27 mar 2011

Rogério Ceni chega ao 100º gol e desabafa



São Paulo (SP), 27 de março de 2011

Rogério Ceni passou quatro dias minimizando a possibilidade de fazer o centésimo gol de sua carreira contra o Corinthians se ele não viesse acompanhado da vitória. Neste domingo, 27, o arqueiro não só chegou ao tento histórico como ajudou o time a superar o rival por 2 a 1 na Arena Barueri e quebrar uma incômoda marca de 11 partidas sem fazê-lo.

O relógio marcava oito minutos do segundo tempo quando o goleiro tricolor bateu com perfeição falta sofrida por Fernandinho, no ângulo direito de Julio Cesar. Era a coroação e a simbolização mais do que perfeita para o jogador, maior arqueiro-artilheiro de toda a história do futebol. Dagoberto havia aberto o placar aos 40 minutos da primeira etapa, e Dentinho descontou aos 22 da fase complementar.

Coincidência ou não, a última vitória tricolor sobre o rival, no distante dia 11 de fevereiro de 2007, também teve tento de Rogério, o segundo naquele triunfo por 3 a 1. Lá, era o gol 71 de sua carreira. Seu retrospecto contra o Corinthians agora tem 17 vitórias a favor, 16 empates e 19 derrotas.

Com o resultado, o São Paulo, além do tabu quebrado, passa o Corinthians, agora terceiro, na tabela de classificação do Campeonato Paulista nesta 16ª rodada, agora com 34 pontos, mesma quantidade rival, mas com a vantagem de uma vitória a mais (11 a 10). O Palmeiras é o líder com 35.

Pelo lado alvinegro, o resultado também aumenta para três o número de derrotas da equipe sob o comando de Tite, a mais doída delas para o Tolima ainda fase pré-grupos da Libertadores da América. A outra foi no Paulista.

A partida, tensa, teve três expulsões, sendo duas pelo lado do Corinthians e uma no do São Paulo. O primeiro a receber o cartão vermelho foi o lateral direito Alessandro. Logo depois foi a vez de Dagoberto, autor do primeiro gol tricolor, também ser excluído pelo árbitro Guilherme Ceretta de Lima. Dentinho também acabou punido e fora da partida mais cedo.

O jogo

Sem contar com a sensação Lucas, servindo a seleção brasileira, e Juan, suspenso, o São Paulo foi armado com Ilsinho no meio-campo e Junior Cesar na lateral esquerda. Outra novidade de Paulo César Carpegiani foi o volante Rodrigo Souto no lugar de Casemiro. Já o Corinthians repetiu a escalação que vinha de três vitórias consecutivas. A única ausência na lista de relacionados do técnico Tite foi Bruno César, que está prestes a deixar o clube rumo ao Benfica, de Portugal. O titular do meio-campo, no entanto, já vinha sendo Morais.

O primeiro lance que mexeu com a torcida aconteceu aos oito minutos. Miranda protegeu bola na linha de fundo à frente de Liedson e saiu jogando, mas vacilou e foi desarmado. O atacante atrasou a bola para Morais, que chutou colocado e acertou a defesa são-paulina. Depois da bobeada na defesa, o São Paulo ensaiou chutes de longa distância em direção à meta de Julio Cesar. Dagoberto, duas vezes pela meia direita, e Jean, em sobra da intermediária, até colocaram força na bola, mas os arremates saíram pela linha de fundo.

Aos 18 minutos, Liedson foi derrubado por dois marcadores do São Paulo, Rodrigo Souto e Alex Silva, e ganhou falta perigosa no bico direito da área. Mas o lateral esquerdo Fábio Santos, homem da bola parada corintiana, cobrou sem ameaçar o gol de Rogério Ceni. O jogo seguiu equilibrado e sem trabalho para os goleiros até 39 minutos, quando Dagoberto voltou a arriscar de longe. Desta vez, entretanto, o atacante acertou a pontaria. Da meia esquerda, o são-paulino chutou forte, no canto direito, para inaugurar o marcador.

Segunda etapa quente

Mas a partida só esquentou de verdade no retorno do intervalo. Aos oito minutos do segundo tempo, o goleiro-artilheiro Rogério Ceni cobrou falta com perfeição, próxima ao bico esquerdo da área e acertou o ângulo direito de Julio Cesar, fazendo seu centésimo gol na carreira.

Depois de minutos de festa em Barueri, com direito a fogos de artifício, o Corinthians ainda perdeu Alessandro, que recebeu cartão vermelho por cometer falta violenta em Dagoberto na lateral do gramado. A expulsão poderia complicar a equipe alvinegra, mas Dentinho, aos 22 minutos, arriscou da meia esquerda, no canto direito de Ceni, e diminuiu a vantagem.

