22 jun 2011

Santos é tricampeão da Libertadores: 2 a 1 no Peñarol



São Paulo (SP), 23 de junho de 2011

O Santos conquistou o tricampeonato da Taça Libertadores ao derrotar, nesta quarta, o Peñarol, do Uruguai, por 2 a 1, gols marcados no segundo tempo. No primeiro minuto, Neymar marcou, em jogada de Arouca, que após tabelar com Ganso, serviu Neymar. Danilo, aos 23, marcou o segundo gol, em jogada individual, e o Peñarol descontou aos 34, gol contra de Durval.
Depois do jogo, os jogadores uruguaios partiram para a briga, apelando feio.

Em homenagem ao Santos, veja matérias sobre a conquista publicadas no site oficial do clube:

Agora, a comparação com o melhor time da história do futebol brasilero é ainda mais inevitável. Com gols de Neymar e Danilo, Santos FC chegou ao tricampeonato da Copa Libertadores ao vencer o Peñarol por 2 a 1, nesta quarta-feira (22), no Pacaembu. Com o título, o Peixe consolida sua geração mais vitoriosa após a Era Pelé, época em os santistas foram bicampeões continentais e mundiais, em 1962 e 1963. Novamente a América está vestida de preto e branco.

A conquista na Libertadores 2011 inevitavelmente remete à equipe dourada da década de 1960. O Peñarol também foi o rival do Peixe na final de 1962, ano do primeiro título continental santista. Naquela época, o Peixe tinha Pelé, o melhor jogador do Século XX. Agora, tem Neymar, o melhor jogador brasileiro da atualidade, mas a equipe não se resume ao craque de 20 anos. O gênio PH Ganso, Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval, Léo, Adriano, Arouca, Elano e Zé Eduardo foram igualmente fundamentais no tricampeonato continental.

Além disso, o momento da premiação não poderia ter sido melhor para a torcida santista. O capitão Edu Dracena recebeu a Taça Libertadores da América das mãos do Rei Pelé.

O Jogo

No primeiro lance ofensivo, o Santos FC já levantou a torcida no Pacaembu. Neymar levantou a bola na área para Arouca. O volante cabeceou fraco e mandou pela linha de fundo. Menos de um minuto depois, outro cabeceio perigoso do Peixe. Em cobrança de falta, Elano alçou na área e Durval cabeceou tirando tinta da trave direita de Sosa.

Apesar da marcação forte dos uruguaios, Santos FC conseguia atacar. Aos oito minutos, Elano acertou um bom chute de fora da área, obrigando difícil defesa de Sosa. Dois minutos depois, PH Ganso lançou Neymar na área, que se desequilibrou e não conseguiu concluir a finalização.

Somente aos 11 minutos, o Peñarol teve seu primeiro lance de perigo. Aguiar arriscou de longe, a bola bateu em Oliveira e sobrou para Martinuccio. O meia tentou cruzar, mas, bem posicionado, Rafael cortou o passe.

O Peñarol seguia marcando duro. Até os 30 minutos, os uruguaios já haviam cometido 12 faltas, enquanto os santistas apenas duas. E a melhor chance do Peixe, até então, veio em uma cobrança. Da entrada da área, Elano bateu por cima da barreira e mandou no canto esquerdo de Sosa, que fez bela defesa.

O Peñarol fez sua primeira substituição aos 37 minutos. Contundido, o lateral-direito González saiu para a entrada de Emiliano Albín.

A melhor chance do Santos FC no primeiro tempo veio aos 43 minutos. Após rápida troca de passes do ataque santista, Zé Eduardo tocou para Léo, que completou de primeira, mas mandou o chute de direita para fora. Três minutos depois, o Peixe ainda teve outro lance de perigo. Após cobrança de escanteio, Durval cabeceou bem, mas Sosa defendeu com segurança. Assim, a primeira etapa terminou com um empate sem gols.

