07 ago 2014

Van Gasse aos pequenos grandes talentos: “Sem educação, nada acontece”



Cerca de 30 jovens atletas, do projeto de extensão da  Escola de Formação de Futebolista da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tiveram uma oportunidade única na manhã desta quinta-feira, 7: receberam a visita, para uma palestra, do árbitro assistente – formado em Educação Física na instituição juiz-forana – Marcelo Van Gasse, que atuou recentemente na Copa do Mundo disputada no Brasil.

Van Gasse ao  lado dos garotos do projeto de extensão da UFJF e de Marcelo Matta

Van Gasse ao lado dos garotos do projeto de extensão da UFJF e de Marcelo Matta

 

 

 

O tema abordado por Van Gasse foi a necessidade de um novo atleta de futebol, o atleta com estudo, que saiba no campo respeitar torcida, árbitros, imprensa e companheiros de campo. E que fora dele tenha o mesmo comportamento com as pessoas, e que este novo atleta vai surgir com novas gerações: “Todos têm um sonho, o de vocês agora é ser um jogador de futebol, só que vocês não podem esquecer o outro lado, o lado da educação. Quando pensamos só em futebol, nós estamos dando um passo para trás, nós temos que fazer a coisa em conjunto, não adianta ser aqui um bom jogador e tratar a nossa família mal em casa, não ir bem na escola, não fazer certo as coisas normais”.

Logo após a palestra, o árbitro juizforano concedeu entrevista ao Toque de Bola. Abordado sobre ter sido o primeiro a utilizar a “Goal Line Technology” (Tecnologia da Linha do Gol, em tradução), em jogo do Mundial no Brasil,  ele comemora : “Naquele momento não conseguimos realmente ver se a bola entrou ou não, por ser um lance muito justo, e aí a tecnologia confirmou o gol e ninguém questionou a arbitragem, porque a tecnologia é precisa”.

Sobre o uso desta tecnologia no Brasil, existe a polêmica de se usar em determinado campeonato e em outro não, Van Gasse é bem claro: “A tecnologia é um pouco cara, com o tempo acredito que ela vai baratear, e aí é benéfico trabalhar com ela em todos os jogos, porque não é justo um jogo ter e o outro, não”.  Para ele, as imagens de TV só ajudam a arbitragem: “Um árbitro toma cerca de 180 a 200 decisões em um jogo, e acerta a maioria delas, quando se equivoca em uma situação e a TV mostra, todos têm que pensar que o jogador se equivoca, o goleiro, e por aí vai”.

Agora, Marcelo Van Gasse se prepara para mais uma participação importante: o jogo de volta pela final da Taça Libertadores da América, (na quarta-feira, 13, entre San Lorenzo, da Argentina, e Nacional, do Paraguai). Desde 1991, a decisão da competição sul-americana não contava com brasileiros na arbitragem. No jogo de ida, disputado nesta quarta-feira, 6, no Paraguai, o resultado foi 1 a 1.

 

 

Conversa com a garotada também teve momentos de descontração

Conversa com a garotada também teve momentos de descontração

  Com quatro meses, projeto já rende frutos

Logo após a palestra, o Professor Marcelo Matta falou mais sobre o projeto de extensão coordenado por ele. O projeto Escola de Formação de Futebolista da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid), da UFJF começou em abril, com duas faixas etárias, o sub-13 e sub-15. Os treinos ocorrem durante a semana e os jogos, aos finais de semana.

São selecionados jogadores de futebol com desempenho acima do normal, mas o coordenador explica: “Os meninos de destaque têm que ser desafiados, com nível alto coloco os atletas sempre em desafios, sendo assim eles têm uma evolução”. Outro critério fundamental para a inclusão do atleta no projeto é o atendimento aos estudos.
Para Matta, o despontar para uma carreira gloriosa pode ser somente uma consequência, em função de uma infraestrutura que se tem hoje que é de ponta, com treinamentos de alta qualidade e que estão ajustados com o que existe de mais atual nas teorias de desenvolvimento do jovem atleta. Mas ele adverte: “Esse sucesso não quer dizer que esse menino será um profissional e que irá brilhar. A partir do momento que vejo esse jovem atleta melhorar o seu comportamento extra-campo, com os pais, na escola, com os amigos, este menino para mim é um sucesso, o esporte ajudou fundamentalmente para ele se desenvolver”.

 

Texto: Thiago Amaral

Fotos: Toque de Bola


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