15 fev 2012

Flamengo desperdiça chance de estrear na Libertadores vencendo. Corinthians arranca empate no último minuto. Santos perde. Estadual do Rio: Vasco e Fluminense vencem



 Rio de Janeiro (RJ), 16 de fevereiro de 2012

O Flamengo começou a fase de grupos da Libertadores, nesta quarta-feira, 16, com um empate, 1 a 1, diante do Lanús, na Argentina. Léo Moura foi autor do gol rubro-negro, ainda no primeiro tempo. Carranza empatou no final da partida. Agora, o Fla jogará em casa, no dia 8 de março, diante do Emelec, às 21h45, no Engenhão.

Pela Taça Guanabara, o Flamengo entra em campo já no sábado, 18, diante do Resende, em confronto válido pelo Estadual. O Rubro-negro precisa de uma vitória simples para garantir sua classificação para as semifinais da Taça Guanabara sem precisar de outros resultados.

Joel arma retranca

A primeira etapa começou com o Flamengo mais contido. Apesar de ter a mesma posse de bola do adversário, o Rubro-negro levou pressão do Lanús. Felipe fez duas boas defesas e ainda contou com a sorte. Aos 20 minutos, o atacante argentino Neira concluiu uma jogada ensaiada, mas a bola bateu no travessão e foi para fora.

Um pouco antes, Renato, em cobrança de falta, criou a única oportunidade de gol rubro-negra até os minutos finais, quando, em uma ótima troca de passes, que começou com Ronaldinho, passou por Renato e Junior Cesar, Léo Moura conseguiu concluir para o gol. O lateral-esquerdo do Fla chutou forte para dentro da área e o direito marcou, lá do outro lado.

Veio o segundo tempo e o Lanús continuou a pressão, só que mais contida e menos eficiente. Enquanto o Flamengo não conseguia criar situações de perigo para a defesa argentina, mantinha sua linha de zagueiros bem postada. Aos 27 minutos, Joel sacou Airton para a entrada de Bottinelli, tentando dar um gás para a equipe rubro-negra.

Do outro lado, o técnico do Lanús colocou atacantes e um deles, no seu primeiro lance, empatou. Aos 29 minutos, após uma bola perdida na intermediária, o time argentino foi ao fundo, conseguiu o cruzamento e Carranza mandou para as redes.

O gol animou o Lanús, que partiu ainda mais para cima. No entanto, o Flamengo passou a sair mais, pois contava com um homem a mais na linha de ataque. E no primeiro lance de perigo rubro-negro do segundo tempo, aos 34 minutos, Ronaldinho cruzou da esquerda, Deivid dividiu com o goleiro argentino e a bola sobrou para Bottinelli. Mas o meia argentino do Fla acabou isolando.

Logo em seguida, Bottinelli teve outra chance, mas o goleiro do Lanús defendeu bem. Depois, foi a vez de Deivid arriscar. O camisa 9 chutou de fora da área, a bola desviou em seu marcador e o arqueiro argentino teve trabalho novamente e colocou para escanteio. E nada mais aconteceu na partida: 1 a 1.

LANÚS 1 X 1 FLAMENGO
Estádio: Cidade de Lanús Néstor Díaz Pérez (A Fortaleza), Argentina
Data/horário: 15/02/2012 – 22h (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Assistentes: Mauricio Espinosa e Nicolás Tarán (URU)
Cartões amarelos: Renato (29’/1ºT), Welinton (16/2ºT), Fritzler (39’/2ºT)
Renda/Público:
Gols: Léo Moura (46’/1ºT), Carranza (29’/2ºT)

Fonte: www.flamengo.com.br

LANÚS: Agustín Marchesín; Gastón Díaz, Paolo Goltz, Diego Braghieri e Luciano Balbi; Matías Fritzler, Diego González, Diego Valeri e Mauricio Pereyra (Carranza 28’/2ºT); Juan Neira (Romero 17’/2ºT) e Mariano Pavone. Técnico Gabriel Schurrer.

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Aírton (Bottinelli 27’/2ºT), Maldonado, Willians e Renato; Ronaldinho e Deivid. Técnico Joel Santana

Corinthians arranca empate no último minuto

No último lance, o Corinthians escapou de começar com derrota a edição 2012 da Taça Libertadores. Ralf, o protetor da defesa, fez no momento decisivo aquilo que os atacantes alvinegros não conseguiram em 90 minutos. Com uma cabeçada certeira no minuto final, o volante marcou o gol do empate por 1 a 1 contra o Deportivo Táchira, nesta quarta-feira, 15, no estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, pelo Grupo 6. Alívio alvinegro na Venezuela.

