14 jun 2012

Corinthians bate Santos com golaço de Emerson. Copa do Brasil: Palmeiras vence Grêmio



Foram disputadas nesta quarta-feira, 13, à noite, duas partidas envolvendo quatro grandes clubes brasileiros, pelas semifinais da Taça Libertadores da América e Copa do Brasil.

Na Vila Belmiro, em Santos, jogo de ida das semi da Libertadores, o Corinthians bateu o Santos, golaço de Emerson “Sheik”, em jogada de Paulinho, ainda no primeiro tempo.

A outra semifinal da Libertadores começa nesta quinta-feira, entre Boca Juniors e Universidad do Chile.

No Estádio Olímpico, em Porto Alegre, jogo de ida da Copa do Brasil, o Palmeiras venceu o Grêmio por 2 a 0 com dois gols depois dos 40 minutos do segundo tempo, assinalados por Mazinho e Barcos.

A outra semifinal da Copa do Brasil reúne São Paulo e Coritiba e começa nesta quinta-feira, 14.

Veja matérias publicadas no site da ESPN Brasil sobre os dois confrontos brasileiros:

 SANTOS 0x1 CORINTHIANS

O Corinthians está mais perto do sonho de chegar à sua primeira final de Libertadores. Nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, o clube do Parque São Jorge venceu o Santos por 1 a 0, conseguindo uma boa vantagem para o segundo jogo da semifinal do torneio.

Jogando sem um centroavante de ofício, o Corinthians teve em Emerson sua referência. O “Sheik” foi herói ao marcar o gol da vitória, mas também foi vilão ao ser expulso, deixando o time enfraquecido nos minutos finais.

Pelo Santos, Neymar buscou o jogo em todas as partes do campo, mas sempre tinha a perseguição de pelo menos um rival. O craque santista não conseguiu desequilibrar o duelo – no confronto contra o Vélez, pelas quartas de final, ele já havia passado em branco. “Chega uma hora que o jogador sente um pouco as coisas, né?”, analisou Muricy sobre Neymar, que voltou há poucos dias de uma excursão com a seleção nos Estados Unidos.

O Corinthians agora joga por um empate na próxima quarta-feira, no Pacaembu, para chegar à primeira decisão continental de sua história de quase 102 anos. Novo 1 a 0, mas em favor do Santos, leva a decisão para os pênaltis. Para alcançarem sua quarta decisão sem precisar de pênaltis, os santistas precisam de uma vitória por qualquer outro placar.

Mistério – O jogo entre as duas equipes começou muito antes de a bola rolar na Vila Belmiro. Logo que foi definida a semifinal, Corinthians e Santos começaram uma disputa nos bastidores sobre o palco das duas partidas. Depois de dias de indecisão, o estádio santista foi escolhido para a primeira partida, e o Pacaembu acabou definido como sede do segundo jogo.

Na semana do clássico, com os estádios já definidos, o mistério passu a ser na definição das equipes. O Santos tinha Arouca e Paulo Henrique Ganso – que fez uma operação no joelho – como dúvidas até horas antes do confronto. No Corinthians, o treinador Tite teve de mexer no esquema tático para montar uma equipe sem um centroavante de ofício.

Quando as escalações saíram e o mistério foi desfeito, o Santos apareceu com Arouca e Paulo Henrique Ganso entre os titulares, enquanto o Corinthians foi a campo mesmo sem uma referência no ataque.

O jogo

Compacto na defesa e com Danilo e Alex se revezando como falsos centroavantes, o Corinthians começou melhor, com mais posse de bola e maior presença ofensiva. Um domínio que levava perigo, mas não se transformava em oportunidades de gol.

Neymar, principal jogador santista, começou a partida também com um posicionamento diferente. O atacante não jogava pela esquerda, como de costume: mais centralizado, caía também pela direita, tentando fugir da intensa marcação corintiana.

Quando o Santos começava a criar mais chances, o Corinthians abriu o placar. Aos 28 minutos, Paulinho recebeu no meio e avançou, sem marcação, pela intermediária santista. O volante tocou para Emerson, que, livre na ponta esquerda, dominou e chutou no ângulo, fazendo um golaço, seu primeiro em quatro clássicos contra o Santos.

