27 jul 2011

Ciclismo: Tour do Rio passa pela BR-040



Rio de Janeiro (RJ), 27 de julho de 2011 

Com oito equipes internacionais e onze nacionais, maior prova de ciclismo de estrada da América Latina dá a largada trazendo ao país a bandeira do´bike friendly´, conceito contemporâneo que já é realidade em grandes centros urbanos.

O Tour do Rio é uma competição de ciclismo que acontece no Estado do Rio, desta quarta-feira,  27, a domingo, dia 31. A primeira edição foi no ano passado. E a deste ano já chega com o status de maior prova internacional de ciclismo de estrada da América Latina, com distribuição de R$ 200 mil em premiação. Participam 11 equipes nacionais e oito internacionais, duas a mais do que em 2010.

Os atletas vão percorrer cerca de 800 quilômetros, num cenário de montanhas, praias e reservas naturais, passando por Angra dos Reis, Volta Redonda, Três Rios, Teresópolis, Rio das Ostras e Rio de Janeiro. Apesar de ser novidade no circuito mundial de competições de ciclismo, o Tour do Rio conquistou prestígio.

A competição agora determina as equipes nacionais que vão participar de provas lá fora. E a pontuação também influencia na classificação dos atletas para as Olimpíadas de Londres, em 2012. ”Ao passar por seis cidades do nosso estado, o Tour do Rio vai fazer a população já entrar no clima olímpico. Iniciativas como estas aproximam os brasileiros entusiastas de esportes que, no nosso país, não têm tanta tradição, mas que são a cara do Brasil, do estilo de vida no Estado do Rio. O ciclismo é um deles”, exalta o Governador Sérgio Cabral.

 Além do Esporte

Imagine uma cidade assim: ruas com trânsito fluindo em todos os sentidos, sem retenções nas principais vias de acesso. Ao invés dos engarrafamentos, cantados em jargões todo santo dia pelos noticiários aéreos, gente indo e vindo de bicicleta, por ciclovias interligadas. E carros, ônibus e bikes dividindo esse ir e vir, com respeito e segurança.

Boa parte do mundo está atrás dessa fórmula perfeita. Inglaterra, França, Holanda, Alemanha, Suécia e Colômbia são exemplos de países que aderiram à onda ´bike friendly´ e adotaram medidas radicais para tirar das ruas o maior número de carros possível e, ao mesmo tempo, induzir o uso de bicicletas. Em Amsterdam são ao todo 700 mil bikes em circulação, o que representa 50% do tráfego.

Em Paris, o governo disponibilizou 10 mil bicicletas em 750 pontos de locação, com o intuito de, até 2020, reduzir em 40% o número de automóveis. Berlim investiu pesado: elevou o preço dos combustíveis e gastou 2,5 milhões de euros em ciclovias que se conectam às estações de trem e terminais de ônibus, além de construir três mil estacionamentos para bicicletas.

Londres lançou o programa “London Bicycle Master Plan Study”, um conjunto de medidas para incentivar e gerar condições ideais para o uso das bikes. Estocolmo tem 40 grandes estações de bicicletas espalhadas pela cidade. E Bogotá gaba-se de ser hoje a dona da maior ciclovia da América do Sul, com 300 quilômetros. Trocando em miúdos, a bicicleta é, em termos mundiais, a estrela dos tempos verdes: não polui, não depende de combustível, significa saúde, bem-estar, contato com a natureza. E figura como talvez a única solução para reverter a iminente inviabilidade dos centros urbanos.

A linha de chegada do Tour do Rio, competição de ciclismo que acontece no Estado do Rio entre 27 e 31 de julho, está localizada justamente aí, nessa equação contemporânea: sintonizar na frequência ‘bike friendly’. “Queremos ajudar a trazer para o Brasil a cultura de bicicleta. Isso é muito sério. Se não trabalharmos a cultura, não adianta. Não acredito em projetos que copiam o que se faz lá fora sem antes passar pela conscientização em todos os níveis. Na Europa, a cultura de bicicleta é uma realidade há muito tempo”, diz Luísa Jucá, diretora da Conexão, empresa organizadora do evento.

A primeira edição do Tour do Rio aconteceu no ano passado. Neste segundo ano, a competição já carrega o status de maior prova internacional de ciclismo de estrada da América Latina. Os atletas – 19 equipes profissionais, sendo 11 nacionais e oito internacionais – percorrem cerca de 800 quilômetros, num cenário de montanhas, praias e reservas naturais, passando por Angra dos Reis, Volta Redonda, Três Rios, Teresópolis, Rio das Ostras e Rio de Janeiro. Por onde passam, deixam lições. “O conceito do Tour do Rio agrega muitos valores: meio ambiente, transporte, sustentabilidade, turismo…”, comenta Jucá.

