20 out 2015

Vica após derrota para o Tupi: “Planejamento jogado buraco abaixo”



Após a derrota por 2 a 1 para o Tupi que adiou o acesso arapiraquense à Série B, o técnico do ASA, Vica lamentou o resultado, fez uma análise da campanha do time arapiraquense na competição e pregou uma reestruturação para 2016.

Meta adiada

“Nosso planejamento era de estar em uma Série B no ano que vem. Esse planejamento foi jogado buraco abaixo.O objetivo não se concretizou e só lamentamos. Poderíamos ter chegado mais adiante. Eu vi essa equipe fazendo grandes jogos, vi fazendo maus jogos, mas sempre dividimos as responsabilidades com todos. Culpa minha, dos jogadores, diretoria, de todos juntos”, expôs o técnico.

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Vica lamenta derrota e fim do sonho do acesso (Foto: site oficial do ASA)

Vica lamenta derrota e fim do sonho do acesso (Foto: site oficial do ASA)

Pressão psicológica

O ano da equipe nordestina jogando no Estádio Coaracy da Mata Fonseca foi praticamente impecável. A única derrota que os torcedores do Fantasma presenciaram foi justamente para o Tupi. Vica lamentou que na partida que mais precisavam do resultado não tenha obtido sucesso e revelou que a pressão psicológica afetou o desempenho dos atletas.

“É lamentar e entender também que de repente hoje não fizemos um grande jogo dentro de casa, como fizemos em outras ocasiões. Mas queira ou não já entramos em campo com o resultado adverso. Você começa com 2 a 0, a pressão psicológica é muito grande em cima dos atletas. A gente viu no começo do jogo o time tentando furar o bloqueio e às vezes se desorganizando atrás. Imaginávamos que iria ser dessa maneira. O Tupi bem organizado, fechando atrás e saindo na velocidade com a competência que eles têm para matar o jogo nos contra-ataques. E foi isso que eles fizeram. Temos que entender que eles fizeram por merecer esse acesso”, analisou.

Derrota para o Tupi por 2 a 1 foi a primeira do ASA jogando em casa neste ano (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)

Derrota para o Tupi por 2 a 1 foi a primeira do ASA jogando em casa neste ano (Foto: Leonardo Costa/tupifc.esp.br)

Reestruturação

Avaliando o ano de 2015 do ASA, Vica entende que as adversidades enfrentadas pelo clube devem ser corrigidas para a próxima temporada e que a equipe pagou pelos próprios erros no mata-mata.

“As dificuldades que o ASA passou esse ano e já vem possuindo desde o rebaixamento da Série B à C foram duras. Ano passado chegamos aqui e estava uma situação muito delicada. O ASA reformulou-se para esse ano, teve mudança na diretoria, os problemas financeiros e essa diretoria jovem tentando recuperar o prestígio do ASA. Começamos a Série C com dificuldades, fizemos uma campanha boa, a segunda melhor da competição. Mas nesses jogos do mata-mata, quando não se faz dois jogos equilibrados, se paga caro. Pagamos pelos nossos erros, mas quero ressaltar isso: um clube não se refaz de uma hora pra outra. Um clube que estava no fundo do poço há um ano atrás. É difícil em um ano sair lá de baixo e subir para uma Série B. A gente lamenta e fica chateado por não conseguir o nosso objetivo”, comentou.

Presidente do ASA, Bruno Euclides, projeta reestruturação do clube em 2016 (Foto: Site oficial do ASA)

Presidente do ASA, Bruno Euclides, projeta reestruturação do clube em 2016 (Foto: Site oficial do ASA)

Polêmica

O meia Didira, referência do ASA, sentiu um problema no tornozelo e começou o confronto decisivo no banco de reservas. Existem especulações que o jogador esteja acertando sua ida para o CSA-AL, rival da equipe arapiraquense. Além dele, outro jogador que foi barrado, o lateral esquerdo Fábio Alves, entrou em rota de colisão com a diretoria por conta dos salários atrasados, o que causou desgaste dentro do elenco.

Lição

O presidente do ASA, Bruno Euclides, garante que o ano de 2015 serve como lição para ele e toda a diretoria: “Foi uma temporada de muito aprendizado. Cheguei aqui sabendo nada, hoje sei muito pouco, mas evolui, melhorei. Só tenho a agradecer todo esse grupo, à federação, à imprensa. Para mim e toda a diretoria, que é formada por jovens, novatos, foi sim um ano de aprendizado. O sentimento que fica é que fizemos uma temporada muito boa, onde tivemos excelentes resultados, mas não atingimos nenhum dos nossos grandes objetivos. Isso não deixa de ser um recado, uma lição. Não que eu esteja jogando tudo fora, mas sendo realista, de nada adianta uma temporada tão boa se nós não alcançarmos os objetivos. Mas fica de aprendizado para todos, pois sabemos que em 2016 vai ser uma ano bem melhor”, concluiu.

 

Texto: Guilherme Fernandes, estagiário do Toque de Bola, sob supervisão de Bruno Kaehler – Toque de Bola, com informações do portal Globoesporte.com e rádio Novo Nordeste

Fotos: site oficial do ASA e Leonardo Costa/tupifc.esp.br

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