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Balanço: Baeta admite estreia “abaixo” e promete muito trabalho para evoluir no Módulo 2

Publicado por: Toque de Bola 21/02/2017 | 16:15
Atualizado em: 18:29

   

Social foi superior na maior parte do tempo e superou o Tupynambás em Juiz de Fora na primeira rodada do Módulo 2

  Com serenidade. Foi assim que a  Comissão Técnica do Tupynambás procurou se manifestar diante dos jornalistas após a estreia com derrota no Módulo 2 do Campeonato Mineiro – 2 a 0 para o Social, de Coronel Fabriciano,  no final da manhã de domingo, 19, sob sol forte no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.

   Pela tabela, o  próximo compromisso já nesta quarta-feira, 22, diante do Formiga. Como o adversário, no entanto, anunciou não ter condições financeiras de disputar a competição depois da reunião do Conselho Arbitral, toda equipe que enfrentaria o Formiga será declarada vencedora, sempre pelo mesmo placar – 3 a 0.    Com essa folga forçada na tabela , o Leão do Poço Rico ganha um tempo maior e só volta na tarde de  quarta-feira de cinzas, dia 1º, quando visitará o Betinense.

      Os gols do Social foram assinalados por Lucas Villela e Eraldo. O público no Mário Helênio foi de 119 torcedores pagantes, com 469 torcedores presentes, para uma renda de R$ 1.660,00 – mulheres, menores de 12 anos de idade e Sócio-Torcedores não pagam para entrar.

    Depois de um início melhor dos visitantes, a primeira chance real do Baeta ficou nos pés de Marcelo Brandão, aos 15 minutos do primeiro tempo. Em lançamento de Igor Santana, Brandão ficou cara a cara com o arqueiro Jeferson, mas o goleiro do Saci acabou defendendo com os pés. Aos 36, quando já havia retomado o controle das ações, o Social fez jogada pela esquerda e a bola sobrou dentro da área para Lucas Villela emendar com estilo: 1 a 0.

     As “armas do banco” lançada pelo técnico Lúdyo Santos – sacou os volantes Luizão e Igor Henrique e colocou os atacantes Igor Balotelli e Marcelinho Araxá – ainda estavam se acertando em campo quando, logo aos 4 minutos, o árbitro Rodrigo Gomes Lúcio marcou toque de mão do zagueiro Washington dentro da área. Na cobrança do pênalti, Eraldo bateu firme no canto direito de César e ampliou o placar, 2 a 0.

     Marcus Pinguim, Igor Santana e Balotelli ainda tiveram oportunidades de devolver o Baeta ao jogo, Thulio Lelis substituiu Lucas Hipólito, mas ainda assim o placar não se alterou:  2 a 0 para o Social. 

FICHA TÉCNICA

TUPYNAMBÁS 0 x 2 SOCIAL
Tupynambás: César; Gustavo, Washington, Arlan e Lucas (Thúlio); Marcus Vinícius, Igor Henrique (Igor Balotelli), Luizão (Marcelinho Araxá) e Marcelo Brandão; Tony e Igor Santana. Técnico: Lúdyo Santos.

Social: Jefferson; Ricardo, Volpe (Davy), Rocha (Gleisinho) e Neto; Lucas Santos (Yuri), Alemão, Andrezinho e Villela; Soares e Eraldo. Técnico: Gian Rodrigues.

Gols: Villela (36’ 1ºT) e Eraldo (5’ 2ºT) (Social)
Cartões amarelos: Luizão e Arlan (Tupynambás); Lucas Santos, Rocha e Andrezinho (Social)

1º rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro
Local: Estádio Municipal Radialista Mário Helênio
Público: Pagantes: 119 torcedores Presentes: 469 torcedores Renda: R$ 1.660,00.
Data: 19/02/2017
Horário: 11h
Árbitro: Rodrigo Gomes Lúcio – FMF
Assistentes: Caroline Costa Silva – CBF e Ricardo Vieira Rodrigues – FMF

 
 Entrevista: Lúdyo Santos, treinador do Tupynambás

Análise do jogo

Foi primeiro jogo nosso oficial. Tínhamos uma ideia de jogo, mas também algumas precauções. Estreia é sempre complicado. É o momento em que se conhece o atleta em jogo, em competição. Testamos. Fizemos uma proposta de jogo que no primeiro tempo não encaixou. Fizemos um primeiro tempo muito abaixo. Já no segundo, quando voltamos assumimos o jogo, mas acabamos sofrendo um gol de pênalti que acabou mudando um pouco do astral e da proposta que tínhamos para o segundo tempo. O próprio desânimo fez que nos desequilibrássemos um pouco. Do meio para o final do segundo tempo, fizemos um jogo um pouco melhor, mas eu acredito que durante a competição essa equipe ainda vai crescer muito. Foi o primeiro jogo, é uma avaliação inicial. Não é o resultado que esperávamos e precisávamos, mas não é o momento de desequilíbrio. É momento de avaliar o que foi bom e durante a semana corrigir para fazer melhor no jogo contra o Betinense.

