05 jul 2012

Com gols de Emerson Sheik, Corinthians conquista a América: 2 a 0 no Boca



O Corinthians conquistou na noite desta quarta-feira, 4, seu primeiro título da Taça Libertadores da América, ao derrotar o Boca Juniors por 2 a 0, no Pacaembu, gols de Emerson Sheik, no segundo tempo.

Veja, abaixo, textos publicados no site www.espn.com.br sobre a final:

São 101 anos de história, 35 da estreia no principal torneio do continente e 21 do primeiro trauma na competição. Mas o torcedor do Corinthians pode, finalmente neste 4 de julho de 2012, comemorar o título da Copa Libertadores da América.

Nesta quarta-feira, jogando no Pacaembu que acostumou a tratar como casa, o Corinthians venceu por 2 a 0, os dois de Emerson Sheik no segundo tempo, que buscou o jogo, discutiu com zagueiros e mostrou tranquilidade para decidir o jogo e virar o artilheiro do time no título com cinco gols. No primeiro, ele aproveitou toque de calcanhar de Danilo para abrir o placar; depois, roubou bola no meio do campo e arrancou para superar o zagueiro e tocar de chapa, no canto do goleiro.

Após dez participações no torneio, o time de maior torcida do Estado terá, enfim, um pôster de campeão continental. Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Emerson formam o time que ficará para sempre na memória dos corintianos.

E o caminho foi percorrido em grande estilo: de forma invicta (o sétimo da história da Libertadores), superando dois rivais brasileiros na fase eliminatória e encontrando na decisão o gigante e temido Boca Juniors, hexacampeão continental e que já havia levantado a taça duas vezes em São Paulo. Agora, o Corinthians se junta a São Paulo, Santos, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo, Vasco e Palmeiras na lista de times do país que venceram a competição.

A conquista encerra também uma das maiores provocações feitas pelos rivais corintianos, que colocavam os alvinegros como uma torcida “sem passaporte”, que jamais tinha vencido um título internacional e só comemorou um Mundial reconhecido pela Fifa por ter sido disputado no Brasil e sem precisar passar pela Libertadores.

A taça ofusca, ainda, aqueles jogadores rotulados como vilões das outras eliminações: a falha de Guinei em 1991, de Alexandre Lopes em 1996; os pênaltis perdidos por Vampeta, Dinei (em 1999) e Marcelinho (2000); a expulsão de Roger em 2003, o gol contra de Coelho em 2006. Os fantasmas River Plate, “São” Marcos, Tolima. E as conturbadas saídas de ídolos do clube – Ronaldo, o último deles, deixou o futebol dizendo lamentar o fracasso no “projeto Libertadores”.

Aos derrotados do Boca Juniors, resta lamentar a chance desperdiçada de se tornar o maior vencedor da competição e, provavelmente, se despedir de Riquelme, que pode ter feito o último jogo com a camisa do time argentino. Agora, com dez finais disputadas, o time argentino, conhecido por ser carrasco de clubes brasileiros, tem seis títulos, um a menos que o Independiente.

    O Jogo

Corinthians e Boca Juniors entraram em campo dispostos a buscar o resultado nos primeiros minutos da partida. Contudo, a tensão que envolve uma final de Libertadores ditou o ritmo do início do confronto. Errando muitos passes no meio-campo, o Timão pouco ameaçava o seu adversário e apresentava sinais de irritação com a marcação argentina.

Logo aos quatro minutos, Chicão sofreu falta no meio-campo e se estranhou com Mouche. A fim de coibir qualquer entrevero dentro de campo, o árbitro mostrou cartão amarelo para os dois e cessou o tumulto criado pelos jogadores. Instantes depois, a torcida corintiana prendeu a respiração quando o próprio Mouche invadiu a área, mas ficou aliviada ao ver o bandeira assinalando o impedimento no lance.

Com os ânimos controlados, o Corinthians soube colocar a bola no chão e passou a ameaçar o Boca Juniors. Aos dez minutos, Alex encontrou espaço na marcação e chutou de fora da área. O goleiro Orión se agachou para defender, mas não conseguiu segurar. Antes que Paulinho pudesse chegar para concluir ao gol, o arqueiro se recuperou no lance e recolheu a bola para junto de si.

Apesar de errar muito em seu campo ofensivo, o Corinthians chegou a assustar os argentinos com uma boa jogada individual de Emerson aos 16 minutos. O Sheik correu até a linha de fundo e parou em frente à marcação adversária. Com um belo drible, o atacante passou no meio dos defensores do Boca Juniors e invadiu a área. Entretanto, o atleta não conseguiu concluir a jogada, pois Ledesma chegou de forma providencial e afastou com um chutão para a linha de fundo.

As chances criadas pelos donos da casa não surtiram qualquer efeito no modo como os times de comportavam dentro de campo. Os erros na intermediária continuavam se repetindo, assim como as faltas duras que ambos cometiam. Em um primeiro lance, Alex dividiu de carrinho com Erviti e saiu impune após o árbitro considerar a infração como algo corriqueiro. Já aos 25, Emerson tentava se infiltrar na marcação argentina e foi derrubado perto da meia-lua da área por Schiavi.