A atuação não foi ruim, mas esteve aquém do nível de um dos favoritos ao título, sobretudo no sistema ofensivo, incapaz de finalizar com precisão. Tite trocou todo o setor durante o jogo até o gol salvador sair aos 48 minutos da cabeça de um defensor. Herrera, em lance “sobrenatural” com Chicão, anotou para o Táchira no primeiro tempo.

Os venezuelanos reclamaram da arbitragem, principalmente de um gol anulado no segundo tempo – Chourio estava na mesma linha quando recebeu passe de Herrera. O árbitro Wilmar Roldan e o bandeirinha Humberto Clavijo, responsáveis pela anulação do gol, tiveram de deixar o gramado e depois o estádio com proteção especial da polícia.

Com os resultados da primeira rodada, o Cruz Azul lidera o Grupo 6 com três pontos. Corinthians e Táchira têm um. O Nacional do Paraguai ainda não pontuou. Os paraguaios são os próximos adversários do Timão, dia 7 de março, no Pacaembu. Pelo estadual, o Alvinegro enfrenta o São Caetano, sábado, às 16h20m (horário de Brasília), no ABC, em partida que deve marcar o retorno de Adriano à equipe.

Não foi uma atuação primorosa, mas encerrar o primeiro tempo perdendo talvez não tenha sido justo com o Corinthians. Mesmo fora de casa, o Timão dominou boa parte dos 45 minutos, criou algumas chances para marcar, mas, em um lance de infelicidade da defesa, voltou para o vestiário com uma derrota por 1 a 0.

Os venezuelanos se arriscaram somente com segurança. Chacón, capitão e ídolo da torcida, era a melhor opção arrancando da defesa pelo lado direito. Por lá, saiu o gol, uma verdadeira trapalhada, aos 21 minutos. Após desvio de Chourio em cobrança de lateral, Chicão tentou cortar, a bola bateu em Herrera e encobriu Julio Cesar.

O placar desfavorável fez o Corinthians voltar a apertar. O empate quase veio com uma cabeçada de Danilo que encontrou o travessão. Sheik também teve sua oportunidade momentos depois. Alessandro chegou à linha de fundo e cruzou para trás. Livre na marca do pênalti, Emerson chutou fraco e Rivas defendeu.

O Corinthians voltou para o tempo final tentando pressionar novamente. Tite não fez mudanças, mas a bronca no intervalo deu mais velocidade ao time perto da área adversária. Logo no início, Fábio Santos por muito pouco não empatou em chute cruzado que passou próximo à trave esquerda de Rivas.

A paciência de Tite durou apenas 12 minutos, quando trocou Liedson e Emerson por Elton e Alex. A melhor chance, contudo, foi do Táchira. Chourio recebeu de Herrera na área e finalizou duas vezes para marcar. No entanto, a arbitragem já marcava impedimento. O lance revoltou a torcida, que passou a atirar alguns objetos no gramado.

O susto fez o Corinthians acordar e criar novamente. Elton, em antecipação à zaga, quase colocou a bola no ângulo direito. Em seguida, foi a vez de Leandro Castán chutar da marca do pênalti para boa defesa de Rivas.

Willian ainda entrou no lugar de Jorge Henrique para dar mais velocidade, mas não conseguiu. Fechado, o Táchira controlava bem as tentativas brasileiras e ainda foi perigoso nos contra-ataques. O Timão assustou nos chutes de longa distância de Alex. E seguiu lutando até o fim

Lutou tanto que acabou sendo recompensado no fim. Aos 48 minutos, numa cobrança de falta da esquerda, Alex alçou na área e Ralf, como homem-surpresa, acertou uma linda cabeçada para empatar a partida e mostrar que ao Corinthians às vezes falta brilho, mas nunca falta brio.

Fonte: www.globo.com

Santos perde na altitude com gol no fim

Na pesada altitude de 3640 metros de La Paz, o Santos abusou chances perdidas e acabou pagando caro. Com um gol nos últimos minutos, o time brasileiro acabou estreando na Libertadores com uma derrota por 2 a 1 para o The Strongest. Henrique até havia aberto o placar, mas o paraguaio Ernesto Cristaldo e Rodrigo Ramallo comandaram a virada boliviana.

O Santos até sofreu com a altitude boliviana, principalmente no começo do segundo tempo. Mesmo assim, a equipe conseguiu criar pelo menos seis claras chances de gol. O problema é que Neymar, o grande astro alvinegro, não estava em uma noite inspirada e não conseguiu vencer o goleiro Daniel Vaca. Elano também parou uma vez no travessão, e Alan Kardec não conseguiu alcançar outra bola que poderia dar a vitória na estreia.

