14 maio 2016

Em jogo com “cara” de zero a zero, Goiás marca aos 41 do segundo tempo e derrota Tupi na estreia



 

O Tupi foi derrotado por 1 a 0 para o Goiás na noite desta sexta-feira, 13, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, na tão aguardada estreia carijó na Série B do Campeonato Brasileiro. A partida teve poucas chances de gol – Glaysson passou todo o primeiro tempo sem fazer uma defesa sequer, só interceptou um escanteio aos 47, o Goiás acabou sendo premiado por um segundo tempo mais ofensivo. O próximo compromisso alvinegro na competição está marcado para a tarde de sábado, 21, às 16h, quando enfrentará o Vasco, em São Januário.

   Cobertura

O Toque de Bola fez uma cobertura especial da estreia carijó na Série B, com dezenas de informações, fotos, artes e ilustrações nas redes sociais – fanpage Toque de Bola – Juiz de Fora, Twitter toquedebolajf, Instagram Toquedebolajf. Apoio de Plasc e Hiperroll Embalagens.

    “Pinta” de empate 

O jogo, com toda “pinta” de zero a zero, em função do desentrosamento das equipes e das poucas chances reais criadas, foi decidido aos 41 minutos cravados do segundo tempo. A equipe visitante saiu jogando. O lateral-esquerdo Jefferson fez um passe longo ao experiente Daniel Carvalho, e este jogador, que entrou na etapa final, acabaria fazendo a diferença por ter demonstrado, em campo, estar acima da média tecnicamente em relação aos seus companheiros e adversários. Com um belo passe, ele encontrou Cleo, atacante que também só foi lançado na etapa complementar. Na companhia apenas do zagueiro Hélder e do goleiro Glaysson, Cleo emendou de direita, acertando o travessão, e pegou a sba com o pé esquerdo, na linha da pequena área, para colocar três pontos na contabilidade do campeão goiano em sua busca do acesso novamente à Série A.

 

Tupi e Goiás no momento do hino nacional antes da partida. Jogo com poucas chances de gol acabou sendo decidido nos instantes finais

Tupi e Goiás no momento do hino nacional antes da partida. Jogo com poucas chances de gol acabou sendo decidido nos instantes finais

     Drubscky reclama, mas depois desculpa-se com arbitragem

O lance do gol gerou muita reclamação entre jogadores e Comissão Técnica do Tupi. O treinador carijó, Ricardo Drubscky, passou boa parte da entrevista coletiva após o jogo contestando com veemência a validação do lance, em que teria ocorrido impedimento no momento da assistência de Daniel Carvalho a Cleo.

Na manhã deste sábado, porém, na reapresentação do elenco, via assessoria do clube, Drubscky revelou que viu o lance novamente pela TV e constatou que não houve irregularidade no lance. Se na coletiva ele havia se desculpado com os jornalistas e torcedores por estar muito chateado e triste em função de um “gol ilegal”, no sábado foi a vez de ele pedir desculpas ao assistente José Carlos Oliveira dos Santos por tê-lo criticado duramente, inclusive contrariando seu comportamento habitual – raramente, Drubscky concentra-se em avaliações de arbitragem após os jogos.

    Filipe, Recife e Jataí no meio

O primeiro tempo começou com o Tupi marcando com eficiência a equipe goiana, que atuava desfalcada em relação à formação campeã estadual. O time carijó entrou com um meio-campo mais combativo – Rafael Jataí,  Filipe Alves e Recife, três remanescentes da equipe que disputou o Campeonato Mineiro, foram escalados.

 Silvy quase marca

Depois dos 30 minutos do primeiro tempo, em que o Goiás não se lançava ao ataque, o Tupi conseguiu chegar mais perto do gol adversário. Aos 32, Giancarlo sofreu e cobrou uma falta da intermediária, bem colocada, mas sem a força necessária para vencer o goleiro Ivan, que segurou firme. Um minuto depois, Thiago Silvy recebeu na entrada da área, pela esquerda e acertou um belo chute, desta vez forçando Ivan a espalmar para o lado esquerdo de seu setor defensivo.

Só nos acréscimos, o Goiás conseguiu proporcionar uma intervenção de Glaysson, mesmo assim numa cobrança de escanteio da esquerda – não foi um chute a gol, mas um cruzamento.

 Goiás ao ataque

Veio a segunda etapa e o Goiás já mostrou outra “atitude”, expressão repetida como um mantra hoje por técnicos, atletas, torcedores e analistas. Parece que já tendo conhecido as características dos anfitriões em 45 minutos, Enderson Moreira orientou seu time a também mostrar que tinha disposição ofensiva. E assim os visitantes começaram a entrar na área carijó com alguma facilidade nos minutos iniciais.

Aos seis, Jataí saiu jogando errado e o Goiás trocou passes rápidos até encontrar Wagner, vindo de trás. Já diante do goleiro Glaysson, na maca do pênalti, ele chutou por cima do travessão.

