18 fev 2011

Álvaro Quelhas questiona os AAAs



Juiz de Fora (MG), 18 de fevereiro de 2011

A polêmica em torno dos árbitros assistentes adicionais (AAAs) está longe de terminar. Para o ex-árbitro Álvaro Quelhas, que apitou Brasileiro, Libertadores e duas finais consecutivas de Campeonato Mineiro (2006 e 2007), professor da UFJF com mestrado em Educação Física pela UFRJ e Doutorado pela Unesp, em Marília (SP), por exemplo, o comportamento adotado pela arbitragem no Estadual do Rio este ano não é correto. “Na Europa, os adicionais têm apenas duas funções: constatar se a bola ultrapassou a linha do gol ou não e informar eventuais faltas dentro da área que o árbitro não tenha visto”.

São somente estas duas funções que os adicionais precisam cumprir, segundo ele, que atuou como observador da Federação no jogo entre Tupi e Democrata, no último dia 12, em Juiz de Fora. Quelhas acrescenta que eles não devem fazer gestos, “muito menos entrar em campo, como vem fazendo os árbitros no Estadual do Rio”.

Para Quelhas, os adicionais, a partir do momento que fazem gestos e até entram em campo, acabam ganhando um espaço que, na prática, não deveriam ter: “E depois, eles vão assumir essa responsabilidade? Na Europa, da forma como está sendo testado, o adicional não faz gestos nem entra em campo”.

Mas, Álvaro, em situações-limite como a recorrente dúvida se a bola ultrapassou ou não a linha do gol, qual seria a melhor solução: os assistentes adicionais, o chip ou as câmeras?

Árbitro sênior com monitor de TV

Para ele, a solução mais indicada seria a seguinte: “Penso que deveria haver um árbitro sênior e este profissional ficaria diante de um monitor de TV. Em caso de dúvida, e com câmeras de ângulos diferentes, este árbitro sênior informaria ao árbitro da partida, sem a necessidade de parar o jogo, se a bola entrou ou não”.

E quem seria o árbitro sênior? “Não poderia ser qualquer um. Teria que ser um árbitro já com mais de 45 anos, portanto, sem atuar mais como árbitro central, mas com experiência e currículo suficientes para assumir essa posição. Por exemplo, em Copas do Mundo, o árbitro sênior teria que ser um árbitro já com experiência de ter participado – e bem! – da arbitragem de um Mundial, em Campeonato Brasileiro, da mesma forma, em estaduais, também”.

Para Quelhas, mesmo que ainda provoque polêmicas, a figura do árbitro sênior, “aparelhado” com monitor e tendo câmeras de ângulos diferentes, seria uma alternativa mais interessante que os atuais assistentes adicionais e o próprio chip. Para que a medida seja adotada, porém, seria necessário a Fifa autorizar o uso das câmeras no futebol para solucionar dúvidas da arbitragem. Essa já é outra polêmica…

Texto: Ivan Elias


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