O jogo – Na altitude de La Paz, a partida começou bastante agitada. Logo no primeiro minuto, o The Strongest teve uma falta perigosa para bater, mas Cristaldo acabou mandando para fora. No lance seguinte, foi a vez de o Santos assustar e reclamar de um pênalti não marcado. Da entrada da área, Ibson arriscou e acabou parando no braço do zagueiro Luis Méndez. O juiz, porém, mandou o jogo seguir.

Aos 5, o The Strongest voltou a assustar. Fucile vacilou na marcação, e Nelvin Soliz chegou sozinho pela esquerda. Sem muito cacoete de atacante, porém, o volante ignorou os colegas livres na área e bateu cruzado. A bola acabou passando por cima do gol.

Quando o The Strongest começava a gostar do jogo, o Santos chegou ao gol. Após falta dura em Neymar, Ganso colocou a bola na área e contou com uma péssima linha de impedimento dos bolivianos. Na confusão, o goleiro Daniel Vaca até fez a primeira defesa, mas rebateu a bola nos pés de Henrique, que só teve o trabalho de empurrar para as redes para abrir o placar.

Em vantagem, o Santos passou a deixar o The Strongest ficar mais com a bola. Aos 20, os bolivianos quase chegaram ao empate. Pablo Escobar arriscou de longe, e o chute passou tirando tinta da trave de Rafael.

Na sequência, porém, a estratégia santista quase deu certo. Borges puxou contra-ataque sozinho pela direita e cruzou. Neymar apareceu também livre pelo meio, mas pegou errado na bola. No rebote, o atacante ainda tentou de costas para o gol, mas acabou mandando para fora.

A chance desperdiçada acabou custando caro. Aos 33, Parada chegou sozinho pela direita, colocou na área e viu a zaga santista fazer feio. Ibson furou, Pará não acompanhou a marcação, e a bola acabou sobrando para Cristaldo, que pegou de primeira e fez um belo gol para deixar tudo igual.

O Santos começou a sentir mais os efeitos da altitude. Na volta do intervalo, Neymar chegou até a aparecer em campo com a tradicional bomba de oxigênio. Em campo, o The Strongest voltou a dominar a posse de bola e ameaçava com chutes de longe. Aos 9, Escobar bateu, e a bola passou à esquerda. Aos 11, foi a vez Chumacero bater para fora.

O time brasileiro apareceu pela primeira vez aos 12 minutos. Elano, que havia acabado de entrar no lugar de Ibson, cobrou falta e a bola caiu nos pés de Neymar, mas o atacante não conseguiu acertar o gol. O problema é que o The Strongest aproveitou a altitude e encaixou um contra-ataque muito rápido, e o goleiro Rafael teve que sair do gol e parar uma jogada com falta para evitar a virada. O santista tomou amarelo no lance, mas fez uma boa defesa na cobrança de falta de Pablo Escobar.

A partir deste momento o jogo ficou agitado de novo. Em uma jogada muito estranha, o Santos quase marcou. O goleiro Daniel Vaca saiu muito mal do gol e acabou sendo driblado por Neymar no lado esquerdo da área. O atacante tabelou com Ganso para abrir ângulo para a batida, mas acabou parando na zaga boliviana.

O Santos empolgou na partida. No lance seguinte, Neymar voltou a ficar na cara do goleiro, mas bateu cruzado para fora. Aos 26, o time brasileiro teve a sua chance mais clara de vencer. Elano recebeu linda bola de Neymar e ficou de cara para o goleiro. O meio-campista tirou de Daniel vaca, mas parou no travessão.

Dois minutos depois, Neymar ainda teve mais uma chance. O santista escapou da marcação e voltou a ficar de frente com o goleiro, mas parou em boa defesa de Daniel Vaca.

Com o jogo aberto, o The Strongest voltou a aparecer apenas aos 30. Luís Melgar recebeu bom cruzamento, se antecipou à zaga santista e cabeceou com perigo para Rafael. Cinco minutos depois, foi a vez de Chumacero receber livre e obrigar o goleiro santista a fazer boa defesa.

Depois dos sustos, o Santos ainda teve mais duas chances claras. Aos 37, Neymar recebeu de Ganso e girou contra o zagueiro, mas mandou para fora. Na sequência, Ganso voltou a lançar Neymar. O atacante cruzou com açúcar para Alan Kardec, mas o centroavante chegou atrasado e não conseguiu finalizar.

