02 dez 2017

Festival de basquete com jovens emociona e motiva professores da cidade e região na Faefid-UFJF



Dezenas de crianças reunidas em torno do basquete no ginásio da Faefid-UFJF

  Para quem gosta e se dedica ao basquete, foi uma “manhã ímpar”, domo definiu o professor Dilson Borges, da Faculdade de Educação Física da UFJF, que promoveu o evento em conjunto com a Federação Mineira de Basquete.

 Na manhã de domingo, dia 26, o curso voltado a formação de profissionais da modalidade teve como atividade colocar em quadra as crianças que começam a ter experiências com a prática do basquete, orientadas pelos professores e treinadores que vivenciaram as etapas anteriores do curso, em dois módulos.

 Veja aqui como foi uma das etapas do curso em Juiz de Fora

  O resultado? Empolgação e brilho nos olhos. Dezenas de jovens praticando o esporte sob olhares entusiasmados de quem se debruça sobre a formação de valores. O ginásio e arredores das dependências da Faefid ganharam um astral incrível e um voto de confiança na sequência do aprendizado do basquete.

 O professor Walter Monteiro, diretor das equipes do JF Celtics e Panathlon Club Juiz de Fora, definiu: “Vejo o curso preparando novos protagonistas do basquetebol na região, além de aumentar o número de praticantes do desporto. Todo processo inicia pela formação correta dos atletas do mini basquete, lapidado até as equipes de competição. Mas para isso tem que formar os profissionais de forma correta”.

  Veja, a seguir, a entrevista com Dilson Borges, que além de avaliar vibra com o sucesso da iniciativa.

    “Multiplicadores do basquete”

Professores e treinadores trocam ideias durante o evento

“Um curso que foi promovido para atender e aumentar a capacitação de professores da rede pública, estudantes de Educação Física como possíveis multiplicadores do basquetebol nas idades até 15 anos, e que teve a sua meta alcançada, com a participação de 36, numa extensão de três módulos, entre setembro e novembro. O que fez com que tivéssemos um percentual de participação de 85%, sendo bastante positivo e atingiu, nessa parte, completamente o objetivo.”

  Quanto à avaliação do momento final, o festival coroava alguns dos participantes que ao longo do curso foram pleiteados com uma bolsa para realizar o curso, com bolas e coletes, com a contrapartida de desenvolverem um núcleo com essa proposta dentro do seu espaço, da sua escola, ou na sua praça de esporte e lazer. E nós tivemos 10 novos núcleos, e a manutenção de outros dois, que já haviam sido criados em 2014, participando nesse contexto e culminando com a realização do festival no último dia.

 Sucesso

 “O festival, foi um sucesso total, a organização conjunta por parte dos professores que coordenavam os núcleos, dos outros participantes do curso que não tinham núcleos, mas participaram, como arbitragem, apoio e organizadores do evento. Com todo o staff e com toda a equipe da UFJF e o apoio de outros professores, Walter Monteiro, do JF Celtics, Sérgio Rodrigues, do Projeto Basquetebol do Futuro, incentivadores de outros projetos dentro da cidade mas que também compraram a briga, a ideia desse projeto, e, principalmente, desse festival. Não podemos esquecer do professor Paulo Ferreira Pinto, o Paulão, idealizador dessa obra, e principalmente dos dois professores que vieram de Belo Horizonte e que são experts, com anos trabalhando em processo de formação esportiva, do Minas Tênis Clube e do Olímpico Clube, os professores Alexandre Arantes e Bráulio de Sá Alvarenga, que engrandeceram com conteúdo, qualidade, estímulo, motivação e, principalmente, com todo o “know how”  para a realização do festival.”

Leopoldina representada no Festival

  200 crianças, 18 equipes e várias cidades

“O Festival teve este ano a participação de 200 crianças aproximadamente, distribuídas em 18 equipes, sendo  que desse número tivemos representantes de Leopoldina, com  equipes de duas escolas diferentes, dois núcleos que foram implantados lá. Um deles é novo, outro já existia, foi criado em 2014. Tivemos um núcleo e uma equipe de Goianá, outra de Rio Pomba, representada pelo Instituto Federal, que lançou um projeto de extensão, e aproveitou o nosso curso para capacitar mais ainda os bolsistas. Contamos também com uma equipe de Santos Dumont, três equipes de duas escolas de São João Nepomuceno, uma equipe de Juiz de Fora, representando o Instituto Jesus, que já possui um projeto, mas novamente se envolveu com o curso e esteve presente.”

“Dentro de Juiz de Fora ainda tivemos três escolas, duas novas e a Escola Francisco Bernardino, que já possuía um núcleo, também desenvolvido em 2014 e ampliou suas atividades nele ao participar do projeto mais uma vez.”

 “Podemos confirmar que tivemos 10 núcleos que vingaram, dentro do período de realização dos módulos do curso, e a confirmação de quatro que já existiam e vieram fazer um “upgrade” no evento. Isso é fantástico, maravilhoso. A grande preocupação agora, da parte dos próprios professores, é a manutenção das equipes pro próximo ano.”

Integração e medalhas

São João Nepomuceno representada no Festival

  “Para o festival, nós construímos três quadras ao longo do ginásio da FAEFID, onde cada criança jogou quatro jogos, de dez minutos cada. A preocupação não foi o placar em si, mas a integração, também com a arbitragem educativa, para orientar os alunos. Todos foram premiados com medalhas, por conta da parceria com a Federação Mineira de Basquetebol. Apesar de não estar um calor muito grande, também distribuímos picolés para todas as crianças, ofertados pelo Walter, um de nossos colaboradores, e ainda sorteamos brindes no final do evento. Trinta bolas foram sorteadas entre os participantes, ou seja, dos quase 200 que estiveram presentes 30 ainda levaram uma bola pra casa.

 Não poderíamos querer uma forma melhor de fechar o ano com tanto estímulo à prática do basquete nessa idade na cidade de Juiz de Fora, que é muito carente nesse aspecto. E para o ano que vem a ideia é aumentar o número de participantes, e fomentar os festivais de minibasquete, que têm a intenção básica de ter mais crianças praticando esse esporte e gostando da modalidade. Isso vai ser um pré-requisito grande para o crescimento do que já existe, além do crescimento disso na cidade e região.”

Ginásio da Faefid “invadido” pela nova geração do basquete

 Única ressalva

“A única lacuna que eu gostaria de registrar foi, no nosso entendimento,  a baixa adesão de escolas públicas, que eram nosso foco dentro da cidade de Juiz de Fora, ao projeto, pelo potencial que há. Esperamos que com a divulgação e o sucesso do evento, outros professores de escola se motivem a gerar esse estímulo que conseguimos oferecer através do curso e culminando com a realização dos festivais no ano que vem, para que ainda dentro da cidade isso seja ainda mais estimulado. Nos Jogos Intercolegiais mesmo, tivemos a predominância de escolas públicas  participando do basquetebol, com um grande número de equipes, então por que não estimular esses professores a desenvolver um projeto dentro de suas escolas?”

Texto: Ivan Elias, Toque de Bola

Fotos: Walter Monteiro e Federação Mineira de Basquete

Edição: Toque de Bola

Veja galeria de fotos do Festival promovido na Faefid-UFJF na manhã de domingo, 26 de novembro.

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