03 jan 2017

JF Vôlei anuncia casa nova, jogo longe de casa e campanha para manter a casa em ordem



  Por entender  que a demanda de novidades era grande, o  JF Vôlei decidiu substituir o habitual texto enviado pela assessoria de imprensa e  convocou uma entrevista coletiva, ocorrida no início da tarde desta terça-feira, 3.

   São três as informações principais e todas relacionadas ao que os dirigentes classificam de talvez o momento mais difícil da equipe no aspecto financeiro, embora a campanha na Superliga esteja sendo satisfatória – o time terminou o primeiro turno em sexto lugar com mais vitórias – seis – que derrotas – cinco, estaria classificado apos playoffs caso a primeira fase já tivesse terminado e classificou-se para a Copa Brasil.

   Casa nova

    Uma é a mudança de endereço de atletas e integrantes da Comissão Técnica. Conforme o Toque de Bola antecipou em primeira mão, o Independência Trade Hotel alegou que o contrato não estava sendo cumprido nas contrapartidas acordadas e a delegação já voltou do recesso de fim de ano no Cesar Park Hotel, do grupo Cesar Hoteis, na avenida Getúlio Vargas, no centro da cidade. Segundo a direção do JF, a rescisão do contrato foi unilateral. A alimentação da delegação ficará por conta do Requinte´s Restaurante.

   Longe de casa

  Outra novidade é a mudança do mando de campo da última partida da fase de classificação da Superliga, em 11 de março, quando o sexteto local receberia o Funvic Taubaté. O jogo está sendo transferido para Manaus. O fato de não ter que arcar com qualquer custo, uma vez que a Confederação Brasileira de Voleibol tem interesse em mostrar a Superliga fora da região Sudeste – na competição masculina, já houve um confronto muito bem recebido pelo público em Belém do Pará, é considerado um alívio. (No site da CBV, até a noite desta terça, a tabela ainda marca o jogo para a UFJF).

    Nova campanha

   A terceira novidade anunciada tem a ver com as duas primeiras. Com o inesperado “desalojamento” do grupo e ainda com três ou quatro meses de temporada pela frente – dependendo da classificação e posterior campanha na fase decisiva, os dirigentes anunciam que irão lançar, em até 15 dias, um novo programa de sócio-torcedor, a partir do que está sendo chamado de clube de benefícios. Para tentar cumprir os compromissos até o final da participação na Superliga, serão apresentados aos eventuais novos parceiros valores menores de investimento, que devem variar entre R$ 700 e R$ 2 mil.  “É a nossa última cartada”, definem.

   Na conversa com o Toque de Bola e demais veículos de comunicação da cidade, outras informações importantes foram reveladas.

JF Vôlei anuncia novidades extra-quadra na virada do ano

  Números expressivos 

   De acordo com os dirigentes Maurício Bara Filho e Heglison Toledo – o presidente do JF, Toninho Buda, formou a mesa mas não chegou a falar durante a apresentação das novidades, encontros com a direção do grupo Cesar Hoteis em dias próximos ao natal foram fundamentais para evitar que o transtorno de ficar sem lar se transformasse num pesadelo. Bara revela que os custos com hospedagem e alimentação chegam a R$ 20 mil por mês, totalizando de R$ 60 mil a R$ 80 mil considerando mais 90 ou 120 dias de temporada.

  Sem  novo formato

   Quando das tentativas de manter o acordo com o Independência Trade, Maurício observou que, para o JF Vôlei, é mais interessante que cada atleta receba uma verba mensal e com essa verba decida como se hospedar – esse formato foi experimentado em temporadas anteriores. Ocorre que, no formato atual, acordado com o ex-gerente do hotel anterior, o hotel se compromete a arcar com todas as despesas da hospedagem. Nessa mudança para o Cesar Park, a mudança é somente de endereço, e os dirigentes do “novo lar” se sensibilizaram. Conforme Toledo, não haveria tempo hábil para se voltar ao formato de anos anteriores com a disputa já em andamento e a necessidade urgente de se encontrar um novo abrigo.

   Lá e cá

   A mudança de local da delegação também implicará em necessidade de integração total entre os atletas. Foi citado pelos dirigentes que esta semana, por exemplo, a frequência dos treinos no ginásio da Escola de Esportes do Sesi, na avenida Brasil, é maior, principalmente pela manhã. “Aí contamos com a colaboração dos atletas. Quem tem carro, por exemplo, leva um grupo de atletas. Quem não conseguir ir de carro vai de ônibus e cobrimos depois essa despesa, e assim vamos nos ajeitando”. 

