não apresentou problemas na volta e, em 7h, todos já estavam em Juiz de Fora.

O veículo fretado para levar a torcida foi pago pela diretoria do Alvinegro. Perguntado se a Tribo Carijó estará presente no duelo diante do Funorte, em Montes Claros, no próximo sábado, 16, Kaehler disse ser difícil, já que a torcida não pretende dar mais despesas ao Tupi. “Todos da torcida estão querendo ir a Montes Claros. O problema é o custo da viagem. Por mais que a direção do Tupi queira ajudar, não queremos atrapalhar o Tupi, já que R$ 4 mil é o salário de um jogador”, disse, acrescentando que a solução pode ser pedir apoio a alguma empresa.
Texto: Thiago Stephan

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

Este post tem 2 comentários

  1. Airton de Paula Soares

    Beleza de texto, transmitiu o que aconteceu no estádio e o sentimento da torcida.
    Parabéns!

  2. Eduardo Kaehler

    Opa.. Show demais a entrevista.. Orgulho do Galo!!

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