28 set 2013

Juiz-foranos brilham no Brasileiro de Trampolim



Hugo Santhiago Lopes e Luiza Magella, estes com  medalhas de ouro, e mais atletas de Juiz de Fora brilharam no Campeonato Brasileiro de Ginástica de Trampolim, disputado em Goiânia, dos dias 18 a 21 de setembro. A competição envolveu duas categorias: Júnior (com atletas de 13 a 17 anos) e a elite (acima de 18).

A equipe do técnico Déber Zambelli contou com quatro atletas, e viu Flanciane Silva conquistar a medalha de prata na elite do duplo minitrampolim. Já as ginastas Alice Spinelli, Cássia Delgado e Gabriela Volpato conquistaram a medalha de bronze por na competição por equipe.

A equipe do Colégio Stella Matutina, coordenada pelo professor Wanderson Zambelli, sagrou-se vice-campeã no aparelho tumbling masculino, da categoria elite. Hugo Santhiago Lopes conquistou a medalha de ouro e Thiago Romão (seis vezes campeão brasileiro) foi bronze. Luiza Magella conquistou ouro no aparelho duplo minitrampolim, também pela categoria elite. Já pela categoria Júnior, Luiz Vieira foi prata no aparelho tumbling.

O coordenador da equipe do Stella Matutina, Wanderson Zambelli destacou as conquistas dos juiz-foranos, pela dificuldade da competição. “É uma competição por categoria, o que é muito difícil, porque tem exigências nas séries, não é qualquer série que se pode fazer, diferentemente de uma competição por idade, em que as sequências são livres”, afirma.

Pódio voltando de lesão

Hugo Santhiago Lopes foi campeão no tumbling, depois de ficar seis meses parado.

Hugo Santhiago Lopes foi campeão no tumbling, depois de ficar seis meses parado.

Bicampeão mineiro e duas vezes vice-campeão brasileiro, Hugo Santhiago Lopes, 20 anos, teve que se superar para conquistar seu primeiro ouro no campeonato nacional, em Goiânia. O atleta contou que teve uma contusão séria antes da competição, que o parou por seis meses e por isso teve que ir devagar com os treinamentos.

“Eu tive uma lesão séria no ombro, fraturei o úmero em 30%, fraturei ligamento, foi algo bem sério. Eu treinei em Juiz de Fora só umas duas semanas antes e cheguei lá com um pouco de medo, porque eu não conseguia ainda fazer todos os movimentos que eu fazia anteriormente. Então eu resolvi fazer uma sequência não tão difícil, uma série um pouco mais segura, mas com execução alta, para tentar chegar à final. Passei na classificatória e na final competi muito bem, não cometi nenhum erro e consegui o ouro”, contou Hugo.

Três anos depois

Luiza Magella, 18 anos, já havia sido campeão brasileira, em 2007 no Rio Grande do Sul. Ela destaca a importância da conquista, depois de ter ficado três anos sem disputar qualquer competição. Para ela, aos poucos o esporte tem recebido mais incentivo.

“Tem nem explicação voltar depois de três anos e já ganhar medalha, acho que é muito importante para mim como atleta e ver que a ginástica está crescendo, ainda falta um pouco de incentivo, mas eu acho que já melhorou bastante, estão incentivando muito as categorias de base e nós, como atletas, ficamos muito felizes”, disse Luiza.

Estrutura de treinamento

Apesar dos bons resultados no Campeonato Brasileiro, Wanderson Zambelli afirma que a estrutura para os treinamentos não é a ideal. “Além do Stela, temos uma pista em que a gente treina lá no Aeroporto. Exige deslocamento, são garotos e garotas que estudam, o Thiago, que já é professor, trabalha, então é difícil  conciliar”, conta Zambelli.

Tiago Romão é um dos ginastas que possuem bolsa-atleta, programa do Governo Federal que garante renda mensal a atletas que se destacam em modalidades olímpicas e paralímpicas. Segundo Zambelli, para os atletas com bolsa, participar das competições é obrigação, mas para os outros depende do dinheiro investido pelos pais.

“O pai que se dispõe, que gosta de esporte, que acha que valoriza, que o esporte é bom pro filho, patrocina, os pais mesmo pagam. A gente sabe que é difícil conseguir patrocínio, agora tem o bolsa-atleta que facilita a vida de alguns, mas fora isso é complicado”, explica Zambelli.

Mundial

Após o Campeonato Brasileiro, três atletas de Juiz de Fora, Alice Spinelli, Priscilla Gollner e Luísa Vieira se preparam agora para a disputa do Campeonato Mundial, que será realizado, em Sofia, na Bulgária, de sete a dez de novembro.

Texto: Mari Sequeto

Fotos: Arquivos Pessoais


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