07 nov 2015

Pepe, Ramon, Romualdo e Chiqueirinho: seleção da rodada do futsal na Tailândia é “made in Juiz de Fora”



Passado de sucesso em Juiz de Fora, presente de conquistas na Tailândia. As carreiras de Pepe, Ramon Pavão, Chiqueirinho e Romualdo apontam estas similaridades e relação dentro e fora das quadras. Os quatro jogadores passaram pelo futsal da Manchester Mineira, chegando a defender equipes como a AABB e Sport Club, e foram eleitos, por equipes diferentes, destaques individuais da penúltima rodada do Campeonato Tailandês de Futsal.

O portal Toque de Bola entrou em contato com os quatro atletas, que relembraram o início em Minas Gerais, destacaram profissionais das quadras juiz-foranas e relataram a vida no 20° país mais populoso do mundo.

Seleção da penúltima rodada da Thailand Premier League com os quatro mineiros

Seleção da penúltima rodada da Thailand Premier League: só o goleiro não atuou em Juiz de Fora

O início

Gratidão resume o sentimento do juiz-forano Ramon, de 26 anos, pelos clubes por onde passou: “A minha história no futsal de Juiz de Fora é fantástica! Comecei a jogar com 8 anos de idade. Passei pelo Olímpico, Sport , São Bernardo e AABB, e fui muito feliz nesses quatro clubes, onde criei amizades, ganhei títulos em todos eles e em todas as categorias por JF e região. Sou muito grato a esses quatro clubes!”, conta o jogador do Cat-FC, em sua primeira temporada na Tailândia, após defender o Xaxiense (SC).

Ramon atuando pela AABB

Ramon atuando pela AABB

Mais experiente e há cinco anos no país asiático, Pepe, 30, é teófilo-otonense, defende o Bangkok FC, time da capital tailandesa, e fez história em Juiz de Fora: “Joguei na Ciclo Dias, de Salinas, sempre contra JF e tinha amigos em comum, o Jonas, Edmar. Me indicaram para o Ivan Gal, treinador da AABB, e fui jogar lá através também do Marcelo, do Toninho e do Marcinho. Em JF disputei a Copa Panorama e fomos campeões, ganhamos de Ubá na semifinal e a final contra Ressaquinha”, rememorou.

Pepe em jogo na Tailândia: jogador está há cinco anos no país asiático

Pepe em jogo na Tailândia: jogador está há cinco anos na Tailândia

Quem também não esquece dos profissionais que fizeram parte da sua trajetória é Marcos Vinicius – o Chiqueirinho: “Joguei de 2007 a 2009 em Juiz de Fora, na equipe da AABB. Hoje agradeço a três grandes treinadores que foram fundamentais em minha trajetória no futsal: Bahia, Ivan Gal e Neto”, afirma o atleta de 30 anos, do ThaiPort, natural de São João Nepomuceno.

Romualdo, ou Roma, como é chamado, é cria do futsal de Visconde do Rio Branco, onde nasceu, se destacou, e acabou indo para a Manchester Mineira: “Depois de uma partida em que eu disputei pela minha cidade, fui convidado por um diretor para jogar no Tupynambás, onde comecei em JF. Depois fui para a AABB, onde fiquei a maior parte dos meus anos no futsal juiz-forano e ainda defendi a camisa do Sport Club, meu último time na cidade”, explicou o jogador de 28 anos do Siripatum/Sisaket.

Chiqueirinho (primeiro da esquerda) e Romualdo (segundo da esquerda)  ao lado de mais brasileiros na Tailândia

Chiqueirinho (primeiro da esquerda) e Romualdo (segundo da esquerda) ao lado de mais brasileiros na Tailândia

Professores

Ainda em contato com muitos dos responsáveis pelo crescimento em quadra, os atletas não deixaram de citar o nome de alguns profissionais: “Várias pessoas me ajudaram nessa caminhada. Quando cheguei em JF, meu treinador foi o Bahia, de São João Nepomuceno, onde aprendi muito, porém foi uma passagem breve. Depois foi o Ivan Gal, com quem tive o prazer de trabalhar vários anos e me ensinou muito. Mas não posso deixar de citar a comissão com que ele trabalhava, que tinha como preparador físico Jarbas Duque, excelente profissional, e que sou fã assumido, e o Dudu, treinador de goleiros, sem falar nos diretores Marcelo e Toninho, que dispensam comentários”, elogiou Roma.