No fim, as chances desperdiçadas acabaram custando caro. Em cobrança de escanteio, Rodrigo Ramallo apareceu sozinho para tocar de cabeça e virar a partida para a equipe boliviana.

Textos e informações: www.espn.com.br

Vitória do Vasco

Mesmo sem grandes pretensões, o Vasco não tomou conhecimento do Volta Redonda nesta quarta-feira e venceu facilmente por 3 a 0. Alecsandro, duas vezes, e o jovem William Barbio marcaram os gols da partida, adiada pela quinta rodada da Taça Guanabara.

Com o resultado, o Vasco, que já entrou em campo classificado, mantém os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca e garante a primeira posição do grupo B. O ano vascaíno só não é completamente perfeito porque a equipe acabou derrotada em casa pelo Nacional, do Uruguai, na estreia da Copa Libertadores.

A vitória vascaína desta quarta ainda ajuda o Fluminense. Tudo porque o Volta Redonda divide a terceira posição do grupo e já tem dez pontos na competição, três a mais que o time tricolor. O Flu, porém, também tem jogo adiado da quinta rodada e pode tirar a desvantagem já nesta quarta.

E o Vasco ainda pode voltar a ajudar o Fluminense no fechamento da primeira fase. O time cruzmaltino pega o Boavista, atual vice-líder. Para não ser eliminada da Taça Guanabara, a equipe tricolor precisa torcer para os vascaínos não serem derrotados.

Já o Volta Redonda fica em situação complicada na competição. A equipe precisará vencer o Friburguense e torcer por tropeços de Boavista e Fluminense.

O jogo – Precisando da vitória, o Volta Redonda começou elétrico. Com cinco minutos, a equipe teve duas chances claras de gol. Na primeira, Jhonnattann tabelou com Marquinhos e entrou sozinho na área, mas bateu por cima. Logo em seguida, o mesmo Marquinhos cruzou bela bola para Joabe, que ajeitou para o zagueiro Robson. O beque tentou de calcanhar, mas parou na trave.

Depois da pressão inicial, porém, o Vasco acordou. Depois de boas jogadas de Dedé e William Barbio, foi Alecsandro quem apareceu para abrir o placar. Aos 14, Fellipe Bastos apareceu em velocidade pela direita e cruzou. O goleiro Douglas tentou afastar, mas não conseguiu e deixou a bola limpa para o atacante apenas empurrar para o fundo das redes.

Aproveitando o embalo, o Vasco aumentou a vantagem logo na jogada seguinte. A dupla de ataque voltou a aparecer bem novamente, Alecsandro lançou e William Barbio chutou cruzado por baixo das pernas do goleiro.

Na sequência, o juiz optou pela parada técnica e o jogo deu uma pequena esfriada. Em desvantagem, o Volta Redonda voltou a assustar aos 29. De novo como garçom, Marquinhos deixou Glauber sozinho pelo meio, mas Fernando Prass saiu muito bem do gol e defendeu nos pés do rival.

Apesar do susto, foi o Vasco quem voltou a mexer no placar. Após lançamento de Bernardo, Thiago Feltri foi derrubado na área por Robson e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Alecsandro não deu chances para o goleiro Douglas e bateu rasteiro no canto esquerdo, rente à trave.

Mesmo com a vantagem, o Vasco voltou aceso à etapa final. Logo aos 2, Juninho lançou William Barvio, que cruzou. O zagueiro falhou na frente de Alecsandro, mas o centroavante, que não estava esperando a chance, não conseguiu o domínio.

Com o placar praticamente definido, a partida ficou bastante monótona na etapa final. Nenhuma das duas equipes conseguia causar perigo. O Volta Redonda era quem mais tentava, mas não conseguiu mexer no placar.

FICHA TÉCNICA

VASCO 3 x 0 VOLTA REDONDA

Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 15 de fevereiro de 2012, quarta-feira

Horário: 19h30 (de Brasília)

Árbitro: Marcelo Pacheco (RJ)

Assistentes: Lilian Fernandes Bruno (RJ) e Andréa Marcelino de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Felipe Bastos e Rodolfo (Vasco); Naldo; João Paulo e Roberto (Volta Redonda)

Gols: Alecsandro aos 14 e 38 minutos do primeiro tempo; William Barbio aos 16 minutos do primeiro tempo

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Rodolfo, Renato Silva e Thiago Feltri (Max); Eduardo Costa, Felipe Bastos, Juninho Pernambucano e Bernardo (Jonathan); William Barbio (Kim) e Alecsandro

