22 nov 2017

JF Vôlei receita “foco e determinação” para buscar reação contra dois adversários diretos na pontuação



 

Lance de JF Vôlei x SESC-RJ pela Superliga 2017/18

Ainda sem vencer ou mesmo pontuar na Superliga masculina 2017/18, o JF Vôlei chegou a um momento considerado como o mais importante da atual temporada. É que em função das dificuldades em sete rodadas disputadas, seria fundamental a equipe local vencer os dois próximos desafios, justamente contra as equipes mais próximas na classificação.

  No domingo, dia 26, às 21h, o JF Vôlei, 12º colocado e lanterna, visita o Maringá, 11º lugar – o adversário leva vantagem em pontos conquistados durante os sets, uma vez que também não chegou a vencer dois sets numa mesma partida, situação em que é creditado um ponto ao time derrotado.

  Em seguida, na nona rodada, no dia 2, às 18h, o time treinado por Henrique Furtado recebe o Ponta Grossa/Caramuru, que ocupa a décima posição, fruto de quatro pontos, fruto de uma vitória e de dois sets vencidos diante do Corinthians/Guarulhos, na noite de terça-feira, dia 21, no complemento da sétima rodada – o resultado foi 3 sets a 2 (16/25, 25/21, 25/23, 28/30 e 15/12), em 2h25 de jogo, no ginásio de Ponta Grossa.

 Veja a classificação abaixo. Clique sobre a imagem para ampliar

Classificação da Superliga (fonte: CBV)

  Pelo regulamento, os dez primeiros colocados na atual edição da Superliga estarão garantidos na elite na próxima temporada. Os dirigentes já disseram que para 2018/19 há uma perspectiva melhor, em função de leis de incentivo ao esporte.

  Na tarde de domingo, a derrota por 3 sets a 0 para o Sesc-RJ, treinado por Giovane Gávio, trouxe um dado que deixou o torcedor preocupado. No terceiro parcial, o JF Vôlei chegou a abrir 19 a 12, mas não teve a tranquilidade necessária para fechar o set e buscar uma reação na partida e na própria competição.

“Faltou aproveitar melhor o momento bom. Acho que corremos muito atrás enquanto estávamos atrás. Quando estávamos na frente não soubemos aproveitar. Tentamos matar a bola na primeira ação, tivemos pressa e a pressa não combina com nosso time. Nosso time combina com foco e determinação. Por um momento tivemos esse momento de pressa que nos atrapalhamos principalmente no ataque”, avalia Furtado.

   Veja outros trechos da entrevista do treinador após a partida em dia e horário incomuns – a partida teve início às 13h para atender à grade de programação da Rede TV, que tem cortado o sinal de algumas partidas antes do final e gerado muita insatisfação entre os amantes do voleibol.

  Sobre a estratégia para poder superar o Maringá, “avaliar o que foi bom (domingo) e o que foi ruim, o que podemos cuidar e melhorar em função do nosso time. Melhorar a regularidade no ataque, manter o saque agressivo o passe regular como foi hoje. E crescendo no ataque. Primeiro é mesmo avaliar os pontos a serem melhorados e depois estudar muito e trabalhar muito em cima dos dados do Maringá.”

 Leozinho

  Outra situação questionada por torcedores foi a ausência de Leozinho, que figurou na seleção da Superliga nas duas primeiras rodadas: “Teve uma pequena lesão no abdômen, já fez os procedimentos necessários e vamos avaliar como ele recupera durante a semana. E vamos ver como ele vai estar para o próximo jogo, ainda incerto”, revela o técnico.

  Leozinho sentiu dores abdominais após dar um “mergulho” para buscar a bola durante uma partida. Já foi examinado em Juiz de Fora e até em Belo Horizonte, por profissionais do Sada Cruzeiro, para que se tenha o diagnóstico mais detalhado da contusão e do prazo para recuperação.

  Não há definição sobre seu aproveitamento nos confrontos importantes contra os dois adversários mais próximos na pontuação.

  Lei dos ex?

  Se no futebol a torcida costuma dizer que funciona a “lei do ex” quando um atleta que defendeu o clube balança as redes, no confronto de domingo não faltavam “ex” na delegação do Sesc, do Rio de Janeiro, estreante na Superliga.

Além do treinador Giovane Gávio, de Juiz de Fora, SESC tem ex-jogadores, recentes e “antigos”, da equipe local

  O treinador, Giovane Gávio, atleta bicampeão olímpico pela seleção brasileira e campeão em seu primeiro ano como técnico na Superliga pelo Sesi-SP, é nascido em Juiz de Fora. Foi revelado no Clube Bom Pastor e depois transferiu-se para o Banespa, quando passou a ser convocado para as seleções de base antes de brilhar na equipe adulta. Como técnico, ainda não dirigiu equipes locais.

  Entre os destaques do elenco da equipe carioca, está o “gigante” Renan, de 2,17m, que teve sua melhor temporada até então no JF Vôlei, na edição 2016/17 da Superliga, quando foi o principal pontuador na fase de classificação e o sexteto juizz-forano chegou aos playoffs diante do Taubaté.