No início do segundo tempo, Neymar abre caminho para o Tri

Considerado o jogo de ida, a ausência de gols na final da Libertadores durava135 minutos. Mas logo no início da segunda etapa no Pacaembu, Neymar abriu o placar. Arouca fez espetacular jogada na frente da área e encontrou o craque santista, que finalizou de primeira e marcou pela sexta fez na competição.

Após o gol santista, o time uruguaio ficava mais violento. Aos sete minutos, Corujo deu uma entrada criminosa em Arouca, mas levou apenas o cartão amarelo.No lance seguinte, Neymar fez bela jogada pela esquerda e arrisca de fora da área. A bola saiu tirando tinta do travessão.

Apesar das tentativas de reação dos uruguaios, o Santos FC seguia superior na partida. Aos 22 minutos, o Peixe fez a primeira alteração na equipe. Alex Sandro entrou na vaga de Léo.

E a superioridade santista se confirmou em mais um gol. Elano tocou para Danilo, que driblou Dario Rodriguez e chutou de canhota, rasteiro no canto direito de Sosa.

Depois do segundo gol alvinegro, o Peñarol se desarticulou em campo, mas não se entregou. Em sua última cartada, aos 34 mintuos, o técnico Diego Aguirre trocou um lateral por um atacante. E a substiuição deu certo.Estoyanoff, que havia acabado de entrar, cruzou pela direita, Durval desviou contra o patrimônio e atrapalhando o goleiro Rafael. Com o gol uruguaio, a partida se mostraria dramática nos últimos minutos.

O Peixe ainda teve duas oportunidades de ampliar. Aos 40 minutos, Neymar fez linda jogada pela esquerda, cruzou para Ganso. O meia chutou fraco, mas Zé Eduardo desviou de cabeça e mandou para fora. Já aos 44, Pará deu bom passe para Neymar, que tocou com categoria sobre o goleiro Sosa. A bola bate na traveu e Zé Love perdeu no rebote. Mesmo assim, o Peixe confirmou a vitória e mais um vez vestiu a América de branco e preto.

TÍTULO NO CENTÉSIMO JOGO

Além de marcar o tricampeonato santista na Libertadores, o segundo jogo da decisão contra o Peñarol (Uruguai) também é histórico por outro motivo. A partida desta quarta-feira (22) no Pacaembu foi a centésima do Peixe na competição.

Em 2011, o Alvinegro Praiano disputou sua 11ª Libertadores. Mas a trajetória santista na competição começou há 42 anos. Logo na primeira participação, em 1962, o primeiro título após três jogos contra o próprio Peñarol. O bicampeonato viria logo na sequência, em 1963, após decisão contra o Boca Juniors (Argentina). Nos dois anos que se seguiram, o Clube parou na semifinal. Em 1964, contra Independiente (Argentina) e, em 1965, diante do Peñarol (Uruguai).

Mas a melhor campanha desde então aconteceu em 2003. A equipe, que tinha Elano e Léo, ficou com o segundo lugar após derrota na final para o Boca. Em 2007, o time também chegou perto, mas parou na semifinal contra o Grêmio.

Ao todo, o Clube tem 57 vitórias, 20 empates e sofreu 23 derrotas em 100 jogos na competição. A equipe marcou 206 gols e foi vazado 124 vezes. O principal artilheiro do time, como não poderia deixar de ser, é Pelé, com 17 gols. Robinho é o segundo, com 14, e Coutinho o terceiro, com 11.

