11 set 2016

Tupynambás atropela Venda Nova por 6 a 0 e garante vaga na fase decisiva



Uma sonora goleada para os 124 presentes do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio na manhã desse domingo, 11.  Foi assim que o Baeta garantiu os 100% de aproveitamento em casa e se classificou para o hexagonal final da Segundona Mineira. Mas antes da próxima fase, a equipe cumpre tabela contra o Betinense, na Arena do Jacaré em Sete Lagoas, no próximo domingo, 18, às 13h.

Juninho enfrenta a marcação de Kelven (Foto: Kiko Halfeld)

Juninho enfrenta a marcação de Kelven (Foto: Kiko Halfeld)

  O jogo

No início o Venda Nova tentava sair para o jogo, mas parava na forte marcação do Tupynambás. O Baeta logo passou a dominar as ações, buscando jogadas pelos lados, com João Willian na esquerda e Cassiano na direita. A equipe da capital só se defendia, tentando lançamentos longos para o veloz Victor Hugo, mas sem muito perigo.

Com dificuldades para entrar na área do Venda Nova e uma boa atuação do goleiro Thales, a alternativa foi buscar a finalização de fora da área. Já aos 46 minutos da primeira etapa, Juninho acertou um belo chute de muito longe, sem chances para o goleiro Thales: 1 a 0.

  Porteira aberta

Na segunda etapa o Tupynambás veio com mais disposição e já aos 2 minutos, Miguel obrigou Thales a fazer mais uma boa defesa. Mas aos 9, Cassiano entrou em velocidade e deu um leve toque na saída de Thales para fazer o segundo. Aos 15, Danylinho fez ótima jogada individual e cruzou na medida para Ademilson fazer o terceiro de cabeça.

Aos 31, nova jogada de Danylinho, que cruzou rasteiro para a finalização de Juninho, no canto. No minuto seguinte, Miguel fez boa jogada e foi derrubado pelo goleiro adversário. Ademilson cobrou o pênalti no canto direito de Thales, mas o bom goleiro do Venda Nova fez a defesa. Aos 40, a redenção: Juninho recebeu lançamento na ponta direita, entrou na área e tocou para Ademilson empurrar a bola para o gol: 5 a 0. E teve tempo para ampliar: aos 47, Thales fez o sexto de cabeça após cobrança de escanteio de Juninho e fechou a conta.

 

Ademilson faz o terceiro gol de cabeça. (Foto: Kiko Halfeld)

Ademilson faz o terceiro gol de cabeça (Foto: Kiko Halfeld)

Tupynambás 6 x 0 Venda Nova

Tupynambás: 1- César, 2- Danylinho, 3- Thales, 4- Vavá e 6- Douglas (15- Lucas Hipólito); 5- Caetano, 8- Miguel e 10- Juninho; 7- Cassiano (16- Igor Balotelli), 11- João Willian (Ives) e 9- Ademilson
Técnico: Gerson Evaristo
Venda Nova: 1- Thales, 2- Weslei, 3- Caio, 4- Warley Felipe e 6- Snider (14- Breno); 5- Bruno Sales, 8- Pedro Lucas e 10- Iago; 7- Victor Hugo (15- Victor Santos), 11- Kelven e 9- Davidson (16- Matheus)
Técnico: Maxwell Ferreira

Gols: Juninho aos 46’ do 1o tempo e aos 29’ do 2o tempo / Cassiano aos 9’ do 2o/ Ademilson aos 15’ e 40’do 2o tempo / Thales aos 46’ do 2o tempo

Entrevista com o treinador do Baeta, Gerson Evaristo: 

“Como franco-atirador”

Gerson Evaristo: “A gente sabia disso, a situação que se encontrava o Venda Nova, eles vêm sem responsabilidade, vem como franco-atirador. A responsabilidade era nossa, de vencer e conseguir a classificação. Esse friozinho na barriga no início do jogo, até você encaixar, fazer um gol, realmente sabíamos que ia ficar difícil. Uma equipe que vem sem responsabilidade e jogando atrás da linha da bola. Um lado do campo onde jogam 20 atletas fica mais difícil achar um espaço. Mas mesmo assim a equipe criou no primeiro tempo. Não como no segundo, mas criou até fazermos o gol. Aí era certo que eles teriam que sair um pouco mais. A equipe encaixou melhor a marcação, diminuiu o espaço no segundo tempo e os gols foram acontecendo”.

