05 jan 2017

Acabou o caô? Caça-Rato quer esquecer “coisas ruins” e fazer de 2017 o seu melhor ano



   O torcedor do Tupi foi apresentado nesta quinta-feira, 5, a Flávio Augusto do Nascimento, 30 anos. O Flávio Caça-Rato, que brilhou na Série C de 2013, marcando 10 gols na campanha que valeu título, e que desde então não consegue repetir o sucesso.

  Talvez a imagem que o Flávio Caça-Rato tenha passado na apresentação, conversando com os jornalistas com serenidade e bom-humor, é a de um Flávio Augusto do “Renascimento”. 

  Quando os jornalistas aguardavam a chegada de Flávio Caça-Rato para a entrevista coletiva, duas situações chamaram a atenção. A presença de alguns torcedores (fato raro mesmo na Série B, no ano passado), e de uma pessoa que se apresentou como um conhecido do jogador, do Recife. Ambos têm em comum a amizade com um pastor.

   Durante a coletiva, depois que o diretor de futebol Fabinho entregou a ele a armadura de jogo dizendo se tratar de uma “camisa centenária”, o novo atacante do Tupi, que gosta do apelido de CR7 do Sertão (quando defendeu o Santa Cruz, vestia a camisa 7), foi bem claro. 

   Disse que já errou muito na vida, que encontrou na religião uma forma de reconstrução da carreira, que é boa a chance de reaparecer  no mercado no Campeonato Mineiro e espera voltar a fazer algumas das coisas que mais gosta: brincar bastante fora de campo e no dia-a-dia com os companheiros, a maioria mais jovens, e, principalmente, colocar a bola na rede dentro de campo para ajudar o Tupi e voltar a ser respeitado no mundo do futebol.

   Revela que recebeu o convite quando passava o final de ano com a família, em Recife, e aceitou logo. Não faz questão de escolher o número da camisa – pode ser até a do goleiro – e em alguns trechos da conversa foi se soltando, quando como fez graça com o agora companheiro de clube, Gideão, revelando um apelido incômodo, e quando garantiu não ser marrento com os mais novos do elenco – não sou “perna”.

  O responsável pela aposta do ataque carijó, dirigente Fabinho, disse ao Toque de Bola, logo após a coletiva, que teve uma longa conversa com o atacante e está confiante que haverá comprometimento nessa nova fase, e que a chegada dele já está trazendo coisas boas ao ambiente. Aliás, comprometimento e ambiente são palavras-chaves no vocabulário de Fabinho. Acesse aqui a entrevista exclusiva com o dirigente do futebol carijó.

 

Flávio Caça-Rato demonstrou serenidade e bom humor em sua primeira entrevista como jogador do Tupi para o Campeonato Mineiro 2017

 Seguem os principais trechos da entrevista coletiva de Flávio Caça-Rato

  Bem recebido

  Caça-Rato: Chego focado, com vontade de vencer de novo, de jogar, isso é o mais importante. Fui muito bem acolhido desde o primeiro dia, isso é importante, o jogador se sente bem. Por todos, pelo treinador, pela diretoria, a presidente. Isso é legal. Fé em Deus que 2017 vai ser um ano maravilhoso, não só para mim mas para o Tupi também.

 

Como e quando recebeu o convite? 

  Caça-Rato: Estava em Recife com a família no final do ano. Fabinho me ligou, teve uma conversa com meu empresário e falou do projeto que ele tinha no Tupi. Aceitei. É bom jogar o Campeonato Mineiro que é muito visado. Sabemos da força do Tupi. Quando a gente conversou, aceitei logo. Disse estou pronto para ir e fazer o meu melhor.

Nova chance na carreira:

  Caça-Rato: Errei muito na vida. Tenho consciência disso. Mas graças a Deus estou feliz. Na minha nova vida, firme e forte em Cristo que eu sei que não coia melhor. Feliz. Fiz muita coisa errada, mas graças a Deus e a confiança do Fabinho, da presidente. Vou mostrar no dia-a-dia. No meu jeito de ser, caráter, aí vai ser na vida de novo. Sei que tenho potencial, Deus me deu o dom de jogar futebol. Encontrei o lugar certo para fazer o que eu mais gosto de fazer, que é jogar futebol.

Como vê esse lado da brincadeira no futebol e a responsabilidade de ter que fazer gols pelo Tupi:

  Caça-Rato: A responsabilidade é grande, independente da brincadeira fora de campo. Sou um cara que gosto de brincar muito mas sei que dentro de campo a responsabilidade é outra. Caça-Rato é como eu sou conhecido, mas quero ser mais conhecido como o jogador do Tupi que veio para fazer os gols e atingir os objetivos, chegar a classificações e finais. Ficam por conta da torcida as brincadeiras.

