21 jan 2015

Ultramaratonista juizforano campeão da BR 135 busca refazer passos de soldado grego em prova



O juizforano Marco Farinazzo, de 46 anos, é um super atleta. Vencedor da Ultramaratona Brazil 135 em 2009 e 2015, já disputou provas internacionais, quebrou recordes, passou um dia inteiro correndo e pretende disputar a prova que homenageia o surgimento da modalidade na Grécia. Em entrevista ao Toque de Bola, ele conta como são as disputas, os títulos conquistados e o maior desafio de sua carreira.

“Utramaratona são todas as provas acima de cem quilômetros e algumas acima de 50, mas de 42 quilômetros até cem são Supermaratonas e de cem para frente são Ultra. As Ultras são provas que exigem melhor preparação e estratégia do atleta, e tem essa característica de uma dosagem de força e velocidade durante o percurso. Tem dois tipos de provas: “no stop” é sem parada, larga e ganha quem chegar primeiro no fim do percurso. E também existem provas que possuem paradas, ai depende da organização e vence quem concluir no menor tempo”, explica Farinazzo.

Farinazzo (esquerda) na prova considerada mais difícil do Brasil, da qual saiu vencedor

Farinazzo (esquerda) na BR 135

Bicampeão da Ultramaratona BR 135, o atleta juizforano descreveu algumas das características que tornam a prova uma das mais difíceis do mundo, comparando inclusive à subida do Monte Everest: “A BR 135 faz parte do circuito mundial de ultra dificuldade. Junto dela estão às provas de Badwater no Dead Valley nos EUA e Arrowhead, etapa do gelo em International Falls (EUA), na divisa com Canadá, todas com 135 milhas. A característica dessa prova são as montanhas, que tem um desnível de 9500 metros acumulados, que é mais ou menos a subida do Monte Everest. Por isso é muito desgastante e precisa de um nível de preparação muito forte, um equilíbrio físico e mental do atleta, que exige muito”.

Farinazzo (direita) assumiu que a disputa da BR 135 não estava em seus planos, mas ainda assim conquistou o título

Farinazzo (direita) assumiu que a disputa da BR 135 não estava em seus planos, mas ainda assim conquistou o título

 

Currículo invejável 

Farinazzo possui um histórico impressionante repleto de conquistas: “Em 2006 foi quando venci a minha primeira ultra: uma prova de 84 quilômetros, duas maratonas em dois dias em Florianópolis, onde bati o recorde da prova. Em 2009, voltei a fazer ultra e venci a BR 135. Fui convidado para participar da Badwater, uma das provas mais difíceis do planeta, e fui o vencedor com o segundo melhor tempo da história do desafio. com 23h39min. Em seguida, fui para Arrowhead, etapa do gelo em International Falls (EUA), na divisa com Canadá. Essa foi muito difícil pra mim, pensei em desistir várias vezes por conta do frio e das dores, mas graças a Deus consegui terminar a prova. Depois venci uma prova de 160 quilômetros de três dias em Curitiba. Venci em 2011 as 24 horas da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) numa pista de atletismo em Resende. Em 2014 resolvi dar uma descansada para fazer a prova do Aconcágua, e durante a maratona ela foi interrompida por uma greve, e isso me desmotivou muito porque me preparei especificamente para ela. Então, no ano passado, me chamaram para participar da Brasil 135 novamente, não estava bem preparado, mas graças a experiência consegui levar a prova e chegar em primeiro” .

 

Juizforano comemora primeiro lugar na BR 135. Após prova no Sudeste brasileiro, Farinazzo passa o foco em disputas na Europa

Juizforano comemora primeiro lugar na BR 135. Após prova no Sudeste brasileiro, Farinazzo passa o foco em disputas na Europa

Busca de apoio na luta por um sonho

Para 2015 os projetos do juizforano são pautados na realização de um sonho: correr a maratona de Spartathlon, que foi projetada para recriar os passos do soldado Fidípides, que correu de Esparta até Atenas durante um dia e meio para avisar que os gregos haviam vencido a guerra. “O ano começou animador. Minha idéia de fazer a BR era me classificar para provas internacionais, apesar de ter boas provas no Brasil. Meu objetivo é participar de uma prova na Grécia, de 246 quilômetros, criada em 1986, que tem o mesmo percurso que um soldado há mais de 400 a.C. fez para avisar que as tropas tinham vencido uma guerra. Me convidaram também para uma prova em Portugal nos mesmo moldes da BR. Para essas duas preciso do apoio de patrocinadores, pois dependo de viagem e hospedagem” finalizou Farinazzo.

 

Texto: Guilherme Fernandes

Fotos: Tião Moreira

 


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