100% em casa

Gerson Evaristo: “Essa competição é muito parelha. Se você tem o fator casa, você tem que aproveitar. Essa foi a nossa conversa desde o início da competição. Se você vence todos os jogos em casa, tem 50% de chance de classificar. Os outros 50% são fora. Você dá um beliscão ali, outro ali. No montante, você consegue o objetivo. O hexagonal é completamente difícil, outra competição, outros jogos, as seis melhores equipes. Tem equipes muito mais trabalhadas. A gente tem que ter muito cuidado. Em momento algum dispersarmos, achar que está bom. Cada jogo que passa tem sua história e o hexagonal com certeza é muito mais difícil. Ainda temos um jogo no domingo muito difícil contra o Betinense, fora dos nossos domínios. Temos que ter muita atenção para que a gente não possa ser surpreendido fora de casa”.

Lado direito forte com Danylinho

Gerson Evaristo: “Danylinho é um jogador muito técnico. Nós tivemos um amistoso contra o Sport na quarta-feira e eu tive que tirá-lo com 30 minutos de jogo. Completamente diferente de hoje. Mas a gente sabe que é um jogador muito rápido, é uma válvula de escape. Principalmente esse lado direito com ele e o Cassiano. A maioria das jogadas é criada por ali. O Cassiano com a sua velocidade e o Danylinho com velocidade e um pouco de técnica e inteligência. A gente tem isso como arma mas sabemos que vamos ter outras possibilidades para sairmos. Vamos achar equipes que vão dificultar para a gente. Temos que entrar pelos dois lados. Fizemos gols também pelo lado esquerdo. Esses times, quando vem como franco-atirador, sem aspirar nada, a maneira de vencê-los é apertar a marcação, principalmente no campo defensivo. Por isso todo mundo correu, todo mundo marcou. O próprio João Willian, roubamos muita bola e criamos muita oportunidade de gol”.

Reforços para o hexagonal

Gerson Evaristo: “A gente sabe que não está fácil, em relação a financeiro. Todas as equipes com muita dificuldade financeira. Mas a gente sabe que o campeonato é difícil, é outro campeonato. Com certeza nós temos a consciência de que nós precisamos sim de alguns reforços. Dentro da possibilidade do clube, é lógico, que sem nós também fazermos uma coisa que a gente não tem condição. Dentro das condições do clube, a gente quer fortalecer, porque a gente sabe que esse campeonato vai depender muito de grupo”.

Poupar contra o Betinense?

Gerson Evaristo: “Não. Prezo muito a coletividade, prezo muito o entrosamento. Nós ficamos muito tempo sem jogo. Se a gente tem a possibilidade de jogar, nós vamos jogar. Nós estamos sem problema de cartão. Só o Douglas, que estava pendurado, pedimos para que forçasse o terceiro. Joga o (Lucas) Hipólito lá no domingo. Temos que manter essa campanha, porque adquire respeito para a outra competição. Se você entra para um hexagonal com uma porcentagem boa de pontuação, de partidas bem feitas, cria um certo respeito do adversário. Nós vamos para lá encarar com toda a seriedade. Não temos que poupar. Temos que ganhar mais coletividade, porque sabemos que vai precisar muito nessa etapa final”.

 Mais duas goleadas

  De acordo com informações do site da Federação Mineira de Futebol, mais duas goleadas marcaram a rodada da Segunda Divisão neste domingo. Em Sete Lagoas, o Arsenal perdeu por 9 a 0 para o Coimbra. Pelo time de Nova Lima, no primeiro tempo, Allan Patrick fez três e Valdeflan, o quarto. Na volta dos vestiários Allan assinalou mais um, Henrique marcou duas vezes, e Rodrigo da Silva, Rodrigo de Souza e Kalahan liquidaram a fatura.

    Em Itabira, o União Luziense, que manda seus jogos no Israel Pinheiro, enfrentou os também “donos da casa”: o Valeriodoce. Felipe Silva marcou dois, Ederson, Felipe Linhares, Lucas e Pedro fecharam o placar em 6 a 0 para o Valério.

Texto: Toque de Bola, com informações complementares do site da FMF

Fotos: Kiko Halfeld – Tupynambás

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