Técnico: Cristóvão Borges

VOLTA REDONDA: Douglas, Marquinhos (Murilo), Róbson, Naldo e Tiago Costa; Rodrigo Thiessen, Juninho (Roberto), Gláuber e João Paulo (Rafael Granja); Jhonnattann e Joabe

Técnico: Ricardo Drubscky

 

Flu mostra raça e segue vivo na Taça Guanabara

Na raça, os guerreiros ainda respiram. Com um jogador a menos desde os 30 minutos do primeiro tempo, quando Rafael Moura foi expulso, o Fluminense se impôs na superioridade técnica e derrotou o Americano por 3 a 2 na noite desta quarta-feira, 15, no Estádio Godofredo Cruz. Os gols de He-Man, Thiago Neves e Wellington Nem (Marcos Felipe e Hugo descontaram) mantiveram as chances de classificação para a semifinal da Taça Guanabara. Com dez pontos e ocupando a terceira posição do Grupo B, a equipe do técnico Abel Braga agora precisa derrotar o Bangu no sábado e torcer por um tropeço do Boavista diante do Vasco, que deverá usar os reservas.

As boas exibições do volante Jean e do atacante Wellington Nem em Campos serviram para dar a Abelão a alternativa de tornar o time mais veloz. O técnico, que já começa a sofrer pressão nas Laranjeiras após os primeiros maus resultados da temporada 2012, foi muito festejado pelo elenco em todos os gols. Na arquibancada, porém, uma faixa produzida por uma torcida organizada com os dizeres “Fora, Abel” se destacava.

A partida contra o Bangu será às 19h de sábado, em São Januário. No mesmo horário, o Americano – sétimo colocado do Grupo B, com quatro pontos – vai até o Marrentão para enfrentar o Duque de Caxias.

Precisando da vitória a todo custo, o Fluminense começou o jogo estudando o Americano. Aos poucos, porém, o Tricolor passou a fazer uso de sua maior técnica para dominar a partida. E não demorou muito para o placar sair do zero. Após bom passe de Bruno, Wellington Nem foi seguro na área por Ricardo Braz. Rafael Moura cobrou o pênalti no canto direito, sem chances para o goleiro Erivélton: 1 a 0 aos 13 minutos.

O empate do Americano quase saiu logo depois, quando Tardelly perdeu boa chance de cabeça na pequena área. Mas o Fluminense continuava dono do jogo e quase ampliou com Thiago Neves, que cobrou falta no travessão. O jogo parecia tranquilo para o Tricolor, até que o árbitro Rodrigo Nunes de Sá expulsou Rafael Moura aos 30 minutos de jogo. O atacante protegia a bola com o corpo e jogou o braço para trás. O zagueiro Adalberto aproveitou o choque e caiu no chão levando a mão ao rosto reclamando de cotovelada.

O lance deixou o Fluminense atordoado e foi suficiente para o Americano chegar ao empate. Sete minutos após a saída de He-Man, o lateral-esquerdo Marcos Felipe aproveitou desvio de cabeça de Thiago Neves após escanteio e soltou a bomba dentro da área.

Mesmo com um jogador a menos, o Fluminense voltou em ritmo acelerado para a etapa final. Depois de tomar um susto após falha de Leandro Euzébio no primeiro ataque do Americano, o Tricolor respirou aos quatro minutos. Bruno cruzou da direita, e Thiago Neves se antecipou à defesa para recolocar, de cabeça, o time das Laranjeiras em vantagem.

A superioridade do Americano na partida se restringia ao número de jogadores em campo. Na parte técnica, a vantagem era toda do Fluminense. E foi tocando a bola com calma e inteligência que o time chegou ao terceiro gol. Aos 23, Jean recebeu na entrada da área, livrou-se da marcação e achou Thiago Neves na área. Na frente de Erivélton, o camisa 7 deu passe para Wellington Nem chutar para o gol vazio: 3 a 1.

Com a vantagem de dois gols no placar, o Tricolor passou a esperar o apito final. Abel ainda colocou Wagner e Lanzini em campo para dar mais consistência ao meio-campo e reforçar a marcação no setor. Depois de começar a partida com três atacantes, o time terminou sem qualquer um em campo. O susto final veio quando já não havia tempo para mais nada. Aos 46, Leandro Euzébio falhou ao cortar cruzamento da direita, e a bola sobrou limpa para Hugo diminuir. O placar de 3 a 2 no fim garantiu os três pontos necessários e a sobrevida do Fluminense na Taça Guanabara. Pelo menos até o próximo sábado.

Fonte: www.globo.com


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