Jogo contra o Cruzeiro foi o único em casa a dar lucro ao Tupi

 

Apesar de não ter sofrido prejuízo financeiro, diretoria do Tupi acredita que, em outra data, arrecadação seria bem maior

 

Juiz de Fora (MG), 15 de março de 2011

A partida contra o Cruzeiro – a quarta que o Tupi fez em casa – terminou empatada dentro de campo, mas representou uma vitória na arrecadação. Pela primeira vez no Campeonato Mineiro de 2011 uma partida do Galo em Juiz de Fora não foi deficitária. Naquela Quarta-feira de Cinzas, 4.349 torcedores pagaram para ver a partida, o que gerou receita de R$ 60.880. Descontadas as despesas com a Federação Mineira de Futebol (FMF), o Tupi arrecadou R$ 31.696,16. Há ainda despesas que o clube tem que arcar com os quadros móveis do Estádio Municipal e da Liga de Futebol de Juiz de Fora. Nas três primeiras partidas em Juiz de Fora o Alvinegro teve prejuízo de R$ 13.615,94 somente para pagar a FMF. Com a renda na partida contra o Cruzeiro, a conta do Carijó sai do vermelho e entra no azul: saldo de R$ 18.080,22.

Um registro importante a ser feito: a diretoria do Tupi tentou evitar, a todo custo, a realização do jogo contra o Cruzeiro na quarta-feira de Cinzas, mas a Federação Mineira manteve a data, para atender aos interesses da emissora de TV que detém os direitos de transmissão. O clube juizforano considera que, em outra data e sem a transmissão da partida para Juiz de Fora, a arrecadação seria muito maior.

Entenda como é feita a conta

Na partida contra o Cruzeiro o número de inteiras superou o de meias-entradas pela primeira vez no ano. Foram vendidos 2.054 ingressos de arquibancada a R$ 20, totalizando R$ 41.080. O número de torcedores que pagaram meia entrada (R$ 10) foi de 1.945, que somados contribuíram com R$ 19.450. Houve ainda a venda de 350 ingressos a R$ 1 – bilhetes enviados pela Federação Mineira de Futebol para serem repassados a empresas patrocinadoras -, totalizando R$ 350. Somando as vendas, chega-se à receita bruta de R$ 60.880.

As despesas que o clube tem que arcar quando disputa a 1ª Divisão do Campeonato Mineiro são divididas em três partes. Na primeira, chamada de B1, o Tupi pagou R$ 4.420 de remuneração para o quadro móvel da FMF e mais R$ 884 que correspondem à taxa de 20% sobre a remuneração do quadro móvel para o pagamento do INSS, totalizando R$ 5.304.

Na B2, consta o pagamento de 8,5% da renda do jogo à FMF, o que corresponde a R$ 5.174,80. À Liga de Futebol de Juiz de Fora foi pago 1,5% da arrecadação – R$ 913,20, e ainda 695,84 do Seguro Torcedor. As três taxas da B2 totalizam R$ 6.783,84.

Na B3, a despesa é maior. Foram recolhidos 5% sobre a receita bruta: R$ 3.044. As despesas para a confecção dos talões de ingressos (200) somaram R$ 950. Com a taxa de participação do Campeonato Mineiro, que inclui as despesas com os profissionais da arbitragem e a taxa para a realização dos exames antidoping, o Tupi desembolsou R$ 8.482 e, com diárias e transporte das autoridades, mais R$ 4.620. Ao todo, a B3 atingiu a cifra de R$ 17.096.

O somatório das três parcelas (B1 + B2 + B3) totalizou R$ 29.183,84, dinheiro que, ao ser descontado da receita bruta, fez com que a arrecadação fosse de R$ 31.696,16.

Texto: Thiago Stephan

Toque de Bola

Ivan Elias, associado do Panathlon Club de Juiz de Fora, é jornalista, formado em Comunicação Social pela UFJF. Trabalhou por mais de 11 anos no Sistema Solar de Comunicação (Rádio Solar e jornal Tribuna de Minas), em Juiz de Fora. Já foi freelancer da Folha de S. Paulo, atuou como produtor de matérias de TV e em 2007 e 2008 “defendeu” o Tupi, na Bancada Democrática do Alterosa Esporte, da TV Alterosa (SBT-Minas). É filiado à Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE) e Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace).

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