“Em JF tive seis pessoas que foram fundamentais na minha vida com o futsal: Toninho e Marcelo, diretores da AABB nos quatro anos que estive lá, e Ivan Gal, Jarbas Duque, Eduardo Lemos e Túlio Franchini, que fizeram parte da comissão técnica, cruciais na minha formação como jogador”, relembrou Ramon.

Equipe vitoriosa da AABB em 2007 com Ramon, Chiqueirinho e Roma, além do preparador físico Jarbas Duque e do treinador Ivan Gal

Equipe vitoriosa da AABB em 2007 com Ramon, Chiqueirinho e Roma, além do preparador físico Jarbas Duque e do treinador Ivan Gal

A seleção

Para Roma, fazer parte dos principais destaques da rodada tailandesa é a confirmação de uma base bem realizada: “Poder representar todos na Liga de um outro país mostra um pouco da qualidade do trabalho que foi feito em JF. E que talvez, com um pouco mais investimento, Juiz de Fora pode ter uma posição de destaque no futsal nacional brasileiro”, opina.

Seguindo o pensamento do companheiro de liga, Pepe exaltou ainda a relação extra-quadra dos quatro atletas: “Estar na seleção da rodada, ainda mais com o Ramon, o Chico e o Roma, para mim é um prazer, uma honra. Foram três jogadores que joguei junto na AABB e Sport de Juiz de Fora. Jogadores de grandes potenciais e é sempre bom estar com os amigos, ainda mais na seleção da rodada. Apesar de sermos adversários, somos grandes amigos aqui em Bangkok. É um ajudando o outro, trouxemos a amizade de Juiz de Fora para cá”.

Além do significado coletivo, a conquista individual vale muito para jogadores como Chiqueirinho e Ramon, que acumulam mais eleições como craques da rodada: “Estou na Tailândia há três temporadas e conseguindo me consagrar esse ano sendo eleito um dos melhores da Liga. Podendo estar cinco vezes na seleção da rodada é uma recompensa pelo trabalho de longos anos e agradeço ao melhor preparador físico que trabalhei em Juiz de Fora, o Jarbas Duque, e o treinador Bahia, de São João Nepomuceno”, festejou Chiqueirinho.

“É uma felicidade sem tamanho, minha primeira temporada aqui, cheguei no segundo turno da Liga e logo na minha estreia fui para a seleção da rodada e agora na última estive novamente! Foi muito gratificante!”, comemora Ramon.

Equipe da AABB campeã dos Jimi 2008

Equipe da AABB campeã dos Jimi 2008 com Ivan Gal, Jarbas Duque, Ramon, Chiqueirinho e Roma

Futsal de respeito

“O futsal tailandês hoje é considerado a segunda potência do futsal asiático, ficando atrás apenas do Irã e junto com o Japão”, contextualiza Romualdo. E Pepe vai além ao destacar o nível do esporte praticado na Tailândia: “Sempre teve brasileiros, se não me engano jogam dez hoje. O Marcos e o Roma, inclusive, foram indicações minhas. O futebol tailandês aprendeu muito com um treinador da seleção espanhola que esteve aqui. Eles aprendem muito. É um futsal muito rápido, porque os tailandeses são baixinhos, então tem menos contato, mas de muita rapidez. E é bem disputado, são quatro, cinco times bons e os outros também complicam”.

Idioma? O problema é a culinária

Se você acredita que a maior dificuldade dos brasileiros é a comunicação, se enganou, de acordo com Pepe: “No início procurei aprender as coisas básicas principalmente no futsal. ‘Direita’, ‘esquerda’, ‘pressionar’. Mas foi tranquilo. A parte da alimentação que é complicada, os meninos sentem muito, porque na Tailândia a culinária é muito apimentada. Agora, o idioma na hora falamos um pouco de inglês, já falo um pouco de tailandês, mas basta você fazer seu trabalho em quadra, fazer gols, ajudar o time, porque essa é a linguagem do futebol, é universal. É estar bem sempre, fazer seu trabalho bem que superamos a linguagem em quadra!”.

 

Texto: Bruno Kaehler – Toque de Bola

Fotos: Arquivos pessoais/ Divulgação

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