Conheça as campanhas do Peixe na Libertadores

1962

Jogos: 9

Vitórias: 6

Empates: 2

Derrota: 1

Gols pró: 29

Gols contra: 11

Artilheiros

Coutinho – 6

Dorval, Pelé e Pepe – 4

Pagão – 3

Lima, Mengálvio e Zito – 2

Tite – 1

Caetano (Peñarol) contra – 1

1963

Jogos: 4

Vitórias: 3

Empates: 1

Derrotas: 0

Gols pró: 10

Gols contra: 4

Artilheiros

Pelé – 5

Coutinho – 3

Lima – 2

1964

Jogos: 2

Vitórias: 0

Empates: 0

Derrotas: 2

Gols pró: 3

Gols contra: 5

Artilheiros

Peixinho, Pepe e Toninho Guerreiro – 1

1965

Jogos: 7

Vitórias: 5

Empates: 0

Derrotas: 2

Gols pró: 18

Gols contra: 12

Artilheiros

Pelé – 8

Pepe – 3

Coutinho, Dorval e Peixinho – 2

Mengálvio – 1

1984

Jogos: 6

Vitórias: 1

Empates: 0

Derrotas: 5

Gols pró: 5

Gols contra: 14

Artilheiros

Lino – 2

Ronaldo e Toninho Carlos – 1

Perez (Deportivo Junior) contra – 1

2003

Jogos: 14

Vitórias: 7

Empates: 5

Derrotas: 2

Gols pró: 30

Gols contra: 19

Artilheiros

Ricardo Oliveira – 9

Alex, Diego e Robinho – 4

Nenê – 3

Léo – 2

André Luis, Elano, Fabiano e Renato – 1

2004

Jogos: 10

Vitórias: 6

Empates: 2

Derrotas: 2

Gols pró: 21

Gols contra: 12

Artilheiros

Basílio – 5

Diego e Robinho – 4

Elano e Robson – 2

Alex, Lopes, Preto Casagrande e Renato – 1

2005

Jogos: 10

Vitórias: 5

Empates: 0

Derrotas: 5

Gols pró: 24

Gols contra: 17

Artilheiros

Ricardinho e Robinho – 6

Deivid – 5

Ávalos, Basílio, Flávio, Léo, Paulo César e Ricardo Bóvio – 1

Risso (Danúbio) contra – 1

2007

Jogos: 14

Vitórias: 11

Empates: 2

Derrota: 1

Gols pró: 28

Gols contra: 9

Artilheiros

Zé Roberto – 7

Marcos Aurélio – 5

Cláber Santana e Rodrigo Tiuí – 3

Renatinho – 2

Adaílton, Carlinhos, Jonas, Maldonado, Pedrinho, Pedro, Rodrigo Souto e Rodrigo Tabata – 1

2008

Jogos: 10

Vitórias: 6

Empates: 1

Derrotas: 3

Gols pró: 18

Gols contra: 6

Artilheiros

Kléber Pereira – 7

Molina – 6

Lima – 2

Domingos, Quiñonez e Trípodi – 1

2011

Jogos: 13

Vitórias: 7

Empates: 5

Derrotas: 1

Gols pró: 20

Gols contra: 13

Artilheiros

Neymar – 6

Danilo – 4

Elano – 3

Alan Patrick, Edu Dracena, Jonathan, Maikon Leite, PH Ganso e Zé Eduardo – 1

Barreto (Cerro Porteño) contra – 1

Conheça a lista completa de artilheiros do Clube na competição

Pelé – 17 gols

Róbinho – 14

Coutinho – 11

Ricardo Oliveira – 9

Diego e Pepe – 8

Kléber Pereira – 7

Basílio, Dorval, Elano, Molina, Neymar e Ricardinho – 6

Alex e Deivid – 5

Danilo e Lima – 4

Léo, Nenê, Pagão e Peixinho – 3

Lima, Lino, Mengálvio, Renato, Robson e Zito – 2

Alan Patrick, André Luís, Ávalos, Edu Dracena, Fabiano, Flavio, Jonathan, Lopes, Maikon Leite, Paulo Cesar, PH Ganso, Preto Casagande, Quiñonez, Ricardo Bóvio, Ronaldo, Tite, Toninho Carlos, Toninho Guerreiro, Trípodi e Zé Eduardo – 1

Gols contra:

Barreto (Cerro Porteño-PAR – 2011) – 1 gol

Caetano (Peñarol-URU – 1962) – 1 gol

Perez (Deportivo Junior-COL – 1984) – 1 gol

Risso (Danúbio-URU – 2005) – 1 gol

 

Relembre os dois primeiros títulos da Libertadores conquistados pelo Alvinegro Praiano

O Santos FC levantou o terceiro título da Libertadores da América nesta quarta (22), diante do Peñarol, após 48 anos de espera. As duas primeiras conquistas aconteceram em 1962 e 1963, pelos pés de Pelé, Pepe, Coutinho e companhia.

