11 jul 2013

Histórico: Galo bate Newell’s nos pênaltis e está na final



O Atlético-MG venceu o Newell’s Old Boys, por 2 a 0, e levou a decisão para os pênaltis, onde Victor foi heroi, mais um vez, e pegou a última cobrança de Maxi Rodriguez, selando a classificação histórica do Galo para a final da Copa Libertadores da América 2013.

A primeira partida da grande final está marcada para a próxima quarta-feira, 17, no Paraguai.

Os 90 minutos

A estratégia do Atlético passava por abrir o placar nos primeiros minutos do jogo, como revelou o atacante Jô em entrevista na véspera do jogo. Por isso, a equipe alvinegra mostrou uma intensidade ofensiva grande. A marcação pressão na saída de bola do Newell’s surtiu efeito. Após Tardelli recuperar a bola com passe errado de Vergini, logo aos 3 minutos, Ronaldinho e Bernard protagonizaram lance muito parecido com um gol que não se concretizou em Rosário. Desta vez, deu certo. O camisa 10 deu passe em profundidade para o avanço de Bernard, que não hesitou em finalizar de primeira, batendo o goleiro Guzmán: 1 a 0.

Aos 34 minutos, Tardelli e Bernard criaram um lance de muito perigo. Tardelli, em velocidade, no canto da área, cruzou por cima do goleiro Guzmán, que se arriscou na saída do gol. Mas o volante Mateo salvou o cruzamento, de cabeça, mandando a bola para escanteio. O goleiro se machucou no lance e precisou ser atendido. Depois, ele salvou o Newell’s de sofrer o segundo gol. Josué tabelou com Tardelli dentro da área e finalizou. Mas o camisa 1 argentino defendeu.

A intensidade do jogo caiu no segundo tempo. O Newell’s, recuado, conseguiu impedir os avanços alvinegros mais contundentes. Os argentinos queriam encaixar um contra-ataque, mas também não tinham sucesso. Aos 32 minutos, alguns refletores do campo de defesa do Galo se apagaram. O árbitro paralisou o jogo. O técnico Cuca aproveitou para orientar o time e considerou a parada como positiva. Enquanto isso, nas arquibancadas, a torcida gritava “eu acredito”. Após 11 minutos, o duelo recomeçou.

A estratégia era só uma: atacar, atacar e atacar, em busca do segundo gol. Guilherme e Alecsandro foram acionados no lugar de Tardelli e Bernard. E foi no pé direito de Guilherme que a torcida explodiu no Horto. Quem já teve tantos momentos de desconfiança no clube, foi presenteado com um gol muito importante. Mateo rebateu bola de dentro da área, que caiu nos pés do camisa 17. O meia-atacante bateu no cantinho de Guzmán: 2 a 0.

Teste pra cardíaco 

A tensão era evidente no Independência. O Galo começou batendo, com Alecsandro, que tirou do goleiro, no alto para marcar. Scocco, frio, de “cavadinha”, também anotou para o Newell’s. Guilherme e Vergini converteram, com segurança, deixando tudo igual, 2 a 2.

Então Jô foi para a bola, bateu rasteiro e a bola saiu torta, ao lado da trave esquerda de Guzmán. O NOB poderia ficar na vantagem, mas Casco bateu mal e viu a bola resvalar no travessão, antes de sair.

Richarlyson foi o quarto pelo lado do clube de BH. O camisa 20 tomou muito distância e bateu forte, mas a bola passou muito longe do goleiro argentino. A resposta do Newell’s foi idêntica. Cruzado bateu forte e a bola viajou, longe de Victor.

Nos pés de Ronaldinho Gaúcho estava a quinta bola. E o camisa 10 foi cirúrgico, deslocando o goleiro, com muita categoria. E a história estava escrita nas mãos de Victor. O goleiro, que já havia sido decisivo contra o Tijuana, voou para classificar o Galo, no canto esquerdo, parando Maxi Rodríguez.

Festa no Horto! Final histórica de Libertadores para o Galão da Massa.

Saiu do Horto …

O site da Conmebol divulgou, na manhã desta quinta-feira, que as finais da Copa Libertadores serão disputadas nos estádios Defensores del Chaco, em Assunção, no dia 17, e no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 24. A diretoria do Atlético já tinha manifestado publicamente a intenção de fazer a grande decisão do torneio continental no Independência.

“O renovado estádio Mineirão será sede da partida de volta da final da Copa Libertadores entre Olimpia e Atlético”, publicou, no site oficial, a Conmebol.

O regulamento da Copa Libertadores determina que a final precisa ser disputada em um estádio que tenha capacidade para pelo menos 40 mil torcedores. O curioso, no entanto, é que o Defensores del Chaco, onde o Olímpia joga a Libertadores, tem capacidade para 36 mil torcedores.

Paralisação “divina”

Mesmo com 1 a 0 no placar até os 32 minutos do segundo tempo, o jogo contra o Newell’s parecia caminhar para uma eliminação do Atlético no Independência. O Galo não conseguia se impor sobre os argentinos. Mas, a 13 minutos do fim, houve queda da energia na maioria dos refletores do estádio. A paralisação de 11 minutos na partida foi o tempo suficiente para o técnico Cuca ajustar o time e mobilizar novamente os jogadores.

”A parada foi divina mesmo. A gente estava mal no jogo, o jogo estava amarrado, e a gente estava sem oferecer perigo. Quando voltou, perdemos uma chance com o Guilherme, afunilamos. Depois do segundo gol, estivemos duas vezes atrás nos pênaltis e estamos quebrando tudo quando é estigma de que o Galo não ganha, que o Galo é azarado. Temos 50% de chance de ser campeão e temos um grande adversário que é o Olímpia”, disse.

Segura o R10

A emoção tomou conta do presidente do Atlético, Alexandre Kalil, após o triunfo ante o Newell’s Old Boys, pela semifinal da Copa Libertadores. Ele fez questão de cumprimentar todos os jogadores e a comissão técnica após a disputa de pênaltis.

“É um trabalho muito duro, de uma equipe muito boa. Antes, eu falei com o Cuca, Maluf, no vestiário. No campo, fizeram tudo. Os jogadores não são meninos. Você botar um Ronaldinho concentrado cinco dias, não é brincadeira”, afirmou.

Volta por cima

Reserva e pouco utilizado, Guilherme deu a volta por cima na noite dessa quarta-feira, que culminou com a classificação do Atlético para a final da Libertadores. Ele entrou no lugar de Bernard, aos 46 do segundo tempo, quando o jogo voltara a ser disputado depois de uma paralisação de 11 minutos por causa de um problema nos refletores do estádio. Assim que entrou, aos 50, o meia-atacante dominou na entrada da área e chutou forte no canto direito do goleiro, levando a definição para os pênaltis.

“Eu sou mais frio e calmo, até agora a ficha não caiu. A oportunidade apareceu nesse momento, sei das minhas condições e graças a Deus e eu meus companheiros saímos daqui classificados. A vitória teve um significado por tudo o que eu tenho vivido, pelas cobranças, por ter sido revelado pelo Cruzeiro. Eu precisava dar uma sacudida, não tinha oportunidade melhor para isso acontecer”, frisou o meia-atacante logo depois da partida, ainda em meio à emoção do grupo pela classificação.

Ele ainda se lembrou com entusiasmo do gol que levou a definição para os pênaltis. “A bola espirrou para mim na entrada da área, dominei e sapequei para o gol. No pênalti eu já estava preparado, sempre bati, pois sou atacante. Eu só tenho a agradecer a Deus e comemorar com todos que estão aqui”, comentou

Texto e Informações: SuperEsportes


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