Tupi vem de um rebaixamento e você também admite que  precisa se recuperar. Foi o encontro ideal? 

  Caça-Rato: Tem que levantar a cabeça. O Tupi estava na Série B, caiu. Se chegou na na Série B pode chegar na Série A. Não acabou o mundo. É normal. Agora é pé no chão. Levantar a cabeça, todo mundo focado no objetivo, não só eu mas o grupo todo.

Você é o nome mais conhecido entre os contratados. Sente que a torcida vai cobrar mais, que você coloque a bola de braço e decida a qualquer momento?

  Caça-Rato: Futebol não se resolve com um jogador só. Independente de nome, acho que o grupo todo tem que fazer o gol. A jogada começa lá do goleiro. Sei da responsabilidade por ser o jogador mais conhecido, mas temos outros jogadores rodados. É bom dividir. A gente não está jogando tênis, que é individual, né?  O grupo está focado, o treinador é maior gente boa, quer vencer, isso é importante, O Caça-Rato está aqui para ajudar, independente do nome. Quero é vencer dentro de campo.

O que sabe do Campeonato Mineiro e do Tupi, e o que espera do Estadual?

  Caça-Rato: Sei que é um campeonato difícil. Três equipes grandes. Mas o Tupi está brigando. A gente vê exemplos. No ano passado, no Paulista, o Audax chegou à final. É humildade, pés no chão, e dentro de campo que se resolve. Respeitando Atlético, Cruzeiro e América, mas vamos devagarinho tentar cumprir nossos objetivos.

Números ruins nas últimas temporadas (de acordo com o site Plano Tático, ele disputou 23 partidas desde 8 de fevereiro de 2015, marcando apenas dois gols). E a parte física? Vai demorar a entrar em forma?

  Caça-Rato: Meus últimos dois anos não fui bem. Talvez por opção, ir para clube errado, lesões que eu tive quando estava no Guarani. Mas as coisas ruins a gente esquece. Planejo fazer de 2017 o meu melhor ano.  Estou bem fisicamente. Não cem por cento, mas trabalhando. Se Deus quiser, até o dia 29 vou estar bem para pode ajudar a equipe do Tupi.

Presença de torcedores na apresentação

  Caça-Rato: O Flávio Caça-Rato está aqui para vencer. Para entrar em campo e deixar sangue. Se não for na técnica, vai na raça. Fico feliz pelo carinho da torcida. Que eu possa retribuir dentro de campo, com vitórias e bastante gol.

Reencontro com Gideão, ex-adversário nos tempos de Santa Cruz x Náutico

  Caça-Rato: Estamos dividindo o apartamento. Cara gente boa, que quer vencer na vida, humilde. Figô. Quando eu estava no Santa Cruz, “figô” em cima dele; Ele fica com raiva quando eu falo isso, mas é brincadeira. Viemos do Recife com nossos objetivos, fazer o melhor, o Campeonato mineiro é muito curto e não se pode vacilar.

Antes de vestir a camisa de jogo, atacante que se destacou no Santa Cruz, em 2013, conversou com torcedores e um conhecido do Recife

Início de trabalho

  Caça-Rato:Treinador é um cara que jogou, conhece, faz um trabalho diferente. Está pegando forte. O melhor de tudo é quando você chega a um peso bom. É trabalhar e readquirir a forma física. Cheguei com a forma boa e estamos trabalhando forte para estar cem por cento.

Contatos com os atletas mais novos

  Caça-Rato: Bom. Passar experiência para os mais novos. Sou um cara que gosto de me dar bem com todo mundo. Mas quem já jogou ou quem está começando, todos devem ter o mesmo foco e querer fazer o seu melhor. Juntar uma coisa com a outra, os mais rodados e os mais novos, só ganha o Tupi.  Os meninos ficam observando e falam: poxa, eu via o Caça-Rato na televisão. Tranquilo. Tem uns que ficam olhando assim, desconfiados, deve ser “perna”, mas nunca fui assim não. Sou um cara que gosto de brincar, respeitando todo mundo.

Dupla com Jajá? 

  Caça-Rato: Pouco tempo que o conheço, mas um cara gente boa. Gosta também de brincar bastante. Independente de Jajá ou dos outros atacantes que tiver, o treinador vai colocar o melhor. Se eu for jogar, ou ele, ou quem estiver melhor, só quem tem a ganhar é o Tupi. Se a gente se der bem, vai dar certo, vamos dar alegrias ao torcedor do Tupi. Fazer os gols e conseguir nossos objetivos.

 

Texto: Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola e Tupi

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