 

Troca-troca

Depois da pressão, o Goiás voltou a forçar menos as jogadas e as duas equipes não arriscavam mais. Os treinadores, então, começaram a promover diversas alterações. As primeiras mexidas mostraram a tentativa de ter mais qualidade no passe e no trato com a bola. Aos 14 minutos, Henrique, remanescente do título nacional da Série D pelo Tupi de 2011, reapareceu com a camisa carijó, na vaga de Recife.

Dois minutos depois, Daniel Carvalho, que acabaria fazendo a diferença no resultado da partida, foi lançado no lugar de Wagner. Se no primeiro tempo o time esmeraldino fez “greve” de chutes a gol, na etapa complementar era o Tupi que não conseguia passar da intermediária adversária.

Depois dos 20 minutos. Com as descidas de Henrique, o Tupi começou a voltar ao jogo, despertando sua torcida na arquibancada – o público foi decepcionante em números – 1444 pagantes e renda de R$ 28.215,00, mas apoiou durante os 90 minutos e boa parte ainda aplaudiu a equipe na saída de campo. Aos 22 e 23 minutos, novas alterações, mostrando que os treinadores ainda acreditavam em comportamento diferente na reta final do segundo tempo. No Goiás, Patrick substituiu , e no Tupi Marcos Serrato, uma das novidades para o Brasileiro, entrou no posto de Felipe Alves.

Nova chance de gol surgiu aos 27. Jefferson cruzou da esquerda e Raphael Lucas, na pequena área, cabeceou colocado, tirando de Glaysson, mas a bola subiu demais e saiu. Um minuto depois, os visitantes foram à linha de fundo de novo pela esquerda, mas na bola lançada para a área, a zaga carijó conseguiu evitar o arremate.

 

    Cleo aos 29 

Aos 29. Enderson faria a outra mudança que se tornou decisiva. Cleo ganhou a vaga de Raphael Lucas e ficou centralizado na área, à espera dos cruzamentos. O Tupi resolveu arriscar um pouco mais e avançou o time. Aos 31, depois de rara descida em que passou da intermediária atacando pela esquerda, Michel, que acanbara de entrar, fez o papel de pivô para o arremate para fora, da entrada da área, de Johnatan.

 

  Bruno: a “bola do jogo”?

Três minutos depois, a principal chance do Tupi, a situação em que ele ficou mais próximo do gol. Marcos Serrato rolou para Henrique e este, já dentro da área, pela direita, fez um lindo passe para Bruno Costa, que fechava no segundo pau. Bruno bateu de primeira, mas a bola passou à direita de Ivan.

O jogo, enfim, ganhava em movimentação ofensiva e ficava aberto a poucos minutos do final. Aos 35, Hélder errou e criou situação muito perigosa. Na jogada do Goiás, Daniel também trabalhou como pivô e a conclusão foi de Wendel, para boa defesa de Glaysson para escanteio. Na cobrança do segundo escanteios consecutivo, Deivid, de 1,92m, conseguiu chegar na bola mas cabeceou para fora.

  Daniel, Cleo, travessão e Cleo: gol

Aos 41 minutos cravados, Cleo marcou o gol da vitória. Ótimo passe em profundidade, antes da linha central, do lateral-esquerdo Jefferson para Daniel Carvalho. O que chamou a atenção do torcedor do Tupi é que, mesmo não sendo um lance de contra-ataque, Daniel Carvalho recebeu este passe inteiramente livre, na intermediária de ataque. Com a qualidade conhecida no domínio e trato da bola, o meia fez ótimo lançamento para Cleo, e este bateu duas vezes, em tabelinha involuntária com o travessão, para vencer Glaysson e decretar a vitória por 1 a 0.

Depois do gol, o Tupi não conseguiu pressionar o Goiás. Não criou nenhuma situação de ataque. Os visitantes administraram a posse de bola e fizeram o tempo passar. Final: Tupi 0 x 1 Goiás, restando aos torcedores da cidade em ver, nas próximas partidas – ainda restam 37, em sistema de ida e volta – uma formação mais entrosada e competitiva.

Tupi 0 x 1 Goiás

Tupi: Glaysson, Filippe Formiga, Heitor, Hélder e Bruno Costa: Felipe Alves (Marcos Serrato), Recife (Henrique), Rafael Jataí, Jonathan e Thiago Silvy; Giancarlo (Michel Henrique). Treinador: Ricardo Drubscky.

Goiás: Ivan: Sueliton, Deivid, Anderson Salles e Jefferson; Wendel, William, Léo sena e Wagner (Daniel Carvalho); Murilo Henrique (Patrick) e Raphael Lucas (Cleo). Treinador: Enderson Moreira.

Árbitro: Gleidson Santos Oliveira BA
Assistente 1: José Carlos dos Santos BA
Assistente2: Paulo de Tarso Gussen BA

Gol: Cleo, aos 41 minutos do segundo tempo

RENDA: R$ 28.215,00
Público pagante: 1444 torcedores

 

 Rodada “goiana”

Nos outros dois jogos da primeira rodada da Série B, mais duas equipes goianas triunfaram, mas sobre times de São Paulo. Os resultados foram:

Vila Nova (GO) 3 x 1 Bragantino (SP)
Oeste (SP) 0 x 1 Atlético (GO)

 

Texto: Ivan Elias

Foto: Toque de Bola

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