13 fev 2018

Brilho de Léo Santana na seleção emociona JF. Veja depoimentos exclusivos



  O reconhecimento agora nacional alcançado pelo juiz-forano Leo Santana, campeão em sua primeira convocação para a seleção brasileira de futsal,  ainda está sendo muito comemorado na cidade.   

Além de craque nas quadras, o juiz-forano Leo Santana também é exemplo fora delas, com humildade e companheirismo, o que só aumenta a torcida pelo seu sucesso e por novas conquistas. 

 Na vitoriosa campanha que culminou com o título do Grand Prix, em Brusque-SC, confirmado no domingo, dia 4, o atleta que defende um dos maiores clubes do mundo, o Barcelona, da Espanha, tornou-se um dos jogadores mais assediados pelos torcedores, foi destacado pela mídia e viveu momentos inesquecíveis.

  A trajetória de Leo, dentro e fora da quadra, explica toda a alegria desfrutada pelos torcedores locais. 

  Sport x Olímpico: lições para um pai  

José Carlos Mendes detalhou, a pedido do Toque de Bola, uma história interessante envolvendo Leo e seu filho, Felipe, após uma partida entre Sport Club Juiz de Fora e Olímpico Atlético Clube. O episódio serviu, além  de um puxão de orelhas, para uma nova maneira dele encarar o esporte.

  Confira o relato de José Carlos:

“Pelos idos de 1997 até 2004, por aí, Juiz de Fora contava com dois excelentes times de futsal. Olímpico e Sport. Para se ter uma ideia, pelo Olímpico jogava o Hudson Santos, hoje jogador do São Paulo F.C. e pelo Sport jogava o Léo Santana, hoje na Seleção Brasileira. Na verdade estes dois seguiram carreira dentro do esporte, mas os outros também eram muito bons, e só não continuaram no futebol devido a algumas circunstâncias.

Por conta de os times serem muito bons, desenvolveu-se uma grande rivalidade, dentro da quadra e, principalmente, fora dela. Acho que neste período todas as decisões na cidade foram entre Olímpico e Sport. Numa destas decisões, os garotos deviam ter 10 anos, na Academia de Comércio, o jogo estava acirrado. O Olímpico começou vencendo, mas o Sport reagiu e virou o placar. Depois o Olímpico virou de novo, mas no final o Sport saiu vencedor, com dois gols de diferença (acho que ficou 5 a 3 para o Sport).

  O jogo teve que ser interrompido várias vezes devido à discussões entre os pais na arquibancada. Logo que o jogo terminou, a torcida do Sport invadiu a quadra e comemorou junto com os garotos. Quando procurei meu filho, Felipe Mendes, ele estava aos prantos e, abraçado a ele, consolando-o estava o Léo Santana. Naquela época, para nós ele era o “Nado”, e para o pessoal do Sport, o Sonic.

  Fiquei emocionado ao ver um garoto tão novo, uma criança, com tamanha maturidade e caráter. Na verdade fiquei até um pouco envergonhado, pois eu era um dos pais que estava nervoso e torcendo com uma certa exaltação, vamos dizer assim. Me lembro das palavras que eu me referi ao Léo, disse para ele que, apesar da pouca idade, ele estava dando uma grande lição para nós, que nos comportamos muito mal naquele jogo.

   Depois disso passei a ver o esporte de uma forma diferente e mudei muito meu comportamento. Depois os meninos foram jogar futebol de campo juntos pelo Tupi. O Nado foi também, mas não ficou muito tempo, porque voltou para o futsal, mas no pouco tempo que eu convivi com ele percebi tratar-se de um garoto muito humilde e de muito caráter. Hoje vejo, com muita alegria, ele defender o Barcelona e a Seleção Brasileira e torço para que ele melhore cada vez mais e conquiste tudo que ele almeja na vida, pois ele merece.”

   Liga de Futsal: “Semente boa só pode dar fruto bom”

   O presidente da liga Juizforana de futsal, Adilson Mattos, analisou ao Toque de Bola a importância da convocação do Leo:

   “Para qualquer entidade ter um de seus frutos convocados para uma seleção brasileira sempre é motivo de orgulho. A trajetória de Léo Santana em Juiz de Fora foi coroada de êxito defendendo várias equipes: Sport Club Juiz de Fora, São Bernardo e Associação Atlética Banco do Brasil, e da AABB se transferiu para o Praia Club de Uberlândia, quando despontou de vez para o cenário nacional e rapidamente para a vitrine internacional indo defender as equipes  do Kairat, Sibiryak e finalmente Barcelona na Espanha. Caminho natural seria como foi a Seleção Brasileira.

  Abro aqui um parêntese para testemunhar que o atleta Léo Santana sempre foi excelente caráter não trazendo problema algum para a arbitragem e nenhum problema para o grupo ao qual estivesse defendendo. Sempre foi bom amigo e por isso mesmo recebe tudo de bom que pode colher, pois a semente boa só pode dar fruto bom.”