Enquanto os ciclistas pedalam, de fato, muita coisa acontece. A bandeira do Tour do Rio esse ano é a educação no trânsito. Ou seja, a conscientização de que bicicletas são veículos e estão inseridas nas leis das ruas. Legalmente, o carro é obrigado a se manter a um metro e meio de distância do ciclista. E a preferência é sempre do veículo menor. “Temos que obrigar o cumprimento da lei. A lei existe aqui, como existe nos países desenvolvidos. E tem que ter caráter educativo e punitivo. O ciclista é trânsito; bicicleta é veículo. Nos EUA e na Europa, os carros andam longe das bikes. Por que? Porque a lei é extremamente punitiva lá fora”, comenta Jucá.

A organização do evento preparou cartilhas, que serão distribuídas nas escolas públicas das cidades por onde passa o Tour do Rio. Dentro do pacote ‘Educação, Saúde e Sustentabilidade’ da competição estão várias iniciativas. Entre elas, o ‘Adeus Rodinhas’, que antecede a passagem dos atletas. É uma brincadeira de criança, com objetivo de gente grande: despertar na meninada a importância do uso da bicicleta como meio de transporte e ensinar a elas as regras para se sair por aí de bike.

Workshops acontecerão nas seis cidades. “Fazemos um trabalho que chamamos no ciclismo de 3K. Trinta quilômetros por hora é a velocidade média que o ciclista anda na rua. No circuito que montamos, aprende o motorista, o pedestre, o ciclista, as crianças”, diz Jucá. Outro foco do Tour do Rio é o meio ambiente: 200 árvores frutíferas serão plantadas na capital e em cada um dos cinco municípios fluminenses, para neutralização do carbono emitido pela competição.

“As cidades recebem mais de 600 pessoas, entre equipes e organização. Como são lugares pequenos, você mobiliza tudo, a rede hoteleira, os restaurantes, o comércio”, comenta a produtora. “Acho que posso dizer que atuamos em todas as frentes: turismo, conscientização, sustentabilidade, transporte, lazer”. E, claro, esporte. No segundo ano de vida, o Tour do Rio já alça voos altos, figurando entre as principais provas de ciclismo do mundo.

O número de equipes internacionais pulou de seis para oito. E a competição determina as equipes nacionais que vão participar de provas lá fora. A pontuação no Tour do Rio influencia também na classificação dos atletas para as Olimpíadas de Londres, em 2012.

As cidades ao longo do circuito agradecem pela passagem de tal caravana. “No ano passado, a competição agitou a cidade, aumentando em mais de 20% a taxa de ocupação dos hotéis”, diz Daniel Santiago, presidente da TurisAngra, órgão responsável pelo turismo de Angra dos Reis.

Para o prefeito Tuca Jordão, o alcance é maior: “É extremamente importante para Angra fazer parte do contexto que envolve a realização de eventos esportivos de grande porte, principalmente em função dos jogos olímpicos de 2016”. A organizadora do evento pensa além: “Estamos estabelecendo uma parceria com o Instituto E, ligado à Osklen, para uma campanha de sustentabilidade. Vamos fazer camisetas, roupas bacanas, com o ciclismo como mote. Andar de bicicleta tem que virar moda”.

  TOUR DO RIO 2011 em números

11 Equipes Nacionais: 128 atletas e dirigentes

8 Equipes Internacionais: 72 atletas e dirigentes

R$ 200.000,00 em premiação

20 hotéis ao longo do percurso e 500 quartos ocupados

5.805 Refeições

36 carros, 20 vans, 2 caminhões de prova, dois caminhões de estrutura, duas UTIs móveis e 40 motos compõem a caravana Tour do Rio

600 pessoas, entre atletas, equipes de produção e apoio, viajam com a caravana.

783 km de percurso

Percurso

Principal volta ciclística da América Latina, o Tour do Rio teve largada na manhã desta quarta, 27, na Praça do Ó/Barra da Tijuca.

Participam 17 equipes, entre nacionais e estrangeiras, que percorrerão 813km por serra e mar do Estado do Rio. Com premiação de R$ 200 mil, a maior do país na modalidade, o Tour do Rio reunirá a elite do ciclismo brasileiro.

A largada foi às 9h em direção a Angra dos Reis, passando pela estrada Rio-Santos (BR 101). Serão cerca de 150km de pedaladas diárias para os cerca de 100 atletas de elite que participarão da prova. Os municípios que fazem parte do percurso do Tour do Rio 2011 são: Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Volta Redonda, Três Rios, Teresópolis e Rio das Ostras.

A chegada no Rio de Janeiro, depois de cinco dias de prova, será no dia 31/7 (domingo) às 11h na Quinta da Boa Vista.

Texto e informações: Assessoria de Imprensa Esportiva – TOUR DO RIO 2011 – www.tourdorio.com.br; 

 


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