25 abr 2011

Bicampeão olímpico Giovane é campeão brasileiro como técnico



Belo Horizonte (MG), 24 de abril de 2011

O juizforano Giovane Gávio, já consagrado como um dos principais atletas de vôlei do mundo pela conquista de um bicampeonato olímpico, conquistou, neste domingo, 24, seu primeiro título como treinador. O Sesi, de São Paulo, bateu o Sada Cruzeiro por 3 sets a 1, em pleno ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, no final da manhã.

“Quero agradecer essa oportunidade maravilhosa, me sinto honrado em comandar essa equipe de tantos jogadores de alto nível. Agradeço principalmente ao apoio da Fiesp e do Sesi, que acreditou em nosso projeto há dois anos atrás, quero agradecer muito à minha família, á minha mãe, Dona Lecy, minha esposa, às vezes em casa a gente fica nervoso e pirado da cabeça, e eles estão sempre conosco nestes momentos”, disse o juizforano, pouco depois da decisão, em entrevista ao SporTV, conversa que foi interrompida quando os atletas campeões jogaram um balde de água sobre o treinador.

Tande, ex-companheiro de Giovane em tempos de glória da seleção, pediu ao repórter Marcelo Courrege que perguntasse qual era a maior emoção: ser bicampeão olímpico como jogador ou campeão da Superliga como treinador: “Estou aqui por não poder mais estar lá, dentro da quadra, o joelho não deixa, por isso criei esse desafio, espero um dia ajudar mais esses jogadores, sei que posso contribuir mais”, afirmou, depois de Tande lembrar que o juizforano está cursando Educação Física e se aprimorando na função de treinador.

Giovane foi campeão da Superliga como jogador atuando pelo Report/Suzano em 96/97 . Iniciou a carreira no Clube Bom Pastor, em Juiz de Fora, influenciado pela irmão, Giseli, uma das principais peças da equipe feminina do Sport Club Juiz de Fora, que marcou época no início dos anos 80, com o bicampeonato mineiro. Depois de passar num teste no Banespa, Gigio, como é chamado pelos amigos, deslanchou na carreira e, pela seleção, conquistou vários títulos – além de dois Jogos Olímpicos, venceu o Campeonato Mundial e a Liga Mundial. Agora como técnico, é o primeiro brasileiro a ser campeão da Superliga como atleta e também treinador. Antes, somente o argentino Weber já havia alcançado a façanha.

Título no Mineirinho

Em pleno DOMINGO (24.04) de Páscoa, o Sesi-SP calou o ginásio do Mineirinho, lotado, e ganhou o primeiro título da Superliga Masculina. Murilo e Escadinha também debutaram com a vitória, assim como o treinador da equipe paulista, Giovane Gavio, que se tornou o primeiro brasileiro campeão da competição como técnico e jogador. Os paulistas venceram o Sada Cruzeiro (MG) por 3 sets a 1 (25/19, 19/25, 27/25 e 25/17), em 1h58 de jogo, em Belo Horizonte (MG).

Na decisão recheada de craques brilhou a estrela do maior pontuador dessa edição da competição. O oposto Wallace, do Sesi-SP, saiu de quadra consagrado com 27 pontos na final – 26 de ataque e um de saque. O companheiro de Wallace, o ponta Murilo foi eleito o melhor atleta da partida e ganhou o troféu VivaVôlei.

Após a vitória, o técnico Giovane lembrou que a mescla da força do grupo com os talentos individuais foram o segredo do Sesi-SP para calar o Mineirinho, lotado de cruzeirenses. “Tivemos que ter paciência durante o jogo. Eles sacaram muito bem no segundo set. Em seguida, voltamos a encaixar o nosso jogo. Prevaleceu a força do nosso grupo e o talento individuais de nossos jogadores”, analisou Giovane.

