15 mar 2011

Panathlon: emoção, nostalgia e amor ao esporte



Ivan Tavares, Hamlet Pernisa, Manoel, Renata, Luana, Sara, Marilda, Sérgio Maestrini, Juarez Venâncio, Alexandre Maestrini e Gilmar Quaresma

Ivan Tavares, Hamlet Pernisa, Manoel, Renata, Luana, Sara, Marilda, Sérgio Maestrini, Juarez Venâncio, Alexandre Maestrini e Gilmar Quaresma

 

 

 

 

 

 

Juiz de Fora (MG), 15 de março de 2011

Emoção, nostalgia e revelações de amor ao esporte marcaram a reunião mensal do Panathlon Clube de Juiz de Fora realizada nesta segunda, 14, no Cesporte. No encontro, o presidente Juarez Carvalho Venâncio recebeu a nadadora master Renata Gerheim Machado para uma conversa informal sobre sua recém-iniciada e vitoriosa carreira. E, por iniciativa do Professor Hamlet, dois ex-panathletas compareceram: Ivan Tavares e Sérgio Maestrini.

Renata contou que começou a nadar há quatro anos, inicialmente para atender a uma recomendação médica. Passou a se interessar em como eram realizadas as provas e decidiu participar. Hoje, aos 52 anos, está entre as principais atletas do Brasil em sua faixa de idade. “Desafio é vida”, resume. “Nunca imaginei que fosse chegar a esses resultados, como o título brasileiro de 2009 na categoria”.

Ela estava acompanhada do marido, Manoel, e das filhas, Luana e Sara. Agradeceu o apoio dos familiares e amigos e revelou a apreensão deles nas provas. Relatou a mudança provocada pelo esporte, que transformou a sua vida. “Antes, trabalhava bastante de dia e chegava em casa cansada, já achando que estava bom por fazer isso, agora não, o esporte me trouxe saúde, qualidade de vida, acordo para treinar às 5h da manhã com prazer e eu participo das provas porque gosto da adrenalina, do desafio”.

Renata revela que nada no Colégio dos Jesuítas e quando passou a se interessar em disputar provas, recebeu orientação do professor Gérson, que aumentou sua carga de treinos e fez as recomendações necessárias.

Ao responder as perguntas dos panathletas, a nadadora juizforana observou que há dezenas de provas no mar em todo o País, mas que apenas nos eventos com melhor infra-estrutura é oferecida uma condição melhor de segurança durante a prova. “Na Travessia dos Fortes, por exemplo, no Rio de Janeiro, há uma raia de 4 quilômetros, os barcos acompanham todo o percurso para eventualmente socorrer os atletas. Mas isso não é comum em todas as provas. A categoria de elite geralmente recebe mais atenção. O que precisamos fazer, nos eventos sem tanta infra-estrutura, é conhecer nossos limites e não tentar superá-los sem o devido preparo”.

Ao final do bate-papo com os associados, o clube homenageou as mulheres. O Professor Hamlet Pernisa fez a leitura de um texto de Madre Teresa de Calcutá. Coube a Luiz Antonio Cavalieri entregar rosas a Renata. Todas as associadas e demais convidadas também receberam flores.

Já os ex-panathletas Ivan Tavares, também ex-presidente do clube, e Sérgio Maestrini receberam manifestações carinhosas dos associados. Ivan foi muito lembrado por sua destacada atuação no marketing da então Companhia Mineira de Refrescos, quando a empresa não media esforços para apoiar as iniciativas ligadas ao esporte da cidade.

Maestrini também foi reverenciado não só por sua importância no Panathlon como por seu passado vitorioso como atleta, com títulos estaduais e nacionais de natação, entre outras conquistas.

No chamado pinga-fogo, o panathleta Rolf Benda destacou a importância histórica dos fundadores do Panathlon presentes à reunião e fez, para os convidados, uma breve apresentação do clube. Ressaltou o papel decisivo do Panathlon na construção do Cesporte, na época em que o atual Presidente do clube, Professor Juarez Venâncio, era responsável pelo esporte na Prefeitura, e o então Prefeito Mello Reis atendeu à sugestão de se criar um espaço voltado, na época, exclusivamente, para o esporte local e suas ligas.

Rolf também lembrou que a antiga Corrida da Saúde, lançada pelo Panathlon, motivou a criação do ranking de corridas de rua, que revela, até hoje, atletas de expressão nacional e até internacional, como Ronaldo da Costa e Viviany Anderson de Oliveira. Outra lembrança de Rolf aos convidados foi a realização, pelo Panathlon, de eventos, em Juiz de Fora, como um curso de dirigentes, com apoio do Comitê Olímpico Internacional, e encontros nacionais.

Na discussão de assuntos relativos ao clube, a diretoria informou aos associados que este ano não haverá a já tradicional Corrida do Panathlon, antiga Corrida da Saúde, na abertura do ranking de corridas de rua organizado pela Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura. Houve mudanças no caderno de encargos entregue aos promotores de provas rústicas, e o clube, entidade sem fins lucrativos, não se viu em condições de atender às novas exigências.

Tanto a diretoria como os associados lamentaram a ausência. Ao mesmo tempo foi enfatizado que, numa outra oportunidade, a prova pode voltar a ser realizada.

Um evento para comemorar os 35 anos do Panathlon Clube de Juiz de Fora está sendo estudado para este ano.

Ao final do pinga-fogo, em que panathletas, convidados e familiares dos convidados podem falar, houve manifestações emocionadas, pelo fato de, mais uma vez, o clube ter proporcionado aos associados e convidados momentos de confraternização, reflexão e discussão em torno do esporte. “Vocês formam uma família maravilhosa”, resumiu Renata. “Foi um encontro magnífico”, definiu o Professor Juarez.

Texto: Ivan Elias – Panathlon Clube de Juiz de Fora


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Uma Resposta to “Panathlon: emoção, nostalgia e amor ao esporte”

  1. Renata Gerheim Machado
    15/03/2011 às 20:13

    Boa noite, Ivan!
    Fiquei muito honrada em participar dessa noite inesquecível! E, não poderia deixar de comentar, o quanto fico feliz em ler esse seu texto maravilhoso!
    Muito obrigada,
    Renata.

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