Impressão da estreia

    “Atletas jovens, atletas que estão começando no futebol profissional, e que de certa forma vão oscilar um pouco. Montamos praticamente uma nova equipe, com jogadores com pouca experiência no Campeonato Mineiro. O time do Social não, é uma equipe competitiva, um time que já tem um conhecimento de Campeonato Mineiro e que soube aproveitar bem os nossos erros.”

Como fica a preparação para essa partida contra o Betinense (a partida contra o Formiga dia 23 não irá ocorrer  por desistência do avdersáario disputar a competição) em que o Baeta tem quase 15 dias para poder fazer uma preparação. Como que você e a comissão técnica já estão pensando para essa partida?

     “Na verdade são 10 dias, jogamos na quarta-feira de Cinzas, contra a equipe do Betinense. Nas próximas 72 horas não adianta submeter o atleta a uma carga de treinamento elevada. O momento agora é de recuperação, e a partir da quinta-feira vamos conseguir introduzir treinamentos mais fortes, mais intensos, e melhorar nossa dinâmica de jogo coletiva. Acredito que a responsabilidade é de todos, da derrota. Os atletas em algum momento não conseguiram jogar. Talvez a minha proposta não seria a mais ideal no instante. A parte deles, eles se condicionaram a jogar em uma alta intensidade. O momento é de equilíbrio, de ajuste, mas nós estamos vivos na competição e a briga pela hexagonal vai ser muito forte.”

Com relação ao que disse, dos jogadores não terem entendido essa proposta em um determinado momento, a proposta de jogo. Vimos no adversário o (atacante) Brandão começando como homem de referência, depois com algumas mudanças ele voltou um pouco mais, fazendo uma armação do jogo. É assim que você pensa essa formação da equipe? Com  mudanças durante a partida? É assim que você imagina o time do Tupynambás durante a competição?

       “Na verdade estamos em um inicio de trabalho e formatação da equipe. A mudança do Marcelo, por exemplo. O Marcelo inicialmente iria começar o jogo como um meia por dentro, só que pelas circunstâncias o Social assumiu o jogo, e acabou fazendo com que a gente recuasse um pouco. E para a equipe não ficar totalmente abafada, pedi para que ele avançasse próximo dos dois zagueiros, para tentarmos sustentar essa posse lá na frente. Mas a maior dificuldade tem a ver com a nossa intensidade, nossa organização.  O atleta quando começa a chegar na marcação, fazer uma abordagem no tempo errado, naturalmente ele começa a correr dobrado. E essa confusão gerada ai no tipo de marcação tem muito a ver com a intensidade do nosso jogo. Os atletas do Social são atletas mais formados fisicamente e que naturalmente seu desgaste é um pouco mais intenso.  Vamos durante a semana ajustar os treinamentos, para que a proposta de jogo seja mais adequada. Os meninos têm um bom laço de formação, muito potencial, mas o que pesa é realmente isso, quando se compete  atleta de 22 anos com um de 25 anos a diferença é natural. Quando se tem um ou dois na equipe, um jogador mais experiente consegue naturalmente fazer isso, o que é diferente da gente. Temos um time completo de jogadores jovens, com dois jogadores que também são jovens até acima da idade, que é o Arlan e o Pinguim, um tem 25 anos, e outro, 26 anos. São dois jovens também, não temos grandes jogadores experientes. E ai vai da realidade do clube hoje, existe uma pressão atrás de jogador experiente,  mas quem vai pagar?

      Não adianta, os jogadores experientes são mais caros e o clube não tem dinheiro. Infelizmente é a situação do clube hoje e acaba gerando oportunidades para um trabalho de médio a longo prazo. Sabemos que esses atletas nossos a tendência que durante a competição eles cresçam muito de produção, são atletas vencedores. Mas vai demandar um pouco o tempo de amadurecimento para que eles façam jogos mais consistentes e se adaptem ao futebol profissional.”

O que o torcedor pode esperar desse Baeta para o restante da competição? É um time que vimos hoje realmente que busca mais essa velocidade, ou talvez ficando mais  esperando o adversário no seu campo de defesa?  

    “Nossa proposta não era esperar. Mas o jogo em si por mais que tenhamos um modelo de jogo definido, nos deu uma circunstância diferente. O Social não permitiu no primeiro tempo que a gente jogasse com bola. Eles fizeram um jogo bem dinâmico, os atletas deles têm muita qualidade, principalmente no setor ofensivo, e acabaram pressionando, fazendo com que a gente atrasasse a marcação. No segundo tempo, quando viemos com uma proposta diferente, com jogadores ofensivos, e que em determinada situação encontra um trabalho principalmente na hora que o Social pressionasse, se saísse com uma bola longa ia gerar um desconforto para eles e uma certa insegurança. Acabou em uma infelicidade, logo no começo um pênalti,  numa jogada que não tinha sequência nenhuma, e ocasionalmente a bola tocou na mão do Washington, que estava muito próximo da jogada e o arbitro optou por marcar o pênalti. Acabou fazendo com que o Social tivesse mais tranquilidade porque o pênalti mudou todo o segundo tempo.”

