18 out 2017

Faefid-UFJF recebe nota máxima em avaliação, foca em “atuar com pessoas” e vê trabalho dobrado



   O curso de Educação Física da Universidade Federal de Juiz de Fora vive um momento especial. Nota 5 (máxima) no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e nota máxima também no Guia do Estudante. Um pulsar no dia a dia das salas e dos corredores condizente com a intensa movimentação nas dependências da Faefid – ginásio, campo e pista de atletismo permanentemente ocupados em eventos regionais, nacionais e internacionais de modalidades como vôlei, futsal, futebol, futebol americano, handebol, natação e provas de atletismo.  E com novo ginásio e novo prédio próximos da inauguração.

     Para a professora Selva Barreto, atual coordenadora do curso, o momento especial é fruto da sequência de um trabalho. Instigada sobre os motivos para o reconhecimento externo, ela aponta: “É resultado da ação de professores, coordenação,  chefias de departamento e direção em prol da formação de excelentes profissionais, de seres humanos capacitados, mas primordialmente conscientes da necessidade que nós temos de atuar com pessoas. A Educação Física é para atuar com pessoas, tem que ter um estudo muito mais amplo, e é muito maior do que muitas pessoas pensam. Ela não é um mero “jogar bola”, não é uma mera execução de ações. Envolve vários procedimentos, vários conhecimentos. E quando os alunos entendem isso, e quando a gente caminha no sentido de integralidade dos conhecimentos e de ampliação, isso gera um resultado”.

    Como a coordenação recebe e observa essas notas máximas?

 

Professora Selva Barreto, coordenadora do Curso de Educação Física da UFJF

  “O Enade é uma avaliação que é feita em nível nacional, com todos os alunos que irão finalizar o curso. Ano passado aconteceu essa avaliação para o bacharelado em Educação Física e demais cursos. Especificamente no nosso caso, essa nota cinco serviu para dizer que estamos no caminho certo. Essa nota cinco, que é o valor máximo da escala, é o indicativo de que estamos proporcionando um ensino de qualidade para os nossos alunos. As questões são referentes a conteúdos veiculados ao curso de Educação Física e também questões de conhecimentos gerais. A avaliação tem como objeto maior o nível de conhecimento e interpretação de análise de questões e de vivências atuais pelos formandos de diversos cursos. A prova não demonstra conhecimento em relação ao curso, aos conteúdos próprios de uma carreira, mas também as relações dessa carreira escolhida com relação ao mundo que vivemos. Tem questões de níveis geral, político, de vivência e com sentido maior de conhecimento pleno, não só da carreira especifica de atuação escolhida. Esse valor máximo, que é a nota cinco ( sempre gostamos de frisar isso, que as pessoas acham que a nota máxima é dez), indica que os alunos são conhecedores da realidade, são conhecedores da aplicabilidade dos conhecimentos próprios da profissão para a vivência do homem, que nós temos hoje da atualidade”

   Que fatores podem ser citados na avaliação desse momento do Curso?

“Prioritariamente a conscientização dos nossos alunos sobre a importância dessa avaliação e do valor que eles têm que dar a uma tentativa de melhoria e de avaliação dos cursos. Os cursos que não atingem uma nota adequada são reavaliados, são reequipados e recebem uma série de auxílios, e até mesmo uma série de sanções para que possam oferecer um ensino de qualidade. Mais ainda: são um indicativo do esforço que nós, enquanto Faculdade da Educação Física de Desportos, desempenhamos em prol da formação dos nossos alunos. É resultado da ação dos professores, da ação da coordenação, das chefias de departamento e da direção da nossa faculdade, em prol da formação de excelentes profissionais, de seres humanos capacitados, mas primordialmente conscientes da necessidade que nós temos de atuar com pessoas. A Educação Física é para atuar com pessoas, ela tem que ter um estudo muito mais amplo, e é muito maior do que muitas pessoas pensam. Ela não é um mero “jogar bola”, não é uma mera execução de ações. Envolve vários procedimentos, vários conhecimentos. E quando os alunos entendem isso, e quando a gente caminha no sentido de integralidade dos conhecimentos e de ampliação, isso gera um resultado, que é uma consequência de uma estruturação planejada e levada a cabo com grande trabalho e com muito orgulho. Essa nota 5 para mim, como coordenadora que estou, é o resultado de nossas coordenações, de outras direções, da atual direção, de atuais alunos, ex-alunos e primordialmente de um conjunto.

  O que essa pontuação traz como estímulo e desafios aos responsáveis pelo Curso?

  “O objetivo prioritariamente agora é manter as notas. Consegui-las uma vez é difícil, mantê-las é tão difícil quanto. À medida que os cursos vão conseguindo essas notas, é óbvio que as necessidades e o resultado vão sendo ampliados. Manter essa nota vai ser tão difícil quanto foi consegui-la. Remete a necessidade de um trabalho constante sobre o repensar do processo pedagógico, de trabalhar com pessoas e, primordialmente, entender o que o mercado solicita, entender as necessidades de modificação desse mercado e até mesmo entender as necessidades  do ensino e da  aprendizagem como um fator motivacional. Se conseguimos agora, então temos que trabalhar dobrado para mantê-lo.

  Há um bom tempo os espaços da Faefid vêm sendo ocupados. Seja por  jogos da equipe de vôlei, há seis  anos numa Superliga, ou por modalidades, como atletismo, futsal, handebol, e mais recentemente o futebol americano. Essa situação, que coloca a UFJF como palco de eventos esportivos, de aprendizado, para os alunos também tem um reflexo importante?

“Claro. O processo de ensino e aprendizagem de uma faculdade e de um curso de Educação Física, seja em licenciatura, seja em bacharelado, não é feito somente em sala de aula, na quadra, ele é feito também em verificação e constatação de treinamentos adequados, não só do time de vôlei, como também outros times que já vieram na Universidade e já usaram das nossas instalações. São palcos de estágios de nossos alunos e que muitas vezes têm professores envolvidos, e isso se torna um momento de ensino muito forte, até porque permite pesquisa, permite extensão e o entrelaçamento de todos os tipos de conhecimento. Não é só na sala de aula que temos isso, é na vivência. Até mesmo como espectadora, como incentivadora e principalmente na possibilidade de mostrar para nossos alunos um outro mundo, uma outra organização”.

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola

 

 

 


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