A falta era propícia o zagueiro Chicão bater, mas uma conversa com Alex determinou que o meia cobraria o tiro para o gol. Antes da finalização, Orión caiu no gramado e se queixou de dores no joelho. Sob vaias, o atleta foi atendido pelos médicos e gerou apreensão no banco de reservas. Com condições de permanecer em campo, o camisa 01 do Boca viu o armador corintiano chutar em cima da barreira e desperdiçar a chance de abrir o placar.

Sem ser exigido nos minutos seguintes, o goleiro Orión viu a sua noite se transformar em um pesadelo aos 33 minutos. O atleta sentiu novamente uma pancada no joelho e caiu desolado em campo. Amparado por seus companheiros de clube, o argentino foi conduzido até a lateral do campo e substituído por Sebastián Sosa. Decepcionado e chorando muito, o arqueiro ainda foi abraçado pelo técnico Julio Cesar Falcioni e pelos demais jogadores do banco de reservas visitante.

Atento em seu primeiro lance na partida, Sebastián Sosa mostrou tranquilidade ao se antecipar a Jorge Henrique e cair bem para defender o cruzamento rasteiro de Danilo. No entanto, um lance aos 37 minutos demonstrou que o goleiro ainda não tinha total confiança. Emerson avançou pela esquerda e lançou rasteiro para dentro da área. A bola percorreu toda a extensão da grande área e confundiu o novo arqueiro do Boca, que foi salvo apenas pela intervenção de Clemente Rodríguez.

Mesmo com o susto sofrido neste lance, Sosa se recuperou rapidamente na partida e mostrou confiança ao encaixar o chute de fora da área de Alex. O meia finalizou no meio do gol e não deu trabalho para o goleiro argentino praticar a defesa aos 39. Quatro minutos depois, Santiago Silva fez sua primeira aparição no jogo, mas de forma negativa. O atleta enfiou o cotovelo no rosto de Leandro Castán e foi amarelado pelo árbitro.

Sem qualquer jogada que arrancasse aplausos de nenhuma das duas torcidas, o primeiro tempo se encerrou após os cinco minutos de acréscimo dados pelo árbitro da partida. Com o reinício após o intervalo, o Corinthians tomou a iniciativa logo depois do pontapé inicial e exigiu que Sosa saísse bem do gol para segurar o cruzamento de Emerson da direita.

Em seguida, o Boca Juniors mostrou ter forças para se recuperar na partida e se redimir da apatia na etapa inicial. Após lançamento da esquerda, Cássio saiu muito mal do gol e contou com o apoio de sua zaga para se livrar de qualquer perigo. Já aos três minutos, o time argentino tentou chegar ao gol em cobrança de escanteio, mas o cruzamento de Riquelme não encontrou a cabeça de nenhum atacante de sua equipe.

Com o ímpeto do Boca Juniors controlado, o Corinthians partiu para o ataque e conseguiu desestabilizar a zaga adversária pelo alto. Aos seis minutos, Schiavi deu um pontapé em Danilo e recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, Danilo colocou no centro do gol e Sosa precisou afastar de soco para não se complicar.

Na sobra deste lance, a posse de bola continuou com o Corinthians e originou a falta que culminaria no gol histórico de Emerson Sheik aos oito minutos. Quando o marcador apontava oito minutos, Riquelme cometeu a infração na direita e teve uma breve discussão com Tite. Na cobrança, Alex tomou a bola e lançou para dentro da área. Jorge Henrique desviou de cabeça para o centro da área e Danilo, com o espírito do Dr. Sócrates, acertou um passe de calcanhar que livrou Emerson da marcação adversária e deixou o atacante cara a cara com o goleiro Sosa. Sem titubear, o atleta fuzilou as redes argentinas e fez o Pacaembu explodir em êxtase.

Ciente de que precisaria mudar a sua postura para chegar ao empate, o Boca Juniors tentou esboçar uma reação, mas o destempero emocional da equipe continuava comprometendo o seu rendimento. Em nova falta dura sobre Emerson, Caruzzo recebeu o cartão amarelo e se irritou com o árbitro. O time ainda conseguiria chegar ao ataque aos 13, após Jorge Henrique cometer falta. Amarelado pelo juiz, o atacante corintiano voltou para auxiliar na marcação e viu a cobrança de Riquelme ser invalidada após o bandeira sinalizar impedimento.

Receoso com a forma como o Boca Juniors se comportava, o técnico Julio Cesar Falcioni colocou Cvitanich para dar mais poder ofensivo ao seu time. A saída do volante Ledesma deixou um buraco no meio-campo argentino e permitiu o domínio corintiano nos minutos seguintes. Com a ausência de um marcador, os visitantes foram para cima aos 26 minutos e Cássio mostrou segurança para defender a cabeçada de Mouche após falta cobrada por Riquelme.

