12 abr 2012

No Engenhão, Boca é mortal e devolve derrota ao Fluminense



Juiz de Fora (MG), 12 de abril de 2012

O Fluminense entrou em campo, nesta quarta-feira, sabendo que uma vitória o deixaria muito perto de ter a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Caso vencesse, precisaria apenas de um empate na última rodada para garantir vantagem em todos os duelos da fase decisiva. A situação empolgou os tricolores que lotaram o Engenhão. 36.263 pessoas estiveram presentes no estádio para apoiar o time. Mas o resultado deixou os tricolores desapontados. Sem criatividade, o time carioca foi vencido por um Boca Juniors pragmático, que se aproveitou das falhas da defesa rival para construir a vitória por 2 a 0 (gols de Cvitanich e Sanchez Miño).

A derrota, com direito a pênalti perdido por Rafael Moura no fim, pôs fim aos 100% de aproveitamento do Fluminense na competição. Até o jogo desta quarta, a equipe tinha vencido os quatro jogos disputados no torneio, inclusive o duelo contra o Boca na Bombonera.

Com o resultado, o Boca garantiu a vaga na próxima fase, já que chegou aos 10 pontos e não pode mais ser alcançado por Arsenal de Sarandí-ARG (6) e Zamora-VEN (1). O time argentino buscará na última rodada o primeiro lugar do grupo, que hoje pertence justamente ao Fluminense. O Tricolor está com 12 pontos e tem agora a segunda melhor campanha geral (perde no saldo de gols para o Vélez Sarsfield-ARG).

Na próxima rodada, o Fluminense vai até a Argentina enfrentar o Arsenal de Sarandí. O Boca, por sua vez, busca a vitória contra o Zamora-VEN. Os dois jogos serão disputados no dia 18, às 19h30m (horário de Brasília).

O Fluminense começou o jogo empolgado e empurrado por sua torcida. Ficava com a bola mais tempo e procurava mais o ataque. Mas do outro lado o adversário era o Boca Juniors. Mesmo não sendo mais aquele bicho papão, o time argentino mostrou porque ainda impõe respeito. Mesmo sem dominar a partida, não se encolheu em campo e tentou nos poucos ataques que teve chegar ao gol.

E quase conseguiu em uma falha da defesa tricolor. Santiago ficou sozinho na entrada da área, mas chutou para longe. O Fluminense não se abateu e foi para cima. Deco deu lindo cruzamento para Fred, que matou a bola no peito e chutou cruzado. O goleiro, entretanto, conseguiu defender com a ponta do pé. O camisa 9 teve outra chance após boa jogada de Wellington Nem pela direita. O jogador driblou três e tocou para o meio, mas a zaga argentina chegou travando o chute do artilheiro tricolor.

Apesar de não chutar muito, o Fluminense se mantinha rondando a área do Boca e tentava chegar ao gol. Mas a defesa resolveu falhar mais uma vez e o time argentino chegou ao gol. Depois de uma bola chutada pela zaga do Boca, Leandro Euzébio cabeceou para o meio da área e deu a bola no pé de Cvitanich. Diguinho ainda tentou o segurar, mas já era tarde. Chute forte e silêncio no Engenhão.

O restante do primeiro tempo foi um jogo de ataque contra defesa. O Fluminense tentou de todos os jeitos penetrar a defesa do Boca, mas só o conseguiu em um boa jogada de Nem, que cruzou para Fred, na cara do gol. A cabeçada, entretanto, saiu fraca e o goleiro adversário conseguiu mandar para fora.

O segundo tempo começou exatamente como o primeiro. O Fluminense seguiu com mais posse de bola, mas com dificuldade em criar boas jogadas. O Boca tentava ampliar nas bobeadas que a defesa tricolor dava. Em uma delas, Cvitanich quase fez o segundo, após boa jogada de Chávez. Com o resultado nas mãos, o time argentino passou a gastar mais tempo em reposições de bola e substituições.

O Fluminense parecia anestesiado em campo. Mesmo com a bola no pé e com a torcida empurrando, o time não tinha criatividade para ameaçar o gol rival. Coube a Deco, o melhor em campo, protagonizar os melhores lances para o Tricolor. Primeiro, deu um bom passe para a área e encontrou Thiago Neves livre. O meia girou e bateu colocado, mas o chute saiu fraco e fácil de defender. Depois, cobrou uma falta de longe e assustou o goleiro do Boca.

Os dois times pareciam mesmo querer fazer uma reprise do primeiro tempo. Mais uma vez, mesmo com mais domínio, o Fluminense falhou na defesa e viu o Boca chegar ao gol. Mouche recebeu na entrada da área, pela direita, e cruzou para o segundo pau. A defesa tricolor deixou a bola passar até chegar aos pés de Sanchez Miño. Sem dificuldade, o volante aumentou para o Boca.

