16 jun 2017

Sequência boa e lanterna do Mogi não iludem Aílton: “Não somos ninguém”



   Se o torcedor carijó está começando a ficar entusiasmado com a recuperação do time na Série C do Campeonato Brasileiro, com duas vitórias consecutivas, a segunda um 3 a 1 fora de casa, contra o Macaé, e sabe que o próximo obstáculo é o lanterna da chave, Mogi Mirim, é justamente essa combinação de sequência positiva e adversário mal colocado que preocupam o treinador Aílton Ferraz. Mogi Mirim x Tupi será neste sábado, dia 17, às 15h30, pela sétima rodada da fase de classificação.

   “Depois do jogo do Macaé, falei no vestiário que achamos o gol e que o Macaé atropelou a gente. Essa foi a grande realidade, não adianta fugirmos disso. Porém a proposta que fizemos de contra-ataque encaixou”, disse o técnico, após a atividade de quarta-feira, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.

   Ailton comandou um treinamento tático em apenas metade do campo, cobrando dos jogadores que realizassem inversões de bola. A todo momento explicou o que queria e chegou a parar a atividade, orientando  que o time tivesse paciência com a posse de bola. No fim, o treinador abriu o campo todo para o restante da atividade, querendo mais intensidade dos jogadores.

  A equipe vai manter o esquema com três zagueiros, mas terá uma formação diferente. Kalu, suspenso, dará lugar a Bonilha no meio-campo.

Aílton quer o time com pés no chão para manter a boa sequência na Série C

  Veja, abaixo, a entrevista do treinador Aílton Ferraz.

Mudança na característica da equipe com a entrada do Bonilha e saída do Kalu:
“Bonilha é um jogador mais técnico, uma marcação mais baixa do que o Kalu, que é intenso na marcação. Mas ganhamos mais na qualidade. É um jogador que já atuou comigo, foi meu titular. Kalu tomou a vaga devido essa pegada que estávamos precisando de dois “pitbulls” na frente. Ele o Marcel têm a pegada boa, mas o Bonilha tem minha confiança, não só ele como todos do grupo. Eu passo isso para eles, e procuramos treinar da mesma forma para deixar todo mundo bem e tratar todo mundo igual, para que a gente consiga manter um padrão e esse padrão esperamos ser mantido com essa mudança para que consigamos essa sequência de vitórias. Passei um vídeo na semana de um ratinho, chega até ser engraçado que é a marra, achando que conseguimos duas vitórias achando que somos alguém, mas não somos ninguém. Falei para eles que é melhor continuar pela “beirinha”, bem mineirinho. Um time que ninguém acreditava e temos que continuar acreditando, para que não chegue lá achando que é o último lugar, que vai ganhar de qualquer maneira. Não vai. Vi os jogos deles. Muitos dos que eles perderam tiveram chances para ganhar, sabemos muito bem disso. Depois do jogo do Macaé, falei no vestiário que achamos o gol e que o Macaé atropelou a gente. Essa foi a grande realidade, não adianta fugirmos disso. Porém a proposta que fizemos de contra-ataque encaixou. Não vamos achar que vamos ganhar de qualquer maneira porque o time não está bem. Não vai ser dessa forma, vai ser um jogo difícil. Se não conseguirmos suportar a pressão como fizemos contra o Joinville, o Macaé, não iremos atingir nosso objetivo, e isso está bem claro na cabeça deles. Estamos com os pés no chão, sabendo que é um jogo muito difícil, mas que dá para vencer”.

Sobre Patrick e Flávio Carvalho (poupados do treino):
“ São jogadores importantes. O Patrick para dar sequência. É um jovem, quando pegamos, sempre acreditei, pela volúpia, pela firmeza, e deu resposta. Espero que ele possa se recuperar e continuar nos ajudando. O Flávio é um atleta diferente do Rafael, é um jogador brigador. Flávio é matador. Esperamos que ele possa estar bem, para contarmos com todos. Creio que até o jogo lá, eles vão estar bem , sem dor”.

Treino tático:
“ Esse trabalho que a gente faz é de balanço e encaixe, para movimentação e mudança de lado ser mais rápida, e você não ser surpreendido”.

A importância do treinamento em campo reduzido no jogo:
“ O campo é bom aqui e é bom lá. Temos que procurar errar menos. Estamos errando muito ainda, precipitando na saída de bola. Já foi provado nos jogos: às vezes começamos a jogada de um lado e ela vai terminar em gol do outro”.

Mudança na formação da equipe após tropeço em casa e não repetir o time:
“O treinador não para, minha mulher fala que eu não descanso, sou meio tarado mesmo por futebol. Eu comecei a analisar que a maioria dos gols têm sido de “facão”, entrando pelo meio dos zagueiros. Nós cedemos dois gols assim contra o Ypiranga, e isso me deixou muito preocupado. Não gosto do 3-5-2, já falei isso, mas é o sistema que o time encaixou bem. Com o libero, você tira a possibilidade desse facão e isso deu certo e estamos dando sequência. Espero que continue dessa forma, a cada dia no treino vamos fechando um erro que tem, para irmos adaptando. Não ganhamos nada, duas vitória e esperamos que a gente tenha terceira. E lá uma vitória seria essencial para seguirmos. Depois vão ter dois jogos aqui super difíceis e contra duas equipes bem armadas, o Botafogo e o Volta Redonda. Para isso, precisamos somar pontos lá e os jogadores estão cientes disso, mas sabendo que não vamos encontrar moleza lá. Estão conscientes de uma guerra que vamos ter lá.”

   Formação

   No treino de quarta, Patrick e Flávio Carvalho foram poupados do treino por cansaço muscular. Marcão treinou no lugar de Patrick. Com a suspensão de três cartões amarelos de Kalu, Bonilha treinou entre os titulares e a formação no trabalho ficou com Paulo Henrique, Marcão, Fernando, Edmário, Lucas, Marcel, Bonilha, Bruno Santos, Diego Luís, Andrey e Rafael Teixeira.

   Bonilha confiante

Bonilha é a novidade na formação que enfrenta o Mogi Mirim

Bonilha analisou a chance como titular: “É mais uma oportunidade que o professor Aílton está me dando e vou tentar aproveitar da melhor maneira possível contra o Mogi Mirim. Sabemos que a equipe deles está na última colocação, mas eles vão vir pra cima da gente. Vou dar meu melhor, meu máximo para ficar na equipe titular”.   Sobre as diferenças do estilo de jogo dele e do Kalu, revela: “Aílton falou que o Marcel vai ficar mais um pouco para marcar e isso me dá mais liberdade para chegar na frente, com Andrey e o Diego. Sempre chegando na frente, com cinco ou seis para poder ajudar a equipe”.

   Considera-se o 12º jogador? “ É bom para mim que eu posso estar sempre entrando como titular, e quando estou no banco entro como opção. É bom para o meu crescimento”. Ao comentar o esquema 3-5-2, destaca a importância de haver equilíbrio entre ataque e defesa. “A gente sempre combina. O Lucas e o Bruno sobem bastante, eu também tenho essa característica de subir, mas sempre olhamos e observamos para pelo menos que a gente ataque com cinco e defenda com cinco. Sempre que os dois subirem, ficamos eu e o Marcel. Se um dos alas subirem, eu subo também”.

 

Texto: Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola

 


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