No minuto seguinte, o Pacaembu pôde soltar o grito de campeão com segurança e vibrar com o segundo gol marcado por Emerson Sheik na partida. Aos 27 minutos, o atacante marcou a saída de bola da zaga argentina e tomou a bola mal passada por Schiavi. Com a posse do esférico, o atleta apostou corrida com Caruzzo e ficou novamente na frente de Sosa. Com tranquilidade, o jogador tocou no canto do arqueiro e consolidou a vantagem de sua equipe no duelo.

Atrás no placar, o Boca Juniors perdeu a cabeça de vez e passou a explorar o temperamento explosivo de Emerson para causar a sua expulsão. Os jogadores argentinos passaram a intensificar a marcação em cima do Sheik e tiveram que ouvir a série de provocações do herói contiano. Concentrado, o atleta falava na orelha do zagueiro Caruzzo constantemente e deixava a irritação do defensor transparecer a cada intervenção do juiz.

Provocações à partida, o Corinthians teve a chance de marcar o terceiro com Chicão. O zagueiro cobrou falta perto da entrada da área e buscou o canto oposto do goleiro Sosa. A própria torcida chegou a gritar gol nas arquibancadas do Pacaembu, mas o tirou saiu rente ao poste e acertou a rede pelo lado de fora.

Aos 40 minutos, a torcida corintiana não conseguiu mais segurar o grito de ‘É Campeão!’ e passou a embalar a equipe dentro de campo em coro. O técnico Tite ainda colocou o meia Douglas no lugar de Alex e Emerson ganhou tempo ao cair no gramado antes de ser substituído por Liedson. Quando o marcador apontava 48 minutos, o árbitro tomou a bola em suas mãos e encerrou a partida que sagrou o Timão como campeão da Libertadores de 2012.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 x 0 BOCA JUNIORS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Data: 4 de julho de 2012, quarta-feira

Horário: 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Wilmar Roldan (COL)

Assistentes: Abraham Gonzalez (COL) e Humberto Clavijo (COL)

Cartões Amarelos: Chicão, Jorge Henrique e Leandro Castán (Corinthians); Mouche, Santiago Silva, Schiavi e Caruzzo (Boca Juniors)

GOLS: CORINTHIANS: Emerson, aos oito e aos 27 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Ralf e Alex (Douglas); Jorge Henrique (Wallace), Emerson (Liedson) e Danilo

Técnico: Tite

BOCA JUNIORS: Orión (Sebastián Sosa); Sosa, Caruzzo, Schiavi e Clemente Rodríguez; Ledesma (Cvitanich), Somoza, Erviti e Riquelme; Pablo Mouche (Viatri) e Santiago Silva

Técnico: Julio César Falcioni

 Emerson desabafa e cutuca Fluminense

O atacante Emerson voltou a provar nesta quarta-feira que tem estrela. Ele fez os dois gols que deram ao Corinthians o título de campeão da Libertadores pela primeira vez na história centenária alvinegra. E, depois do jogo, ele desabafou.

“Eu gosto de partidas assim. Tenho certeza que a galera que acompanhou essa minha história sabe o quanto isso é importante. Hoje não vou chorar. Estou alegre. Um ano atrás me tiraram de um lugar me acusando de coisas absurdas, que eu não fiz. Eu não fiz. Hoje esta é a prova que sou um profissional e que muita gente gosta de mim. Vocês erraram comigo e sou campeão da Libertadores”, disse ele, encarando os jornalistas, e lembrando da sua dispensa do Fluminense, no meio da Libertadores de 2011, quando foi acusado de cantar música da torcida do Flamengo no ônibus do clube tricolor.

“A noite passada, eu tava pensando porque que eu estou aqui, o Corinthians tem mais de 100 anos e quantos jogadores não passaram por aqui, jogadores feras mesmo, eu fiquei perguntando a Deus por que nós, na final a primeira vez. Que bom é estar aqui, não é fazer os gols não, é ser campeão por esse clube, essa torcida, não tem preço, nosso trabalho, o torcedor, o dia a dia, as concentrações, treinos, lesões, viagens, pressão que é vestir essa camisa e é muito bom estar aqui”, comemorou.

“Muito bom vestir essa camisa. O Andrés (Sanchez) que me trouxe no momento difícil da minha carreira, em que fui afastado do Fluminense injustamente. Queria agradecer ao Andrés, ao Duílio, Roberto, Edu, Tite, funcionários, jogadores, não pelo titulo, mas por me receber aqui. Eu gosto desses jogos. No Fluminense foi assim, algumas no Flamengo, no Brasileiro do ano passado, na Libertadores fiz gols importantes. Não tem herói nesse time, não tem estrela. A energia que a galera mandou de casa pegou a gente também”, discursou.

E na Libertadores 2012 Emerson não foi decisivo apenas no jogo final. Ele fez cinco gols na competição e terminou como artilheiro alvinegro. E ainda deu o passe perfeito para Romarinho fazer o gol de empate na Bombonera.

No Pacaembu, além dos dois gols (um num passe de Danilo, outro num toque errado de Schiavi), mostrou a raça adorada pela torcida ao encarar Caruzzo, pedir tapa na cara, fingir estar com medo e até morder o rival.

Textos e foto: www.espn.com.br


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