02 out 2011

Técnico Ricardo Drubscky destaca conjunto ‘sem estrelinhas’ do Tupi



Juiz de Fora, 2 de outubro de 2011

O Tupi conquistou uma classificação heróica na tarde deste sábado, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. A vitória por 4 a 2 sobre o Volta Redonda foi a conta certa para colocar o Galo nas quartas de final. Festa nas arquibancadas para os 3.594 presentes. Festa também no gramado entre os jogadores e comissão técnica carijó. Confira os depoimentos colhidos pelo Toque de Bola logo após o apito final.

Chrys: autor do primeiro gol do Tupi

Como é marcar um gol em uma partida tão decisiva como essa?

“Convocamos o torcedor nesta semana, por isso temos que parabenizar essa torcida. Eles acreditaram na nossa classificação. Tivemos situações adversas, o tempo todo correndo atrás, mas esse grupo está de parabéns pela luta”.

Marcel: um guerreiro do meio-campo

Você já tinha vivido uma virada como essa jogando pelo Tupi?

“Contra o Fluminense de Feira de Santana, em 2009, jogamos para disputar o acesso e foi como hoje. Eles fizeram dois gols e nós precisávamos de quatro. Conseguimos novamente. Tupi é isso, é raça, é guerra, nenhum jogo é fácil para a gente e vai continuar sendo assim”.

Allan: marcou no reencontro com a torcida

Você havia me dito que estava doido para marcar novamente com a camisa do Tupi. Conseguiu…

“É verdade. E comentei também com você que no outros times que passei eu não consegui marcar contra o Tupi. Fico feliz em poder voltar e ajudar marcando o gol que a gente estava precisando”.

Henrique: autor do gol da classificação

Como foi marcar o gol da classificação?

“Muita luta. Está todo o grupo de parabéns. Hoje, fomos uma família. Foi uma luta constante. Graças a Deus, com muita garra e determinação, saímos vitoriosos. Não poderia ter outro vencedor a não ser a equipe do Tupi”.

Uma classificação sofrida como essa dá mais força para o restante da competição?

“A equipe batalhou muito, lutamos durante toda a partida. Isso fortalece o time junto com a torcida. O Tupi é o grupo de jogadores e torcida. Dessa forma vamos chegar longe”.

Luciano Ratinho: capitão carijó

Quais foram as virtudes para o Tupi conseguir essa virada?

“Em momento algum a equipe desistiu, até mesmo quando tomou o segundo gol. O time mostrou profissionalismo, personalidade, confiança. Essa vitória vai dar ainda mais confiança para o restante da competição”.

Wesley Ladeira: autor de um golaço

Que golaço, Ladeira! Você já havia feito gol semelhante?

“Deus me abençoou para estar no momento certo na hora certa. Foi o meu primeiro gol como profissional e em uma classificação como essa, aguerrida. A gente está bem encaminhado na busca ao acesso”.

E esse voleio que você acertou, que lembrou o do Edmilson na Copa de 2002, você costuma treinar essa jogada?

“A gente sempre faz esse tipo de jogada no rachão”.

Entrevista coletiva com Ricardo Drubscky: comandante alvinegro

A torcida pode acreditar no acesso este ano?

“A gente acredita que, sim. As equipes são muito iguais. Foi um jogo carregado de emoção, mas eu diria que 80% da partida foi nosso. Os quatro gols que fizemos e mais algumas importantes jogadas em que poderiam sair gols foram trabalhadas, com mudanças de flancos e chegando em condições de finalizar. Não teve nenhum gol de bola metida na área, no abafa. É sinal que esta equipe está buscando o seu equilíbrio, não está pronta ainda, mas está buscando o seu equilíbrio. Em nenhum dos dez jogos que fizemos até agora jogamos recuados. Sempre buscando dominar o jogo, controlar as ações”.

Os jogadores que entraram mudaram a história do jogo…

“Eu fui feliz. É um grupo simples, de personalidade, mas que não tem nenhuma estrelinha, nenhum jogador vaidoso. São jogadores muito simples e buscando um lugar ao sol. Todos ficam vibrando no banco, querendo participar… Os treinamentos da semana são treinos maravilhosos e de muita entrega. Temos um grupo homogêneo nas mãos. Então, a gente leva para campo os jogadores sem preocupação. Um dia entra o que está um pouco melhor, no outro a gente já muda. Mas, de maneira geral, todos têm ajudado a equipe”.

O que passou pela sua cabeça quando o Volta Redonda fez o segundo gol?

“Ih, foi pro saco. Foi o que passou na minha cabeça, na do torcedor… Mas, a gente que está ao lado da equipe há quase quatro meses, tinha algo a mais que nos fazia acreditar.  O time não ficou atordoado em campo, e o gols foram saindo e fomos acreditando cada vez mais”.

Um duelo também dos treinadores. O Dário Lourenço lançou o Jhonattan e acabou conseguindo a virada. Depois você mexeu no time, colocando o Henrique, o Jefferson, o Michel…

“O Henrique foi decisivo hoje. No intervalo, um repórter me questionou a mudança, já que o Felipe está muito bem. Troquei porque o Felipe estava sentindo a mão, sentindo o estômago, e não estava conseguindo realizar as jogadas que ele costuma fazer. Não via problema nenhum em pôr o Henrique porque eu o conheço. Não bastassem as jogadas que fez, ainda fez um gol importante. O Michel entrou bem, apesar do pouco tempo. O Jefferson também, que consegue segurar dois ou três jogadores. É um grupo que me dá muita segurança para escalar”.

Tupi: Rodrigo; Felipe Cordeiro (Henrique), Silvio, Wesley Ladeira e Augusto; Denílson (Michel), Marcel, Vitinho (Jefferson) e Luciano Ratinho. Técnico: Ricardo Drubscky.

Volta Redonda: Mauro; Renan, Fernando Lombardi, Leonardo Gonçalves e Tiago Costa; André Alves, Leandro Paraná (Audren), Donizete (Jhonattan) e Glauber (Sampson); Luizinho e Vinícius Mineiro. Técnico: Dário Lourenço.

Reportagem: Thiago Stephan


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