05 mar 2011

Tupynambás: cem anos de história



 

A velha guarda baeta: 01 - Mauro Horta/ 02 - José Paiz Soares/ 03 - Luiz Brant Horta/ 04 - Victorio Turolla/ 05 - Elias José Feres / 06 - Manoel Gomes Pereira/ 07 - Antônio Esperidião França/ 08 - José Oceano Soares/ 09 - Paulo Schmitz/ 10 – Valdemiro/ 11 - Lessa (Foto: Arquivo Pessoal Oddone Turolla)

A velha guarda baeta: 01 - Mauro Horta/ 02 - José Paiz Soares/ 03 - Luiz Brant Horta/ 04 - Victorio Turolla/ 05 - Elias José Feres / 06 - Manoel Gomes Pereira/ 07 - Antônio Esperidião França/ 08 - José Oceano Soares/ 09 - Paulo Schmitz/ 10 – Valdemiro/ 11 - Lessa (Foto: Arquivo Pessoal Oddone Turolla)

 

Juiz de Fora (MG), 5 de março de 2011

Em 2011, o Baeta vai entrar para o seleto grupo de clubes centenários do Brasil. Foi no distante dia 15 de agosto de 1911 que Bruno Toschi, Remos Toschi, Dante Zanetti, Albeto Setta, Sebastião Taucci, Jorge Miguel, Horácio Antunes, Paulo Tirapani e Edmundo Benedicto fundaram o Tupynambás Futebol Clube. No ano seguinte, 1912, aconteceu a primeira partida oficial. O adversário não poderia ser outro: o Tupi. Nascia o clássico TuxTu. O jogo terminou empatado, com Sebastião Taucci marcando o primeiro gol da história do clube.

A primeira competição oficial de Juiz de Fora data de 1918, quando o Baeta foi vice-campeão, perdendo a decisão para outro rival histórico: o Sport. Mas, no ano seguinte, deu Leão na cabeça, assim como em 1920, o que fez do Tupynambás o primeiro bicampeão da competição regional. Ao todo, o Alvirrubro conquistaria 11 títulos, sendo o último em 1966. Um dos títulos mais marcantes conquistados pelo Leão foi o de 1934. A comemoração foi na Confeitaria Fluminense, então situada na Rua Halfeld, onde hoje ficam as Lojas Americanas (foto acima).

Oddone Turolla observa a foto da comemoração do título de 1934, a mesma que aparece acima

O primeiro campo do Baeta ficava na Rua Bernardo Mascarenhas, no Bairro Fábrica, onde hoje fica o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, o antigo Colégio Técnico Universitário (CTU). Posteriormente foi adquirido o terreno no Bairro Poço Rico. Diferentemente de outros clubes da cidade, o Baeta não teve nenhuma ajuda da Prefeitura. Pelo contrário, ainda perdeu parte do terreno às margens do Rio Paraibuna, conforme explica o comerciante Oddone Turolla, ex-dirigente do Tupynambás, no arquivo Áudio 1, ao final da matéria.

A construção da casa

Em 1950, após grande esforço de “baetas ilustres”, ficava pronto o Estádio José Paiz Soares, que levou o nome do então presidente do clube e um dos idealizadores do projeto. A mobilização foi relatada pelo jornalista e radialista Mário Helênio durante sua entrevista ao Museu da Imagem e do Som da Funalfa, em 1990. A inauguração do estádio foi marcada pelo duelo entre Tupynambás e Corinthians, vencido pela equipe visitante por 5 a 3.

Confira o depoimento de Mário Helênio em Áudio 2.

Futebol em queda

Em 1969, o Tupynambás participou do Campeonato Mineiro pela primeira vez. Para isso, foi obrigado a se desligar da Liga de Desportos de Juiz de Fora. Segundo Turolla, neste ano teve início a queda do futebol baeta, já que os custos para a disputa da competição estadual eram muito altos. Em 1983 e em 2007 o time do Poço Rico disputou a Segunda Divisão do Futebol Mineiro, não conseguindo o acesso. Em 2009, tentou participar novamente, mas questões burocráticas impediram a participação. Entre os principais jogadores que vestiram a camisa do Tupynambás, destacam-se Mascote, Florindo, Hélio Leite, Pavio, Lessa… Entre os dirigentes, José Paiz Soares – o Presidente da Vitória – e Manoel Pereira foram nomes de grande destaque.

Ouça o relato de Oddonne Turolla sobre o início da queda do futebol baeta em Áudio 3.

O pássaro e o leão

O pseudônimo baeta, que também caracteriza o alvirrubro, segundo Turolla, teria vindo de um pássaro de nossa região: o Tié-baeta, também conhecido como Tié-sangue, pássaro de plumagem vermelha. No livro “A Epopéia dos Vencedores – A Saga do Futebol em Juiz de Fora”, do escritor Halber Alvim Pedrosa, baeta seria uma referência a um tecido vermelho, parecido com a cor da camisa do clube, muito utilizado no início do século passado. Já o dicionário Michaelis dá ao termo baeta a definição de aquilo que é natural de Minas Gerais. Quanto ao mascote do clube, o Leão, a explicação, bem-humorada, está na ponta da língua.

Saiba a história da origem do Leão e do Baeta em Áudio 4.

O despertar do Leão

O centenário chegou trazendo bons ventos ao Tupynambás. No último dia 14, o presidente do Baeta, Luiz Carlos Campos, anunciou a volta do clube ao futebol profissional, que passará pelo fortalecimento das categorias infantil, juvenil e júnior, com as quais o Leão vai disputar as competições estaduais das categorias de base. “Na minha opinião, para fazer algum tipo de trabalho, é preciso começar a estruturar lá da base. A gente quer uma continuidade de trabalho. Que o garoto do infantil vá para o juvenil, que o garoto do juvenil vá para o juniores e depois para o profissional (…). Estamos querendo comemorar os 100 anos de forma diferente e nos preparar para os próximos anos”, expôs Campos, durante a entrevista coletiva concedida no dia 14 de janeiro.

A notícia foi bem recebida por quem espera há muito tempo que o Leão do Poço Rico desperte do seu longo sono. “Não será fácil. Hoje em dia o custo operacional é muito grande. Esses campeonatos da Federação Mineira você tem que trazer juiz, bilheteiro… Se não tiver uma receita compatível fica difícil manter. Faço votos que volte. Ta na hora, né! O Tupi taí. O Sport parece que volta agora também (…) O que a gente deseja é que ele volte às lides esportivas e conquiste um título para comemorar de maneira digna o centenário”, comentou Oddone Turolla, com expectativa.

Atualmente, o clube conta com o Estádio José Paiz Soares, com gramado em boas condições, ginásio poliesportivo, arena de futevôlei, cancha de bocha e parque aquático com quatro piscinas.

Ouça outros trechos da entrevista com Oddone Turolla.

Áudio 05 – Lembranças

Áudio 06 – Outros tempos

Áudio 07 – Público esportivo


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Uma Resposta to “Tupynambás: cem anos de história”

  1. Nel
    06/03/2011 às 12:15

    Parabéns ao Tupynambás pelo seu Centenário!

    Nel

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