Você comentou da dificuldade financeira, como vários clubes vivem, e a dificuldade de trazer um nome mais conhecido. Você ainda pensa em algum reforço ou acredita que o elenco já está praticamente fechado?

      “Não. É o inicio de um trabalho, precisamos realmente fazer um time competitivo, só que  a competitividade nesse momento nós apostamos nos jovens jogadores porque eles têm que ter responsabilidade. Sabemos da realidade do clube, do ano passado como foram as coisas, questão de pagamento. Sabemos da realidade das outras equipes do interior. Tem clube do ano passado do Módulo 2  que estão disputando esse ano e devem três meses os jogadores do ano passado, não acho que é assim que faz futebol. Temos que ter um pouco mais de responsabilidade. Eu quero vencer, eu quero ganhar, mas temos que fazer dentro do orçamento do clube e acreditar no projeto do time.

       O Tupi passou por algum tempo assim. A permanência na primeira divisão foi gerada por jogadores com identidade no clube, caso do Fabrício Soares, que ficou muito tempo no Tupi e  que tem uma certa identificação. Ele veio  numa idade um pouco mais jovem.  Acreditamos no trabalho a médio e longo prazo. Os jogadores aos poucos estão conhecendo o que é o campeonato, vão ter uma oportunidade de oito jogos nessa primeira fase, vamos nos classificar para hexagonal. É um primeiro jogo que a gente não pode desespera. Vamos classificar para a hexagonal e ai vamos crescendo, esses atletas vão crescer muito durante essa competição. Essa é a nossa verdade hoje, sabemos da dificuldade que é, de como que vai ser conduzida a coisa, mas acreditamos que possam chegar mais jovens jogadores. Até por responsabilidade do clube em relação a pagamento e em como funcionam as coisas. A prefeitura de Coronel Fabriciano acabou de liberar R$ 80 mil para o time, o  Eraldo (autor do segundo gol) paga quase meia folha nossa, essa é a verdade. É um jogador que daria experiência para nós e tranquilidade para os garotos. Agora, nesse momento, não temos condições de fazer isso e vamos apostar em jovens jogadores com muita  responsabilidade.”

O Tupynambás folga na próxima rodada. Você considera isso bom para dar tempo de preparação para o time, ou quebra um pouco esse ritmo de jogo nesse inicio de competição? 

      “Na verdade é importante para nós esse período de 10 dias, porque fomos a última equipe a se apresentar. Isso foi uma programação que fizemos para nos organizarmos, nos optamos por dia 19. Já pensando que essa situação do Formiga iria gerar um tempo também de treinamento. Não adianta submeter aos atletas um treinamento de alta intensidade, porque eles ainda estão em fase de recuperação, então, da quinta- feira até a quarta-feira seguinte, temos para treinar, para rotinar os atletas, para qualificar mesmo o nosso jogo. Para buscar um bom resultado contra o Betinense.”

 

  Outros jogos

   A bola rolou desde  sábado, 18, para as primeiras emoções do Módulo II. Nesta temporada, onze equipes participam da disputa em busca do título e das duas vagas que dão acesso ao Módulo I de 2018. Três jogos abriram a primeira rodada da competição.

Patrocinense 1 x 0 Uberaba

   A primeira bola a balançar as redes saiu do Júlio Aguiar, em Patrocínio. No duelo entre Patrocinense e Uberaba, Ademir, aos 25 minutos do primeiro tempo, marcou o primeiro tento desta edição do Módulo II, e o único do duelo. Vitória por 1 a 0 do time da casa, que já soma três pontos na classificação.

CAP Uberlândia 0 x 1 Boa

No Parque do Sabiá, em Uberlândia, outro duelo que terminou com o placar mínimo, porém, desta vez, com vitória dos visitantes. O CAP Uberlândia recebeu o Boa Esporte, que saiu vencedor do confronto graças ao gol de Silas, aos dois minutos da etapa complementar.

Araxá 2 x 2 Mamoré

Araxá e Mamoré fizeram o confronto mais agitado deste primeiro dia de competição. Jogando em casa, no Fausto Alvim, em Araxá, o Ganso saiu na frente do marcador no fim do primeiro tempo com Itagol, aos 44 minutos. Na volta para a segunda etapa, o Mamoré conseguiu uma incrível virada em apenas quatro minutos. Michel e Wellington fizeram os gols da reviravolta no placar do Sapo. Porém, Itagol, novamente ele, voltou a marcar aos 19 minutos e decretou o resultado final em 2 a 2.

 

Texto: Toque de Bola (texto “Outros jogos”:site da Federação Mineira de Futebol)

Fotos: Toque de Bola

Artes: Toque de Bola (com informações do site da Federação  Mineira de Futebol)

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