22 ago 2017

UFJF e Uberabinha anunciam fim da parceria no futebol de base



 

   A parceria entre Uberabinha e UFJF chegou ao fim após quase dois anos de muito sucesso no futebol de base. Logo no primeiro ano, em 2016, o time conquistou o acesso à primeira divisão do Campeonato Mineiro nas categorias sub-15 e sub-17, ficando também com o título na sub-15. Já em 2017, as duas categorias fizeram um bom campeonato, chegando à última rodada da primeira fase com chances de classificação, mas não conseguiram avançar para o hexagonal final.    

    Mesmo com as boas campanhas, a parceria teve ser desfeita. Segundo Sérgio Eduardo (Dudu), presidente do Uberabinha, foi uma experiência extremamente valiosa. “Para o Uberabinha foi de suma importância, de grande conhecimento e valia, pois conseguimos atingir os objetivos, que eram subir para a primeira divisão e, neste ano, permanecer. Só temos a agradecer à UFJF e deixar claro que a não continuação da parceria foi uma péssima notícia. Mas a vida segue, vamos tentar retomar nossos projetos da melhor forma possível, para conseguir em 2018 realizar os mesmos projetos traçados em 2016 e 2017. Temos alguns convites para sentar e conversar sobre o ano que vem. Acho que em Juiz de Fora é difícil a continuação de uma parceria por falta de apoio. Mas tendo o apoio, a gente sonha em continuar disputando o mineiro em 2018. A esperança maior é que alguém de uma cidade próxima compre o projeto. Vamos estudar e ver o que é melhor para nós”, afirmou Dudu.

No Campeonato Mineiro de Base, Uberabinha-UFJF não se classificou para o hexagonal

     Surgida no início de 2016, a fusão atenderia os objetivos do projeto da UFJF, que era participar do Campeonato Mineiro. Desenvolvido na Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid), por professores e alunos da UFJF, o projeto de futebol não poderia participar do torneio por não ser filiado à Federação Mineira de Futebol (FMF). O Uberabinha já possuía uma vaga na segunda divisão em 2016 – e já havia participado do estadual em outras duas oportunidades (2012 e 2013) –, mas tinha dificuldades devido à falta de estrutura e recursos financeiros.

     O coordenador de futebol e professor da UFJF, Marcelo Matta, revelou alguns dos obstáculos que influenciaram no fim da ligação. “Acertamos os detalhes da parceria, principalmente a parte financeira, porque o Campeonato Mineiro requer isso: arbitragem, viagens, hospedagens, alimentação de atletas, inscrição na federação. No ano passado fomos campeões, e esse ano tentamos novamente na primeira divisão, e foi muito difícil, porque não conseguimos dar um suporte adequado aos nossos atletas, principalmente em relação à hospedagem. E com a dificuldade, achamos melhor que sem recursos financeiros não é possível disputar uma competição desse nível. Em função dessas dificuldades nós resolvemos terminar essa parceria”, disse Marcelo.

  “A experiência foi muito boa”

  “O propósito era participar do torneio para gerar experiência competitiva de mais exigência para os nossos atletas. A participação em campeonatos de níveis competitivos elevados sempre nos interessa, mas tudo esbarra na questão financeira. Nós temos essa preocupação e a consciência dessa necessidade de recursos e estamos trabalhando, principalmente através da lei de incentivo. Essa parceria com o Uberabinha permitiu que conhecêssemos a realidade do futebol mineiro de base. Estreitamos uma boa relação com eles, e vimos que é possível criar uma boa equipe, é possível estimular os jovens futebolistas da cidade e região. Aqui tem muito jogador com talento, que precisa ser estimulado. A experiência foi muito boa”, ressaltou Matta.

 E agora?

“O projeto do futebol da UFJF continua. É normal você recuar um pouco, ver o que aconteceu, para depois avançar no alcance de suas metas. Vamos procurar um novo parceiro, e provavelmente será a Associação de Ensino e Pesquisa em Esporte e Lazer (Asepel), na qual o JF Vôlei é filiado. A partir daí, iremos filiar essa associação na Liga (de Futebol de Juiz de Fora) e na Federação Mineira de Futebol. Assim que tivermos recursos – talvez consigamos para o ano que vem – a gente retoma a participação no Mineiro, na segunda divisão”, garante o coordenador.

 

Como foi a participação 

  No Campeonato Mineiro de base 2017, o time juiz-forano que disputou a competição com as categorias sub-15 e sub-17 não conseguiu se classificar, após dez rodadas, para o hexagonal.

(Veja os quadros com a classificação de momento do hexagonal nas duas faixas de idade. Se preferir, clique sobre a imagem para ampliar)

HEXAGONAL SUB-15 – CLASSIFICAÇÃO

HEXAGONAL SUB-17 – CLASSIFICAÇÃO

 

   Fase de classificação

   No último jogo da primeira fase, o Uberabinha-UFJF enfrentou o Atlético na Vila Olímpica, em Belo Horizonte. As duas categorias da equipe de Juiz de Fora tinham chances de se classificar, mas além de vencer, precisavam de uma combinação de resultados para conseguir avançar à fase seguinte. Nenhuma das duas coisas ocorreram.

  Pelo sub-15 apesar do time ter conseguido um excelente resultado ao empatar com o Galo por 1 a 1, não se classificou para o hexagonal. Já no sub-17 a equipe foi derrotada por 4 a 0 pelos donos da casa e também deu adeus ao torneio.

  O coordenador do Centro de Futebol da UFJF, Marcelo Matta comentou sobre o que foi possível tirar de lição do campeonato. “A experiência foi extremamente positiva, tanto para os treinadores quanto para os acadêmicos da faculdade, que vivenciaram uma competição de base na primeira divisão, conhecendo dez escolas de futebol do estado. O planejamento é sempre gerar experiências para os jovens atletas e para os treinadores, auxiliando na formação deles”, disse.

  A equipe sub-15 terminou em quarto lugar do grupo C com 11 pontos, enquanto o sub-17 ficou na terceira colocação, conquistando 15 pontos pelo grupo C. “Tivemos uma participação honrosa, chegamos na última rodada disputando uma vaga para o hexagonal final mas não foi possível classificar. Pudemos constatar que com um pouco mais de organização e infraestrutura é possível classificar”, afirma Marcelo.

  Apesar de os resultados não terem sido tão favoráveis, o coordenador afirma que o julgamento em competições de base deve abordar um outros aspectos. “Uma avaliação de um campeonato de base não pode ser semelhante a uma avaliação profissional. O principal na base é jogar. Infelizmente a não classificação deixou de proporcionar mais dez jogos com nível de competitividade elevada e isso para um processo de formação do jovem futebolista, não faz bem. A importância dessa competição é viver isso, experimentar, gerando desenvolvimento”, completou.

 

Reportagem de Patrick Alves, estagiário do Toque de Bola com supervisão e edição  Ivan Elias, Toque de Bola

Informações complementares: site da Federação Mineira de Futebol

Fotos: Toque de Bola


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