IOR nunca foi moleza!

POR: Marco “Alvorada” Antônio –  correu os cinco primeiros IOR. Agora integra a organização do evento

“Corria o Ibitipoca nas motos, com uma DT 180. Depois comprei uma Explorer 27.5. Nos primeiros anos, o rali era bem pesado. Não tinha moleza. As trilhas eram extremamente exigentes com o equipamento e com os pilotos(como eu) que se atreviam a desafiar essas trilhas.

Em 1992, o Manoel fez um percurso, no qual tínhamos que passar pelos famosos Degraus. Eram formações de pedra com um metro, um metro e meio de altura, que pareciam eternos. Você ia subindo e puxava a moto, e dava motor, subia mais um, segurava o peso todo, uma luta que só quem passou sabe.

Fui subindo, subindo e, quando chegou lá em cima, tinha um competidor deitado em cima da moto. Aí ele falou: ‘quero saber o desgraçado que inventou esse caminho, porque isso não é coisa de gente não, é coisa de doido’.

Deixei o concorrente deitado na moto no meio do caminho. Desci a trilha, lá embaixo tinha um riacho. Eu também estava morto porque a prova estava pesadíssima. Deitei no riacho um pouco, pensando em desistir e ficar por ali mesmo. Mas resolvi voltar para a prova. Foi a minha desgraça. Quando cheguei de volta e relaxei, estava com 40 graus de febre! Tudo por culpa dos famosos Degraus”.

 


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