Em desvantagem, o Santos adotou postura mais ofensiva. Com suas linhas adiantadas, o time comandado por Muricy Ramalho passou a ter mais posse de bola e a chegar mais. Mas faltava o capricho no último passe, e o domínio não se refletia em grandes chances.

Em uma dessas oportunidades, Neymar tentou cruzamento, a bola bateu no braço de Leandro Castán e os santistas pediram pênalti, mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique não assinalou o pênalti.

Logo na sequência, aos 43 minutos, o Santos teve sua melhor chance de toda a primeira etapa. Adriano avançou pela esquerda e cruzou para o meio da área. Elano chutou, a bola bateu na defesa corintiana e sobrou para Alan Kardec, que finalizou em cima de Ralf.

O Santos voltou para o segundo tempo com Borges no lugar de Elano. O meio-campista, mal na primeira etapa, foi substituído no setor por Alan Kardec, que passou a jogar mais recuado.

A mudança fez bem para o Santos, que passou a criar boas chances logo no início do tempo complementar. Então, apareceu Cássio. O goleiro do Corinthians fez duas boas defesas: a primeira, aos 5 minutos, em chute de Durval, e a segunda aos 10, quando Borges concluiu de cabeça após passe de Alan Kardec.

A maior presença santista no ataque acabou tornando o Corinthians mais faltoso. Emerson, agora como atacante, e Alessandro levaram cartões amarelos. Jorge Henrique também poderia ter sido advertido por agressão, mas escapou de levar um cartão.

A partir dos 30 minutos, o clima esquentou e os ânimos ficaram exaltados. Primeiro, Neymar foi punido com o amarelo, por atingir Leandro Castán em uma dividida. Na jogada seguinte, Emerson deu um carrinho violento em Neymar e acabou expulso.

Aos 37 minutos, quando o Santos estava bem e pressionava, as luzes da Vila Belmiro se apagaram e o jogo foi interrompido. Quinze minutos depois, quando a luz voltou ao estádio, o Santos passou a pressionar ainda mais. Aí, o Corinthians fez o que melhor soube fazer nos últimos meses: defendeu-se bem, com volantes bem postados e anulando as ações do adversário.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS 0 x 1 CORINTHIANS

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Data: 13 de junho de 2012, quarta-feira

Horário: 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Marcelo Henrique (BRA)

Assistentes: Dibert Pedrosa e Roberto Braatz (BRA)

Cartões Amarelos: Leandro Castán, Emerson, Cássio, Chicão e Alessandro (Corinthians)

Cartão Vermelho: Emerson

GOL:

CORINTHIANS: Emerson, aos 27 minutos do primeiro tempo

SANTOS: Rafael Cabral; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca (Felipe Anderson), Elano (Borges) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec (Dimba)

Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex (Wallace); Emerson e Jorge Henrique

Técnico: Tite

GRÊMIO 0x2 PALMEIRAS

O técnico Luiz Felipe Scolari mudou a formação do Palmeiras e, diferente do duelo no Campeonato Brasileiro onde o time foi dominado pelo Grêmio, desta vez a equipe paulista se defendeu bem. Passada a pressão, num contra-ataque já no final do jogo, Mazinho, que acabara de entrar, surpreendeu e fez o primeiro; nos acréscimos, Barcos marcou o segundo, de cabeça: Palmeiras 2 a 0.

Ambos os times surpreenderam na escalação: Vanderlei Luxemburgo escalou Kleber como titular do Grêmio, enquanto Felipão tirou Márcio Araújo da equipe e entrou com três zagueiros de ofício: Leandro Amaro, Thiago Heleno e Henrique – o último, porém, saiu bastante na marcação e em algumas situações atuou como praticamente um volante.

E o Grêmio foi quem teve as principais ações da partida, apesar do Palmeiras conseguir se segurar bem. A melhor chance gaúcha acabou saindo numa bola parada, quando Fernando cobrou falta na trave do goleiro Bruno.

No segundo tempo, Luxemburgo deu sangue novo ao ataque com as entradas de Marcelo Moreno e André Lima. Mas quem assustou foi o time palmeirense, quando Barcos, por volta dos 25 minutos, soltou o pé de perna esquerda e a bola passou perto do travessão de Victor. André Lima ainda respondeu de cabeça, mas também errou o alvo.

