16 ago 2017

Aílton vê “desrespeito” na atitude de jogadores do Mogi. Verba da Federação Paulista pode socorrer o clube



   

Aílton questiona atitude dos jogadores do Mogi Mirim e alerta para dificuldade de enfrentar adversário que jogará sem responsabilidade no sábado

O Portal Futebol Interior divulgou, na tarde desta quarta-feira, dia 16, que uma verba da Federação Paulista de Futebol deve ser suficiente para o Mogi Mirim pelo menos encerra a participação na Série C do Campeonato Brasileiro.

   Outro destaque nos bastidores movimentados do clube paulista, adversário do Tupi no sábado, em juiz de Fora, é a rescisão de contrato do volante Cristian, até então o porta-voz do elenco junto à diretoria.

 Aílton vai direto ao ponto

  Depois do treino do Tupi na tarde desta quarta-feira, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o treinador alvinegro, Aílton Ferraz, disse que em nenhum momento teve dúvidas sobre a realização da  partida – “busquei as informações através de um amigo” e criticou o comportamento de alguns jogadores do clube paulista no episódio.

   “Nunca tinha passado por isso como técnico, mas sabíamos que eles não viriam com juvenis – não têm como, precisa inscrever. Também pegar no mercado não daria porque não pode inscrever mais.  Eu já vi situações como essa que jogadores roeram a corda. Eu como atleta nunca entrei nessa. Acho isso um desrespeito. Não é só á entidade, é ao torcedor também. Fui campeão como jogador com salários atrasados. Eles (jogadores do Mogi) podem ter achado que a atitude foi boa para eles, mas vai ser muito  ruim para alguns. Os jogadores não seguem à risca. Se o presidente fez uma pressão, os outros tossiram. E vai sobrar para três ou quatro. Futebol é isso. Mas eu sabia que eles viriam. Conversei com um amigo que tenho lá dentro e ele falou  eles viriam. Preparei a semana para isso. E não tem outra programação a não ser a do jogo. E jogo difícil. Vamos pegar um time sem responsabilidade alguma e temos que estar muito ligados. Um jogo pior até que do Macaé. Temos que jogar firmes, atentos o tempo todo. E controlar o jogo, o que não fizemos nos últimos dois jogos”, afirmou Aílton, em resposta á  primeira pergunta da entrevista coletiva, sobre a indefinição quanto ao adversário de sábado à tarde.

  Formação tem novidades

   No coletivo carijó, os titulares contaram com a volta de Fernando, Bruno Santos e Leandro Brasília, que estavam suspensos e não enfrentaram o Macaé. A principal novidade foi a entrada de Juninho no lugar de Romarinho. Após 10 minutos de coletivo, pediram que imprensa se retirasse. Quando entrada foi permitida, paratleta Alexandre Ank conversava com todo o grupo de jogadores.

  No início, a formação titular tinha Paulo Henrique, Lucas, Fernando, Edmário e Bruno Santos, Marcel e Leandro Brasília, Juninho, Diego Luís e Andrey, Ítalo.

     Confira, abaixo, as informações divulgadas pelo Portal sobre o  “imbróglio Mogi”:

   Com medo de um segundo W.O na Série C do Brasileiro e sem recursos para acertar os salários dos jogadores insatisfeitos, o Mogi Mirim vai receber uma verba da Federação Paulista de Futebol (FPF) para acertar pelo menos um mês de vencimentos. O acordo foi confirmado pela assessoria de imprensa do clube.

   O Mogi Mirim não revelou o valor que será cedido pela FPF, mas confirmou que 17 atletas do atual elenco se comprometeram a irem a campo neste sábado, quando o time enfrenta o Tupi, em Juiz de Fora, pela 15ª rodada da Série C. No entanto, os nomes dos jogadores não foram revelados. Além desses 17, o técnico Lecheva também deve utilizar alguns atletas das categorias de base.

   Enquanto a FPF não faz o depósito, o clima continua quente no clube. O meia Cristian, porta-voz do elenco, teve o contrato rescindido, mas continua comparecendo no Vail Chaves. Inclusive, se envolveu em uma discussão com o presidente Luiz Henrique Oliveira. Em entrevista à Rádio CBN Campinas, o jogador disse não estar 100% seguro em relação à ajuda da Federação.

 “A gente só está conversando com o pessoal porque vão ceder o dinheiro da Federação, para os jogadores pegarem. Mas só se o dinheiro chegar nas mãos dos jogadores. Se chegar para ele, ele coloca no bolso dele”, afirmou Cristian.

  Ainda faltam quatro jogos para que o Mogi Mirim encerre a sua participação na Série C. Como já deu W.O diante do Ypiranga, na última rodada, o clube paulista não pode mais deixar de entrar em campo em nenhuma partida, com o risco de ser punido pelo STJD e, consequentemente, excluído da competição. Os jogadores prometeram não ir a campo pela segunda vez se não fossem pagos.

  Na última terça-feira, os atletas se reuniram no estádio Vail Chaves para uma reunião com a diretoria, mas o presidente Luiz Henrique de Oliveira não apareceu. Nesta quarta-feira, ele enfim se encontrou com o elenco e conseguiu convencer parte dos jogadores a irem a campo.

Cristian era o porta-voz do elenco do Mogi Mirim, mas teve o contrato rescindido e fez duras críticas ao mandatário do clube

Cristian sobre o presidente: “Não está nem aí para o Mogi”

O clima no Mogi Mirim continua quente. Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Henrique Oliveira se encontrou com o elenco para tentar convencê-los a ir a campo neste sábado e se irritou com a presença do meia Cristian, líder dos protestos. Os dois tiveram uma discussão acalorada e segundo informações dos bastidores, o mandatário tentou agredir o atleta.

Um dos nomes mais experientes do elenco, Cristian se tornou o porta-voz do grupo, denunciado os salários atrasados e mantendo contato com o Sindicato dos Atletas do Estado de São Paulo (Sapesp). A assessoria de imprensa do clube confirmou que o meia teve o contrato rescindido.

“Ele me passa uma situação, que ele não está nem aí pro Mogi Mirim, ele está lá pelo dinheiro. A questão dele não é o Mogi ficar dois anos fora de competição. Ele fala isso para nós, deixa bem claro. Eu dou comida pra você e alojamento,o que mais vocês querem?”, disse o jogador em entrevista à Rádio CBN Campinas.

Mesmo assim, Cristian compareceu ao Vail Chaves nesta quarta, apoiado pelos companheiros, para tentar dialogar com Luiz Henirque de Oliveira. Testemunhas afirmam que o presidente teve que ser contido pelos filhos e alguns atletas para não agredir o jogador.

“Hoje numa discussão com ele, ele falou para eu ir na Justiça. Ele fala isso porque não é ele que vai pagar, porque ta saindo fora. Uma hora vocês recebem de um jeito ou de outro, ele diz”, disse o meia sobre a discussão.

 

Texto: Toque de Bola (Tupi) e Futebol Interior (informações Mogi Mirim)

Fotos: Toque de Bola e Divulgação

Edição: Toque de Bola


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