19 abr 2017

Lúdyo pede equilíbrio ao Baeta e quer jogadores que entendam melhor o Módulo 2



   Apesar da correria de jogos em meios e finais de semana, o Tupynambás está procurando entender porque a equipe amargou três derrotas consecutivas no Módulo 2 do Campeonato Mineiro, justamente no momento  em que a competição entrou na fase decisiva. que vai classificar os dois melhores do hexagonal à primeira divisão de 2018.

    Depois da derrota para o Nacional, de  Muriaé (segundo revés consecutivo em casa dos três primeiros  jogos do hexagonal), e com o  mesmo tom sereno que caracteriza suas entrevistas, seja qual for o resultado, o treinador Ludyo Santos admite que Comissão Técnica e dirigentes temiam o calendário apertado da fase decisiva, com jogos consecutivos que não permitem muitos treinamentos entre uma partida e outra. Lúdyo revela que vai optar daqui em diante por atletas que estejam entendendo melhor a competição, caracterizada, segundo ele, por jogos “feios”, normalmente com poucos gols, e com entrega do primeiro ao último minuto. Em resumo: é preciso saber vencer, sem preocupação em atuar mais bonito ou ter mais posse de bola que o adversário. Ser eficiente é a solução.

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Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista de Lúdyo Santos

Sobre a derrota para o Nacional

“A gente andou bem abaixo do que poderia. Já vínhamos conversando, Comissão (Técnica) e diretoria, que talvez esse momento da competição fosse o mais difícil para nós. Pelo fato de termos um grupo muito jovem, e um período que não teríamos rotina de treinamento. Seria muito ajuste na base da conversa e não sabíamos que tipo de resposta iria acontecer. (Sábado) Também foi isso. Tentamos ajustar com conversa, dentro do que o Nacional poderia conseguir oferecer de perigo. Conseguimos em muitas situações ajustar, mas em detalhes primordiais acabamos pecando um pouquinho. Tomando decisões erradas, tempo errado, e principalmente, jogando dentro da nossa casa, faltou mais agressividade em relação ao que o Nacional permitia. Sabíamos que os zagueiros iam neutralizar as jogadas aéreas com o Ademilson. É um momento de equilíbrio. Sabemos o que aconteceu no ano passado, o América de Teófilo Otoni terminou a primeira fase (do hexagonal)  com dois pontos e conseguiu reverter, o Nacional terminou com 11 pontos e não conseguiu subir. É um momento de equilíbrio, temos que ter muito foco, observação, fazer os ajustes pontuais para fazer uma boa partida contra o Boa.”

A sequência

“Teremos que correr atrás de ponto contra adversários que provavelmente vão jogar contra nós segurando o placar porque sabem que a necessidade da vitória é nossa. Não podemos é perder o que temos de forte, independente de como a gente jogue. Tentamos um ajuste na construção de jogadas, mas infelizmente mais uma vez sofremos com isso. Nos momentos  que tentamos ter posse de bola  construir jogadas, o adversário aproveitou contra-ataques e acabou fazendo os gols. Foi assim em todas as três partidas. O nosso time, mesmo com posse de bola, não está conseguindo infiltrar muito. É um jogo de paciência. Futebol você não precisa ter mais posse de bola que o adversário, tem que fazer mais gols. Talvez em algum momento tenhamos nos desequilibrado nesse sentido, ser mais eficiente, o que foi a nossa tônica na fase classificatória. Mas para fazer isso precisamos de ambiente e jogadores equilibrados. Mas principalmente por ser um grupo  de jogadores jovens, precisamos nos organizar para que eles assimilem só á base de informação, sem a rotina de treinamentos.”

“Atletas não se acostumaram”

“Talvez tenhamos o menor número de atletas acostumados com o Módulo 2. E o Módulo 2 é muito competitivo, se resolve muitas vezes com 1 a 0, 2 a 1, pouca diferença de gols, onde a luta tem que ser do primeiro ao último minuto. E os  nossos atletas  não se acostumaram com isso,  com essa  entrega competitiva, e vamos falar até em um jogo com muitas  limitações. Um jogo feio para o torcedor, como foi em Uberaba, em que ele foi eficiente, e nós estamos nos adaptando a isso. É difícil passar aos jogadores que podemos ganhar aos 46 do segundo tempo ou ganhar com um minuto e a partir daí impedir simplesmente o jogo do adversário. Em muitos momentos podemos fazer o mais simples, só a destruição das jogadas, e a gente já quer destruir pensando em construir, que é o jogo mais complexo. O momento agora é de aproveitar os jogadores que absorveram melhor a competição, que entenderam melhor a competição. Vamos ter que fazer essa filtragem e entrar com atletas mais eficientes, mais produtivos, dentro do que a competição exige. É uma competição de poucos erros  e muita entrega. Precisamos de jogadores que consigam anular o adversário e ser eficientes no momento que a gente puder definir o  jogo”

 

Texto: Toque de Bola

Arte: Toque de  Bola

Edição: Toque de Bola


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