O gol esfriou de vez a torcida tricolor e fez com que o espanhol passasse a ser a língua oficial das músicas cantadas no Engenhão. E elas aumentaram ainda mais de tom quando Wellington Nem foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. Rafael Moura, que entrou no lugar de Fred, que estava com dores, bateu mal e o goleiro defendeu. Foi o balde de água fria para a tentativa de reação tricolor no final.

Timão joga em “casa” no Paraguai

Por um dia, o Pacaembu se mudou para Ciudad del Este, no Paraguai. E, como não costuma perder oportunidades “em casa”, o Corinthians está nas oitavas de final da Taça Libertadores. Com imensa maioria nas arquibancadas do estádio 3 de Febrero e em uma noite com o ataque funcionando precisamente, o Timão venceu o Nacional-PAR por 3 a 1, nesta quarta-feira, e se garantiu no mata-mata com uma rodada de antecedência.

Parte do resultado foi construído por dois jogadores que tiveram a confiança do técnico Tite para retornarem à equipe após lesões. Jorge Henrique, ausente por três partidas em virtude de dores na coxa esquerda, foi decisivo novamente ao abrir o placar em um primeiro tempo muito disputado.

Já Emerson, fora do último jogo por dores no tornozelo esquerdo, confirmou a grande fase que vive e anotou o segundo. Peralta descontou de “meia-bicicleta”, acabando com a invencibilidade de 409 minutos da defesa alvinegra, mas Elton fez o terceiro no minuto seguinte e findou qualquer esperança paraguaia de reação.

O Corinthians parte agora em busca do primeiro lugar do Grupo 6 e espera para conhecer seu adversário nas oitavas. O Timão tem 11 pontos, três a mais do que o Cruz Azul-MEX e precisa de um simples empate contra o eliminado Deportivo Táchira-VEN, na próxima quarta-feira, às 22h, em São Paulo – o Nacional também está fora. Pelo Paulistão, encara a Ponte Preta, domingo, às 16h, em Campinas, pela última rodada da fase de classificação.

O Corinthians mostrou em pouco tempo que não se contentaria apenas em jogar para empatar, resultado que o classificaria para as oitavas. Ofensivo e usando a velocidade como uma de suas armas, o Timão criou, chegou com facilidade ao ataque, mas se abriu e permitiu que o Nacional também levasse perigo. Pesou a maior qualidade técnica para que os brasileiros fossem para os vestiários em vantagem.

Com a necessidade de vencer para seguir na briga, os paraguaios arriscaram bastante com o lateral-direito Mazacotte. Foi por lá que partiu o cruzamento certeiro para Rodrigo Teixeira cabecear perto da trave. O problema fez Tite colocar Jorge Henrique para ajudar Fábio Santos na marcação. O atacante, porém, quase entregou de presente o primeiro gol. Julio Cesar salvou em chute de Riveros.

Apesar dos sustos na defesa, o Corinthians esteve melhor em campo. Liedson perdeu grande oportunidade de frente para o goleiro Don, que ainda parou Danilo no rebote na pequena área. O gol parecia mais próximo do Alvinegro e veio aos 29 minutos. Jorge Henrique recebeu de Danilo pela esquerda e chutou. A bola passou entre as pernas de um marcador e entrou no canto direito do camisa 1 paraguaio.

O Timão diminuiu o ritmo com a vantagem e passou a esperar o adversário em seu campo para explorar os espaços. O Nacional perdeu força pela direita, mas ainda assim quase empatou no fim. O zagueiro Miranda cobrou falta de muito longe, a bola encobriu Julio Cesar e carimbou o travessão.

O segundo tempo mudou o jogo. O Corinthians diminuiu os espaços e dominou o Nacional até com certa facilidade. O segundo gol veio logo aos cinco minutos. Edenílson tabelou com Danilo, e a bola sobrou na entrada da área para Emerson. O Sheik driblou em velocidade o goleiro e tocou para as redes. Golaço!

O Nacional foi obrigado a procurar o ataque para reagir. Mas, quando finalmente se arriscou, Mazacotte parou em grande defesa de Julio Cesar já dentro da área. O goleiro voltou a salvar pouco tempo depois, contudo, não conseguir fazer milagre. Em rebote na área, aos 24, Peralta descontou de “meia-bicicleta”.

A reação paraguaia acabou no minuto seguinte. Em jogada de Paulinho, Emerson dividiu com o goleiro na área e a bola sobrou livre para Elton apenas empurrar para a meta e assegurar a classificação. O sonho corintiano de, enfim, conquistar a América está cada vez mais vivo.

Informações: www.globo.com


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