  O oposto do Sesc RJ falou com naturalidade sobre ter enfrentado sua antiga equipe. “Temporada passada foi muito boa, o Henrique conseguiu comandar o time muito bem e fui muito feliz aqui em Juiz de Fora. Mas, enfrentar um antigo time acontece, é normal, é a nossa vida e temos que saber lidar com isso”, comentou Renan ao site da CBV.

  Além de Renan, que ao contrário do que muitos pensam não pertence ao Sada Cruzeiro – a confusão é porque ele passou a defender o time da cidade justamente no ano em que a parceria foi firmada – outros ex-atletas locais revisitaram o “caldeirão”. Japa, que defendeu as cores do então Vôlei UFJF, recebeu o Troféu VivaVôlei como destaque em quadra. 

  Após a partida, Japa fez questão de dedicar o prêmio a todo o grupo. “Primeiro, quero dizer que é uma pena o João Rafael estar de fora, mas, quando preciso, tento entrar e dar o máximo para ajudar. Entrei e atuei bem no fundo. A vitória foi resultado do empenho da equipe toda e o mérito é de todo o grupo”, afirmou Japa.

   O levantador Thiagiuinho comentou sobre o desempenho do seu time, que contou com duas mudanças na formação titular em relação aos jogos passados. “Infelizmente sofremos com duas lesões, do João e do Tiago Barth, mas temos um time de 15 pessoas que podem entrar e dar o máximo. Hoje foi a prova disso. O Japa entrou e foi o melhor, o Renatão fez uma partida muito boa e estou feliz pela reação que tivemos no terceiro set”, analisou Thiaguinho.

O JOGO

O JF Vôlei abriu o placar no erro do adversário. As equipes seguiram trocando pontos até 3/3. Com Maurício Borges duas vezes seguidas, o Sesc RJ marcou 4/3. Com Renan, a equipe carioca colocou dois de vantagem: 8/6. Com ponto do central Bruno, o time de Juiz de Fora marcou 9/11. Os donos da casa reagiram e deixaram tudo igual em 11/11 no contra-ataque de Emerson. O Sesc RJ voltou a abrir dois em 15/13. Com Renan pela saída de rede, a equipe do Rio de Janeiro chegou a 17/14. Quando o placar foi a 18/14, Henrique Furtado pediu tempo. Com bloqueio de Maurício Souza, o Sesc RJ marcou 20/15. JF Vôlei parou o jogo novamente. Com PV, 23/16. No final, Maurício Borges fechou para o Sesc RJ: 25/17.

Lance de JF Vôlei x SESC-RJ pela Superliga 2017/18

Assim como no primeiro set, as equipes trocaram pontos até o 3/3. Dessa vez foi o JF Vôlei que abriu dois em 5/3 com o ponteiro Raphael. O Sesc RJ chegou ao ponto de empate (7/7) no erro de saque do adversário. Com Maurício Borges, o time carioca virou o placar em 8/7. Em combinação de bola rápida de Thiaguinho com Renan, o Sesc RJ fez 11/8. O JF Vôlei buscou e, com Rômulo, encostou em 10/11. Renatão pontuou para o time carioca e fez 14/11. Quando o placar foi a 15/11, Henrique Furtado pediu tempo. No ace de Everaldo, 17/12. Ainda com Everaldo no saque, o Sesc RJ marcou 19/12. Com mais um ace, dessa vez de Japa, o time carioca abriu boa vantagem: 21/13. E o Sesc RJ fechou em 25/18.

O JF Vôlei começou melhor e abriu 3/0 no terceiro set. Contando com erros do time carioca, os donos da casa abriram 6/2. Neste momento, Giovane pediu tempo. Com Maurício Borges, o Sesc RJ reduziu a diferença no placar para um ponto: 7/8. No lance seguinte, no erro do adversário, empate em 8/8. O JF Vôlei voltou a abrir vantagem (13/10) e com dois pontos de saque de Drago, 15/10. Mais um pedido de tempo para o Sesc RJ. Contando com erros do Sesc RJ, o JF Vôlei abriu boa vantagem em 19/12. Maurício Borges reduziu a desvantagem para o seu time em 15/20. Mais uma vez com o ponteiro, 17/20. Ainda em boa recuperação, o Sesc RJ encostou em 19/20. Com Japa, o time carioca chegou ao ponto de empate em 20/20. O time carioca seguiu pontuando e fechou o último set em 25/22.

EQUIPES

JF VÔLEI – Felipe, Emerson, Bruno, Rômulo, Rammé e Raphael. Líbero – Juan. Entraram – Adami, Vitor, Drago. Técnico: Henrique Furtado

SESC – Thiaguinho, Renan Buiatti, Maurício Souza, Renatão, Japa, Maurício Borges. Líbero – T. Brendle. Entraram – PV, Levi, Everaldo. Técnico: Giovane Gáveo

 

Texto: Toque de Bola, com reportagem de Elisa, informações do site da CBV e edição Ivan Elias

Artes: Toque de Bola, com informações do site da CBV

Foto: assessoria JF Vôlei

 

  


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