Do lado mineiro, o argentino Marcelo Mendez lamentou que o Sada Cruzeiro não apresentou na partida decisiva a mesma regularidade de toda a competição. “Começamos o jogo de igual para igual. No primeiro set, foi a vez do Sesi. No segundo, a nossa. Mas, no terceiro set, o Sesi acabou ganhando em pequenos detalhes. A vitória ajudou a equipe adversária no quarto set. Eles abriram uma vantagem muito boa, o que garantiu o título desta Superliga para eles. Apesar da derrota, tivemos uma campanha regular durante esta Superliga”

O jogo

O maior pontuador da Superliga Masculina, Wallace do Sesi-SP, foi o responsável pelo primeiro ponto da final. A partida começou equilibrada com as equipes forçando o saque. Em um ponto de contra-ataque do central Sidão, os paulistas abriram dois pontos: 12/10. O Sada Cruzeiro assumiu a liderança (18/17), mas em um ace do oposto Wallace, o Sesi-SP retomou novamente o comando do placar (20/18). Com boas defesas do líbero Escadinha, os paulistas fecharam o primeiro set em 25/19. Wallace, do Sesi-SP, foi o destaque da primeira parcial com 10 pontos.

O Sada Cruzeiro voltou com mais volume de jogo para o segundo set e abriu uma vantagem de quatro pontos (8/4) no primeiro tempo técnico. Com bons bloqueios, os mineiros aumentam a vantagem para seis pontos (16/10). Numa boa sequência de saques do central Sidão, do Sesi-SP, a diferença no placar caiu para três pontos (18/15). Mas o segundo set era dos cruzeirenses, que, para o delírio da torcida mineira, devolveram o placar da primeira parcial, ao vencerem por 25/19. O conjunto do Sada Cruzeiro funcionou na parcial: Douglas Cordeiro, Wallace e Filipe marcaram quatro pontos cada um.

O Sesi-SP voltou melhor para o terceiro set. Antes da primeira parada técnica, já tinha a liderança com dois pontos de vantagem (6/4). O set seguiu equilibrado até o final com os times se alternando no comando do placar. No final do set, os paulistas abriram dois pontos (23/21), mas, em um bom bloqueio sobre o ponta Murilo, o Sada Cruzeiro empatou a parcial: 23/23. O jogo seguiu indefinido até que, em um ponto de bloqueio do Sesi-SP, os paulistas fecharam em 27/25. O oposto Wallace, do Sesi-SP, teve, mais uma vez, uma atuação destacada, com oito acertos.

O quarto set foi dominado pela equipe paulista do começo ao fim. O Sada Cruzeiro, mesmo apoiado pela torcida, não conseguiu reagir e viu o Sesi-SP fechar a parcial em 25/17, e o jogo por 3 sets a 1. Durante o set, o ponteiro Thiago Alves deixou a quadra com câimbras e deu lugar a Japa. Mesmo perdendo um de seus principais jogadores, a festa foi paulista. Depois de cinco temporadas, um time de São Paulo voltou a ganhar um título da Superliga. E o Mineirinho mudou de cor. Saiu o azul e entrou o vermelho, para coroar o novo campeão brasileiro.

EQUIPES

SADA CRUZEIRO – William, Wallace, Filipe, Léo Mineiro, Acácio e Douglas Cordeiro. Líbero – Serginho

Entraram – Ceola, Samuel e Renato Felizardo

Técnico – Marcelo Mendez

SESI-SP – Sandro, Wallace, Murilo, Thiago Alves, Vini e Sidão. Líbero – Serginho

Entraram – Leo, Jotinha, Japa e Everton

Técnico – Giovane Gávio

NÚMEROS DA PARTIDA

SESI-SP

Ataque – 64

Bloqueio – 15

Saque – 2

Erros do adversário – 15

SADA CRUZEIRO

Ataque – 48

Bloqueio – 11

Saque – 2

Erros do adversário – 25

Textos: Ivan Elias, com informações da TV Globo, e Assessoria de Imprensa CBV

Foto: Alexandre Arruda – Assessoria de Imprensa – Site CBV


 

 


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