   Limitação de público

     A atual capacidade do ginásio nos jogos em Juiz de Fora – em torno de 500 – não é suficiente para que isso se transforme em retorno financeiro ao JF Vôlei. Em dois jogos da Superliga na cidade, o público que chegou minutos antes do jogo não conseguiu entrar (contra o Sada Cruzeiro) ou as vendas se encerraram na manhã da véspera da partida (diante do Sesi). De acordo com Toledo, para que esse apoio maciço da torcida se transforme em retorno financeiro, seriam necessários pelo menos dois mil torcedores por partida.

  Outro ginásio?

   Como há obras em andamento para a construção de um novo ginásio na própria Faefid e a promessa da Prefeitura em concluir as obras do Ginásio Municipal, a perspectiva de contar com público maior na atual temporada é considerada remota – a Superliga vai até março ou abril, dependendo dos resultados do JF. Uma outra possibilidade, comentada com alguma frequência nas redes sociais do Toque de Bola, de levar os jogos para outros ginásios da cidade, como do Sport Club  Juiz de Fora e do Tupynambás, dependeria de uma série de fatores – alvarás, liberação do Corpo de Bombeiros, autorização da CBV, entre outras providências. Bara lembrou que o ginásio do Tupynambás já foi utilizado pelo então Vôlei UFJF nas primeiras participações na competição nacional, mas não é uma situação tão simples como parece.

 Vai e volta

  A cada oportunidade, os dirigentes ressaltaram que qualquer economia é necessária até que as coisas se reorganizem e a campanha para atrair novos sócios-torcedores e eventuais parceiros tenha sucesso – embora com pouco tempo e já em meio à temporada. Bara citou, por exemplo, que hoje não há condições financeiras para que o grupo, que joga sábado contra o Brasil Kirin, em Campinas, no sábado, 7 (14h15, com transmissão anunciada pela Rede TV), fique em Campinas ou São Paulo, capital, até a terça-feira, 10, quando o compromisso será pela Copa Brasil em São Paulo diante do Sesi, ás 19h. “Os custos são altos. Embora pareça que seja melhor ficar lá entre uma partida e outra, temos mesmo que voltar a Juiz de Fora e depois viajar novamente”, observa.

 Treinador elogia dirigentes, elenco e torcida

   Mais para o final da coletiva, depois de os os dirigentes garantirem que, apesar das dificuldades, as contas estão  em dia – pelo acordo com o Sada Cruzeiro, o clube arca com os salários dos atletas cedidos, o treinador Henrique Furtado destacou que em nenhum momento os obstáculos apresentados fizeram com que os atletas demonstrassem algum descompromisso com o projeto. Furtado ainda elogiou a luta dos dirigentes para honrar os compromissos da parceria entre JF e Sada Cruzeiro e mostrou-se otimista para a sequência da Superliga e a participação na Copa Brasil. 

  Jogo em Manaus

  A transferência, ainda a ser confirmada oficialmente, do jogo contra Taubaté para Manaus tem pelo menos um aspecto a se lamentar, pelo treinador: “Não teremos o nosso torcedor, que tem dado um retorno muito grande. Estamos sentindo além da evolução dentro de quadra uma evolução fora de quadra. Mas é claro que tem muita coisa envolvida e estamos abraçados com essa diretoria. Se isso (jogar em Manaus) for importante para a nossa instituição e para a competição certamente faremos o nosso melhor lá”. 

  Bara citou o que pode ser positivo com a mudança de mando, além da questão financeira de momento: “A Superliga está resumida à região Sudeste. Minas, São Paulo, Rio e o sul do País – Paraná, Rio Grande do Sul. A CBV gostaria de ver mais equipes por lá, é uma maneira de incentivar o empresariado local e os próprios torcedores. Alguns dos maiores ginásios do País estão na região Norte e Nordeste. Ganhamos quem sabe uma nova casa, uma nova torcida, novos parceiros podem surgir, empresários da região que podem ter mídia nacional. São situações novas em que só temos a ganhar”.

Na camisa, serão estampadas as marcas dos hotéis Marabá e Excelsior, ambos em São Paulo. A equipe também tem um novo parceiro para alimentação: o Requinte’s Restaurante

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola e assessoria JF Vôlei

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Uma Resposta to “JF Vôlei anuncia casa nova, jogo longe de casa e campanha para manter a casa em ordem”

  1. Adriana
    04/01/2017 às 16:06

    Pena que a Copa Brasil não possa ser também em Manaus, daria oportunidade para a população de lá conhecer e torcer para vários atletas e times.Seria um showww.

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