O tri do Peixe está vivo na memória de toda a nação alvinegra, por isso, relembre aqui abaixo a trajetória do Santos FC nas conquistas sul-americanas da década de 60.

1962

Durante a competição, foram nove partidas, com seis vitórias, dois empates e uma derrota. A equipe marcou 29 gols e sofreu 11. O título veio após três partidas finais:

1ª Final – Peñarol 1 x 2 Santos FC

Dia: 28/07/1962

Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)

Gols: Coutinho (2)

Time em campo: Gilmar; Mauro, Dalmo e Lima; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Pagão, Coutinho e Pepe (Oswaldo). Técnico: Lula

Time do Peñarol: Maidana; Gonzalez, Lezcano e Caetano; Matosas e Cano; Rocha, Sasia, Cabrera (Moacyr), Spencer e Joya. Técnico: Bella Gutman

Árbitro: Carlos Robles (Chile)

2ª Final – Santos FC 2 x 3 Peñarol

Dia: 02/08/1962

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Gols: Dorval e Mengálvio (Santos FC), Spencer(2) e Sasia (Peñarol).

Time em campo: Gilmar; Mauro, Dalmo e Lima; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Pagão, Coutinho e Pepe. Técnico: Lula

Time do Peñarol: Maidana; Gonzalez, Lezcano e Caetano; Matosas e Cano; Hernandez, Carranza (Goncalves), Rocha, Sasia, Spencer e Joya. Técnico: Bella Gutman

Árbitro: Carlos Robles (Chile)

Curiosidade: Pelé não jogou nessas duas partidas, pois sofrera distensão muscular na Copa do Mundo do Chile e estava em recuperação. Além disso, o jogo realizado na Vila Belmiro teve uma grande confusão. Por isso, a grande final foi levada a campo neutro. O episódio ficou conhecido como Noite das Garrafadas.

3ª Final – Santos FC 3 x 0 Peñarol

Dia: 30/08/1962

Local: Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina)

Gols: Pelé (2) e Caetano (contra)

Time em campo: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

Time do Peñarol: Maidana; Gonzalez, Lescano e Cano; Caetano e Goncalves; Rocha, Sasia, Matosas, Spencer e Joya. Técnico: Bella Gutman.

Árbitro: Léo Horn (Holanda)

1963

No bicampeonato, foram quatro partidas, com três vitórias, um empate e nenhuma derrota. O time marcou 10 gols e sofreu quatro.

1ª Final – Santos FC 3 x 2 Boca Juniors

Dia: 04/09/1963

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro

Gols: Coutinho (2), Lima (Santos FC) e Sanfilipo (Boca Juniors)

Time em campo: Gilmar; Mauro, Dalmo e Geraldino; Zito e Calvet; Dorval,Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

Time do Boca Juniors: Herrera; Simeone, Madalena e Marzilini (Silveira); Orlando e Rattin; Grillo, Rojas, Menendes, Sanfilipo e Gonzallez.

Árbitro: Marcel Dubois (França)

2ª Final – Boca Juniors 1 x 2 Santos FC

Dia: 11/09/1963

Local: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)

Gols: Coutinho, Pelé (Santos FC) e Sanfilipo (Boca Juniors)

Time em campo: Gilmar; Dalmo, Mauro e Geraldino; Zito e Calvet; Dorva, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

Time do Boca Juniors: Herrera; Simeone, Madalena e Orlano; Rattin e Silveira; Grillo, Menendez, Rojas, Sanfilipo e Gonzalez.

Textos e foto: site oficial do Santos


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