13 ago 2012

Vôlei garante inédito tri olímpico para José Roberto Guimarães



O penúltimo dia de disputas dos Jogos Olímpicos Londres 2012 foi de festa para o Vôlei brasileiro. A seleção feminina conquistou sua segunda medalha de ouro consecutiva ao derrotar os Estados Unidos por3 a1, numa virada espetacular, após derrota no primeiro set. Com o resultado, Jaque, Sheilla, Fabi, Thaísa, Fabiana e Paula Pequeno entram para o seleto grupo dos brasileiros bicampeões olímpicos, que já contava com Adhemar Ferreira da Silva, do salto triplo; Torben Grael, Marcelo Ferreira e Robert Scheidt, da vela; e Maurício e Giovane, do vôlei.

A arrancada da seleção feminina de vôlei rumo ao lugar mais alto do pódio foi digna de campeãs. Depois de uma primeira fase em que não conseguiu encontrar seu melhor padrão de jogo – perderam para as próprias americanas e para a Coreia do Sul -, a seleção brasileira arrancou para o título com uma vitória de virada sobre a Rússia pelas quartas de final, em que precisou salvar seis match points. Já nas semifinais, impôs vitória incontestável sobre o Japão por3 a0. Na final deste sábado, encontrou dificuldades contra os Estados Unidos apenas no primeiro set (perdeu por 25/11). Daí em diante, passou a dominar a partida para fechar de forma categórica, com parciais de 25/17, 25/20 e 25/17.

Para a experiente Paula Pequeno, uma das seis remanescentes da campanha dourada de Pequim, outro ponto fundamental foi a capacidade do grupo de dialogar. “A gente estava errando muita coisa justamente porque queria muito acertar, e era necessário que acalmássemos e parássemos de ficar tão afobadas. Um exemplo foi o primeiro set da final, quando a gente tentou acompanhar a correria das americanas e foi mal. Tivemos fé para visualizar, no meio de toda a tensão, o momento que estamos vivendo agora”.

Único tricampeão olímpico brasileiro (comandou a seleção masculina em Barcelona 92 e a feminina em Pequim 2008), o treinador José Roberto Guimarães, elogiou a capacidade de recuperação do grupo. “Precisávamos resgatar o brio, a auto-estima, e isso não se fazia com outra coisa senão conversa. O que fizemos aqui foi uma história linda, de como a vida é bonita mesmo nos momentos mais complicados. Fomos ao fundo do poço e voltamos, mas soubemos reagir. Mesmo hoje, quando as americanas passaram por cima da gente no primeiro set, vi que o grupo apenas precisava respirar e começar a ter paciência para jogar o jogo da gente’’.

Texto: Thiago Stephan


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