Mas o grande lance ofensivo da partida ficou para os 41 minutos do segundo tempo. Depois de falta cobrada pelo Grêmio, o Palmeiras puxou contra-ataque com Cicinho e o lateral direito serviu Mazinho. O atacante, que tinha acabado de entrar no lugar de Daniel Carvalho, tocou na saída de Victor para fazer o primeiro palmeirense. Nos acréscimos, deu tempo de Barcos aproveitar cruzamento de Juninho para anotar o segundo: Palmeiras 2 a 0 e vantagem para o jogo de volta, quinta-feira que vem, na Arena Barueri.

Antes do jogo da próxima quinta-feira, Grêmio e Palmeiras voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro, no domingo. O time paulista recebe o Vasco, na Arena Barueri, enquanto o Grêmio visita o Náutico, nos Aflitos.

O jogo

Os dois técnicos surpreenderam nas escalações. Enquanto Vanderlei Luxemburgo decidiu apostar em Kleber desde o começo, Luiz Felipe Scolari apostou num falso esquema de três zagueiros. Isto porque Henrique, embora seja defensor de origem, jogou como primeiro volante, à frente da zaga.

Com uma forte marcação, o Palmeiras segurou a pressão gremista nos minutos iniciais. O começo foi marcado por muitos erros de passe, com ambos os times ansiosos, se estudando. Aos 19, a primeira boa chance do jogo: Gabriel cometeu falta na entrada da área. Marcos Assunção levantou, Souza desviou, mas o árbitro marcou tiro de meta para o Grêmio equivocadamente – seria escanteio palmeirense.

Sem criar perigo, o Grêmio deixava a torcida ansiosa no Olímpico. O Palmeiras, por sua vez, só conseguiu um bom contra-ataque, com Luan, mas Pará salvou. Somente na parte final do primeiro tempo a equipe gaúcha conseguiu estabelecer uma pressão, investindo em jogadas pelos flancos. Aos 36, o Tricolor teve uma sequência de escanteios, iniciando um período de domínio na partida. Três minutos depois, Fernando bateu falta, Werley deu uma casquinha, mas a bola saiu.

Aos 42, a melhor chance do primeiro tempo. Após falta de Thiago Heleno sobre Miralles, o volante Fernando cobrou na trave de Bruno, quase abrindo o placar. Dois minutos depois, em nova falta pelo lado direito, Léo Gago levantou, Bruno rebateu, mas nenhum gremista apanhou o rebote.

O panorama não se alterou no segundo tempo, o que forçou Luxemburgo a trocar a dupla de ataque: saíram Kleber e Miralles e entraram os centroavantes André Lima e Marcelo Moreno. A primeira boa chance da etapa final foi paulista: Luan escapou pela esquerda e cruzou para Barcos, que chutou de primeira, mas desviado. No minuto seguinte, o mesmo Barcos limpou a marcação e arrematou com perigo, por cima.

O Grêmio levou perigo pela primeira vez só aos 32: Rondinelly, que recém entrara no lugar do apagado Marco Antônio, serviu Pará, que cruzou para André Lima. De peixinho, na área, o centroavante mandou para fora. Aos 35, o meia cruzou para Moreno, que tentou uma puxeta, mas Bruno segurou firme.

Aos 41, o contra-ataque sonhado por Felipão deu resultado. Em jogada rápida de Cicinho, o lateral deixou Mazinho livre na área do Grêmio. Ele fuzilou Victor e fez o gol da vitória. Nos descontos, Juninho cruzou na medida para Barcos, que tocou no contrapé de Victor e definiu o placar em 2 a 0.

FICHA TÉCNICA:

GRÊMIO 0 x 2 PALMEIRAS

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)

Data: 13 de junho de 2012, quarta-feira

Horário: 21h50 (horário de Brasília)

Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)

Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO)

Cartão amarelo: Thiago Heleno, Marcos Assunção e João Vítor (Palmeiras)

Gols: PALMEIRAS: Mazinho, aos 41, e Barcos, aos 45 minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Werley, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza, Léo Gago e Marco Antônio (Rondinelly); Kleber (André Lima) e Miralles (Marcelo Moreno)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PALMEIRAS: Bruno; Artur (Cicinho), Thiago Heleno, Maurício Ramos e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, João Vitor e Daniel Carvalho (Mazinho); Luan e Barcos

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Textos: site da ESPN Brasil

Fotos: site da ESPN – reprodução Agência Estado


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