Para melhorar a situação corintiana, Dagoberto entrou forte em Dentinho no campo de ataque, dois minutos depois do gol, e também foi expulso de campo pelo árbitro. Só que o atacante alvinegro, autor do gol e responsável por tirar o são-paulino da partida, também perdeu a cabeça mais tarde, acertou Rodrigo Souto e deixou o Corinthians novamente com dez jogadores.

Ciente do erro cometido quando teve um jogador a mais da primeira vez, o São Paulo acalmou os ânimos e passou a cozinhar o jogo. O Corinthians seguiu em cima, mas teve dificuldades para vencer a barreira defensiva são-paulina, não mais balançou a rede e viu o tabu cair.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 1 CORINTHIANS

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)

Data: 27 de março de 2011, domingo

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima

Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira e Carlos Alberto Funari

Assistentes adicionais: Luiz Flávio de Oliveira e Antônio Rogério Batista do Prado

Cartões amarelos: Dagoberto, Rogério Ceni, Junior Cesar, Ilsinho e Rhodolfo (São Paulo); Jorge Henrique (Corinthians)

Cartões vermelhos: Alessandro e Dentinho (Corinthians); Dagoberto (São Paulo)

GOLS: SÃO PAULO: Dagoberto, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Rogério Ceni, aos oito minutos do segundo tempo; CORINTHIANS: Dentinho, aos 22 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto (Casemiro), Jean, Carlinhos Paraíba, e Ilsinho (Marlos); Fernandinho (Rivaldo) e Dagoberto

Técnico: Paulo César Carpegiani

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Danilo); Ralf, Paulinho, Morais (Cachito Ramírez) e Jorge Henrique (Willian); Dentinho e Liedson

Técnico: Tite

Goleiro exalta nação são-paulina e critica “coisa ruim no futebol”

O momento era de festa pelo 100º gol, mas Rogério Ceni não esqueceu as lutas recentes do São Paulo fora de campo. Ao dedicar o feito histórico, o goleiro lembrou da “nação são-paulina” e das disputas políticas em que o clube tem se envolvido nos últimos anos. Sem citar nomes, Rogério fez uma clara crítica a Ricardo Texeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Esse gol é para toda a nação são-paulina e para a entidade São Paulo Futebol Clube, que luta contra tanta coisa ruim no futebol. Quero dedicar a todos os caras que enfrentam dificuldades e trazem benefícios para o futebol brasileiro. Gente que quer dividir com todos, gente justa que quer o melhor para o futebol, que não quer só ganhar dinheiro”, desabafou Rogério.

“O São Paulo sempre quis o melhor para ele, mas também para os outros. O time tem sido prejudicado por querer o melhor para o futebol brasileiro. Será que só uma pessoa manda nesse país? Mais que o presidente da república até?”, perguntou o goleiro, referindo-se ao presidente da entidade que comanda o futebol nacional.

Nos últimos anos, o São Paulo e a CBF têm vivido em constante disputa. A briga começou com a eleição do Clube dos 13, em abril do ano passado, quando o clube apoiou Fábio Koff na disputa com Kleber Leite, apoiado pela entidade.

Um dia depois de Koff ter sido reeleito, a entidade anunciou que o Morumbi, estádio são-paulino, estava fora da Copa do Mundo de 2014. Em agosto do mesmo ano, foi anunciado que o futuro estádio do Corinthians – presidido por Andrés Sanchez, aliado de Ricardo Teixeira – receberia o Mundial.

A queda de braço continuou com a disputa pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre a Rede Globo e o Clube dos 13. Enquanto Corinthians e outros nove clubes já fecharam contrato com a emissora carioca, o São Paulo defende uma negociação em grupo e sob o guarda-chuva da instituição que representa 20 clunes e que rachou por conta da questão.

Outra polêmica entre o clube a CBF que se arrasta é a da Taça das Bolinhas. O troféu foi confeccionado para ser entregue ao primeiro clube cinco vezes campeão brasileiro. Como a CBF não reconhecia o título do Flamengo em 1987, o São Paulo recebeu a taça no dia 13 de fevereiro neste ano.

Em mais um capítulo da disputa, a CBF decidiu oito dias depois que reconheceria o título do clube carioca. Assim, o Flamengo seria considerado o primeiro pentacampeão, passando a ter, segundo a entidade, o direito de reivindicar o troféu.

Textos: site da ESPN Brasil – www.espn.com.br

Foto: Wander Roberto/Vipcomm


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