28 fev 2014

Após denúncia, cartola da CBV deixa o cargo mas garante que contrato é lícito



Antes do início dos playoffs da Superliga 2013/2014, a divulgação de um repasse financeiro vem sendo analisada e gerando desconfianças por todos que cercam esporte nacional. Marcos Pina, ex-superintendente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), é dono da SMP Logística e Serviços, empresa que está envolvida em uma polêmica com a entidade que comanda o vôlei no país. A SMP recebeu R$ 10 milhões da entidade pela “remuneração relativa aos contratos de patrocínios firmados entre a CBV e o Banco do Brasil”, ou seja, a companhia teria intermediado o acordo entre as duas partes.

No entanto, o Banco do Brasil, através da assessoria de imprensa, afirmou que o contrato foi firmado diretamente. Além disso, o acordo de patrocínio foi assinado em 19 de abril de 2012, quatro meses depois de SMP e CBV assinarem o “contrato de prestação de serviços de representação e assessoria comercial”.

Presidente da Federação Paranaense de Vôlei, Neuri Barbieri, foi o indicado para substituir Marcos Pina na superintendência da CBV. Neuri é o presidente da federação desde 1982 e ajudou o esporte em seu estado a ganhar destaque em nível nacional. A saída de Pina foi um pedido de Walter Larangeiras, presidente da entidade que comanda o voleibol no país.

Marcos Pina (à esquerda) possui 99% dos direitos da SPM, empresa que recebeu os R$10 milhões da CBV

Marcos Pina (à esquerda) possui 99% dos direitos da SPM, empresa que recebeu os R$10 milhões da CBV

O contrato entre CBV e SMP

O repasse de dinheiro da CBV para a SMP a título de “venda de patrocínio”, como está na primeira cláusula do contrato entre ambas, é realizado após a venda do patrocínio. De acordo com a cronologia do documento referente ao acerto, o texto do “contrato de prestação de serviços de representação e assessoria comercial” entre CBV e SMP afirma que o acordo foi “firmado em 1º de janeiro de 2012”. Um domingo.

Em sua cláusula oitava, fica estabelecido que qualquer outro acordo não previsto ali “deverá ser objeto de termo aditivo específico que fará parte integrante do presente contrato”. No dia seguinte ao domingo da assinatura do contrato, dia 2 de janeiro, um termo aditivo ao contrato é celebrado entre CBV e SMP, estabelecendo o pagamento da CBV para a SMP de 60 parcelas sucessivas a partir do segundo semestre daquele ano, “como remuneração relativa aos contratos de patrocínio firmados entre a CBV e o Banco do Brasil”. Remuneração para a SMP por um contrato assinado diretamente entre CBV e Banco do Brasil.

O contrato de cinco anos de patrocínio para o período entre 2012 e 2017 envolvendo Banco do Brasil e CBV só viria a ser assinado em 19 de abril de 2012, quatro meses depois de SMP e CBV assinarem o “contrato de prestação de serviços de representação e assessoria comercial”, e também o termo aditivo para recebimento de “remuneração relativa aos contratos de patrocínio firmados entre a CBV e o Banco do Brasil”, firmado entre elas num domingo.

De acordo com o aditivo do contrato, as 60 parcelas a serem pagas pela CBV para a SMP estão distribuídas em cinco partes de R$ 515.000,00 (quinhentos e quinze mil reais) sendo neste valor a primeira, a décima terceira, a vigésima quinta, a trigésima sétima e a quadragésima nona parcela. As 55 parcelas restantes têm o valor de R$ 135.000,00 (cento e trinta e cinco mil). No contrato, ainda consta a cláusula: “a partir da 12ª parcela, os valores acima são reajustados anualmente pela variação do IGPM”.

Total: dez milhões de reais. Pagos pela CBV para a SMP “como remuneração relativa aos contratos de patrocínio firmados entre a CBV e o Banco do Brasil”. Uma venda já realizada pelo Banco do Brasil para a CBV. E “firmado diretamente”, como afirma o Banco do Brasil.

O Banco do Brasil não revela o valor do contrato de patrocínio. No balanço da CBV de 2012, está indicada a entrada de R$ 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de reais) relativo a 2012. Mantido esse número, entre 2012 e 2017 o valor do patrocínio é de R$ 120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais). Desses, dez milhões vão para a SMP.

Marcos Pina afirma que contrato de sua empresa com a CBV é lícito

Um dia após ter renunciado ao cargo de superintendente-geral da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Marcos Pina afirmou à TV Globo que o contrato da SMP com a CBV foi assinado em 2012, quando ele não era funcionário da entidade. Ele disse ainda que o contrato é lícito, foi avaliado por auditoria externa, aprovado e consta no balanço da CBV.  Segundo denúncias feita por reportagens da ESPN Brasil, a SMP, empresa do agora ex-dirigente, tem um contrato para gerir toda a verba de patrocínio que a entidade recebe do Banco do Brasil.

Pelos termos do documento, a SMP receberia da Confederação R$ 10 milhões ao fim do contrato de cinco anos. O Banco do Brasil, através de sua assessoria de imprensa, informou que o contrato de patrocínio foi fechado diretamente com a CBV e não tem relação com a SMP. O banco solicitou esclarecimentos sobre as denúncias. A entidade confirmou que fazia as negociações diretamente com o banco e disse que está apurando os fatos.

Atendendo a um pedido da CBV, Pina colocou seu cargo à disposição. Neuri Barbieri, presidente da Federação Paranaense de Vôlei desde 1982, foi indicado como substituto.

Texto com informações da ESPN e do globoesporte.com

Foto: CBV


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