21 set 2017

Tupi pode ter até quatro desfalques. Aílton receita “guerrear e batalhar demais para conseguir o objetivo”



  

Aílton lembra que atacar desordenadamente pode custar sofrer um gol no início da partida

   Além da desvantagem no placar que o Tupi traz do primeiro jogo, o treinador Aílton Ferraz poderá ter mais preocupações para a partida contra o Fortaleza no sábado, 23, às 20h30 no Mário Helênio, pelo jogo de volta das quartas de final da série C, com cobertura nas redes sociais do Toque de Bola.

   Sem contar os desfalques certos de Diego Luís (suspenso) e Marcinho (lesionado), Edmário, com dores no púbis, foi poupado e não participou da atividade de quarta-feira, 20, e é dúvida. Porém o caso que mais preocupa é do atacante Rafael Teixeira, que também não treinou.

   Rafael: dores lombares

   Com dores lombares, Rafael esteve ausente desse trabalho de quarta – que ocorreu no Mário Helênio – para o tratamento de dores lombares. Ainda na primeira fase o atleta voltou a jogar nas duas últimas partidas e marcou dois gols. O comandante Carijó disse ser uma pena a lesão e que espera poder contar com o centroavante no sábado.

   “No último jogo gostei muito do primeiro tempo dele. Mesmo sentindo as dores, conseguiu ir até o final. Ele conquistou a titularidade contra o Volta Redonda e contra o Bragantino. É um jogador diferente do Ítalo, que é um matador, mas é mais franzino. Para um jogo forte às vezes ele sente um pouco de dificuldade, mas joga pelos lados também. Mas o Rafa é aquele que prende a bola, que disputa a bola na cabeça, é um guerreiro mesmo. E pelo corpo ser forte, isso nos ajuda a prender a bola na frente. Estamos aguardando, ele está fazendo os tratamentos. É uma pena porque ele já está tratando há muito tempo, não é uma coisa simples. Estou aguardando para ver se vai conseguir diminuir essas dores para poder contar com ele ou não”, lamentou.

  Três zagueiros? 

   Com as possíveis ausências de Rafael e Edmário, Diego Luís fora por ter levado o terceiro amarelo na partida de ida e o veto de Marcinho, que não se recuperou de lesão na coxa esquerda, o treinador terá que quebrar a cabeça para escalar a equipe. Não há nenhum outro jogador no elenco com as características de Diego Luís e o comandante pode optar pela volta dos três zagueiros, liberando os laterais para atuarem como alas. De qualquer forma o time precisa vencer por três gols de diferença, e caso devolva o placar de 2 a 0, leva a decisão para os pênaltis.

    Nesta semana que antecede o confronto decisivo, o Tupi, já considerando a atividade marcada para a manhã desta sexta, terá feito três treinos no palco do jogo. Precisando reverter o placar de 2 a 0 que o adversário tem a seu favor, Aílton fechou todos os treinamentos e a imprensa não teve acesso às atividades.

   “É uma semana de toda cautela, porém, tem que haver a cobrança. Houve  (sic) erros individuais, cobramos de cada um, foram erros onde havíamos mostrado que não poderia deixar acontecer. Agora é um momento de passar toda a parte motivacional para que eles acreditem e entendam que é possível. Assim como eles nos fizeram dois gols no segundo tempo, podemos fazer também. O ideal é conseguir um gol no primeiro, ou até os dois e a coisa acontecer. O importante é a equipe não se desorganizar. Esperamos dar alegria aos torcedores e aqueles que apostaram em nós. Sabemos que não temos mil maravilhas, mas temos um time de guerreiros. E nesse jogo teremos que guerrear demais, batalhar demais para conseguirmos nosso objetivo”, afirmou o treinador.

   

Ao lado de Juninho, Romário vibra com os incríveis 4 a 3 sobre o Palmeiras. Quem sabe o filho do Peixe não se torna peça de outra virada histórica?

Cabeça boa e super viradas

   Além de corrigir os erros e aprimorar a parte técnica e tática, o Tupi precisará trabalhar também a parte psicológica. E Aílton revelou que está fazendo um trabalho de motivação com os jogadores para que eles acreditem até o fim que é possível conseguir reverter a desvantagem. “Estamos fazendo um trabalho que dá trabalho (risos). Não é fácil, todos nós sabemos da dificuldade que é você reverter um quadro desse, mas é possível. Mostramos vídeos do próprio Tupi contra o Volta Redonda, uma virada de 4 a 2 (em 2011), onde precisava de dois gols de diferença. E foi bom que vi meu filho fazendo um gol, o Chrystiano fez o primeiro. Montamos um vídeo do Vasco e Palmeiras, 4 a 3 com dois jogadores a menos (final da Copa Mercosul, em 2000). Enfim, estamos fazendo dentro do possível a parte motivacional, mas na hora é com eles. Estamos fazendo a nossa parte que é a técnica e tática, vendo a melhor forma de se entrar. Não se ganha de qualquer maneira, indo com tudo, de repente você toma um gol logo no início e isso não é bom. Vamos atacar fortes, mas também defender com segurança. Espero que a estratégia venha a dar certo, sabemos o quanto a gente ralou para chegar até aqui”, ressalta.

   Depois do jogo em Fortaleza, a primeira lembrança que o técnico passou ao elenco foi o título brasileiro do Grêmio sobre a Portuguesa, em 1996. Acesse aqui para ver esta matéria.

(Nota da redação: neste Tupi x Volta Redonda citado, o jogo de ida terminou 1 a 0 para a equipe fluminense. A partida de volta, em Juiz de Fora, estava 2 a 1 para os visitantes e o Carijó conseguiu chegar aos 4 a 2 e seguiu adiante, não só subindo para a Série C como conquistando o título da Série D daquela temporada)

   Apagão de 15 minutos

   Para o técnico, a equipe fez um bom primeiro tempo no Ceará e teve as melhores chances. Ele acredita que não existe tanta dificuldade em reverter o placar e aproveitou ainda para pedir apoio dos torcedores durante todo o jogo.

   “Tivemos um apagão de 15 minutos lá que fez a diferença. No primeiro tempo, ao meu ver, as melhores chances foram do Tupi, com o Edmário e uma com o Brasília entrando. Eles quase não chegaram ao nosso gol. No segundo tempo um início muito ruim, pecamos naquilo que treinamos no dia anterior, das jogadas que eles tinham, no lado forte que era o esquerdo. Conseguiram o primeiro gol e depois de pênalti. Mas não vejo tanta dificuldade para poder passar pelo Fortaleza. Eles têm uma equipe boa, mas aqui dentro de casa nós temos que ser mais fortes ainda. A torcida é muito importante, não me vejo jogando sem ela. E também pedimos para que eles venham empolgar, gritar, incentivar. Se não der certo, deixa a cobrança para o final. Temos jogadores jovens, e às vezes uma cobrança mais dura atrapalha e reflete dentro de campo. Pedimos para que eles vibrem, gritem o nome e incentivem, porque vamos batalhar e lutar até o final para conseguir o acesso”, finalizou.

 

Texto: Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola e Imortais do Futebol


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