   Toque de Bola: O cenário do futsal de Juiz de Fora auxilia na formação desses talentos? De que forma?

  Adilson Mattos: “Juiz de Fora é um celeiro fantástico de atletas. Pena é que não se tem investimentos fortes no futsal que é muito mais barato do que qualquer outra modalidade. Lembro-me bem quando “colocamos” o Sport Club Juiz de Fora na disputa da Copa Rio-Minas-São Paulo. Digo “colocamos” pois foi uma ação muito bem feita por mim junto com os desportistas Jorge Alves e Adonise José Ribeiro. Naquela oportunidade o Sport foi o melhor clube do interior e a Federação ensaiava dar a vaga desta competição para um clube da capital. Quando ficamos sabendo, Jorge pegou o próprio carro e fomos parar em Belo Horizonte e, junto ao então Presidente Marcos Antônio Madeira, conseguimos colocar o Sport no cenário nacional. Pena que o projeto mais tarde foi paralisado. Pois naquela competição foi o Sport o recordista de público no Francisco Queiroz Caputo.

  Ai temos também que lembrar de vários atletas do futsal que antecederam Léo Santana e também foram referências como Léo Aleixo, que também está atuando na Europa (Bélgica), Emmanoel Serdeira Junior, o “Pito”, e Marcelo Pullig.

   Ou seja, temos vitrine sim, temos talentos sim, falta lamentavelmente investimento. Os projetos a cada ano se apresentam, porém sem o aporte financeiro os abnegados que querem fazer um trabalho profissional ficam presos ao amadorismo, e em algum momento irá fazer falta e os projetos naufragam.”

Léo Santana: “Vi que posso estar entre eles”  

  Encerrada a campanha vitoriosa em sua primeira passagem como jogador da seleção brasileira, Leo Santana não escondeu ao Toque de Bola seu entusiasmo por tudo que viveu e declarou que vai torcer juito por novas oportunidades com a camisa amarela:

Léo Santana:  “Ser campeão com a seleção é uma coisa diferente de tudo que já vivi no futsal. Já ganhei títulos importantes, mas esse com a seleção foi fantástico. Foi incrível viver esse momento na seleção, por tudo, pelos treinos, pelos jogos, pela competição, a vivência com os jogadores e corpo técnico. Foi uma experiência muito boa que vou levar pra sempre, ficamos quase 15 dias juntos, aprendi e curti muito esse momento. Montaram uma grande seleção.  Nós, jogadores, comentávamos entre nós que essa seleção estava a cara do Brasil e eu particularmente gostei muito do resultados. Sabia que o título era muito importante pra minha carreira no clube e na seleção.

  E estou muito feliz com o meu desempenho nesses dias, fiz amigos, aprendi muito. Acredito que fiz um bom trabalho, eu fui para lá como a minha primeira convocação e hoje, sendo bem sincero, projeto um futuro na seleção brasileira, claro que muita coisa pode acontecer, o Brasil tem grandes jogadores, mas eu estive lá e vi que posso estar entre eles, que posso ter uma sequência e ajudar muito a seleção, então não custa nada sonhar, vou continuar focado no meu trabalho em Barcelona mas visando sim uma nova convocação.

  Me marcou muito também ver muita gente de Juiz de Fora torcendo por mim, principalmente na minha estreia, e depois do meu primeiro gol. Acho que todos os meus amigos estavam esperando esse meu primeiro gol com a camisa da seleção, porque quando fiz o gol recebi muitos vídeos desse gol dos meus amigos comemorando muito com uma emoção muito grande, isso me marcou, eu vi que realmente a galera estava torcendo de coração.

  Quando fiz esse gol, depois os companheiros da seleção ficaram brincando comigo porque eu fiquei mandando mensagem na câmera quase dois minutos, perguntaram se eu estava mandando uma mensagem ou lendo um texto (risos) e eu disse para eles: vocês não têm noção quantas pessoas pediram pra eu dedicar o gol para elas, quantas pessoas estavam esperando esse gol, a lista é grande mesmo

  Foi incrível ver o brilho nos olhos do povo brasileiro, hoje eu sei o que significa vestir a camisa da seleção, onde passávamos as pessoas olhavam diferente, você se sente amado pelo povo.”

  Timaço familiar

  Léo pede licença ao Barcelona e à seleção brasileira para escalar o seu timaço. Os familiares e amigos que foram prestigiar os jogos finais da seleção brasileira,em Brusque, e tornaram seu fim de semana inesquecível.

Confira a “escalação”:

Rosali, minha mãe,
Rosângela minha tia,
Daiana minha irmã,
Luciana meu cunhado,
Maria Luiza minha sobrinha,
Helena minha sobrinha,
João Paulo meu irmão,
Carlos Henrique amigo e
Gilmara amiga”.

 Léo é casado com Priscila Ritti, que frequentemente recebe mensagens amorosas do atleta também nas redes sociais.

Texto: Toque de Bola

Fotos: Confederação Brasileira de Futsal e Arquivo Pessoal

 

 

 


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