18 jul 2012

De JF para a Seleção e Liga Espanhola



Um jovem que alcançou o reconhecimento no Handebol, joga em uma das maiores ligas do mundo, chegou à Seleção Brasileira, mas não esqueceu as suas origens. No último domingo, 15, o juiz-forano Thiagus Petrus dos Santos, 23 anos, embarcou de volta para a Espanha a fim de se apresentar ao seu atual clube, o Naturhouse La Rioja, da cidade de Logroño. Durante as férias, visitou os amigos do Instituto Federal do Sudeste de Minas e da Escola Estadual Sebastião Patrus de Souza onde, com o professor Tarcísio Monteiro Mayer, deu os primeiros arremessos na modalidade.

Thiagus, ao centro, em foto com jogadores do Granbery e de Santos Dumont, finalistas da Copa Prefeitura Bahamas da modalidade Juvenil masculina

Em Juiz de Fora depois de ser vice-campeão no Sul-americano de Handebol com a Seleção Brasileira, em junho, na Argentina, Thiagus Petrus mostrou que não consegue esquecer o esporte mesmo quando está de folga. Humilde, fez questão de assistir às partidas finais da Copa Prefeitura Bahamas de Handebol e o zonal classificatório para o Campeonato Mineiro simplesmente para incentivar antigos companheiros.

Em uma dessas oportunidades, concedeu entrevista ao Portal Toque de Bola. Ele, que joga como armador-esquerdo, falou do início da carreira, a transferência para São Paulo, a Liga Espanhola, a importância dos estudos, Jogos Olímpicos e também de Seleção Brasileira, tema que o fez demonstrar tristeza pela equipe não estar em Londres 2012, e disposição de treinar para fazer bonito nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Confira, abaixo, a entrevista com um dos maiores jogadores do Handebol brasileiro na atualidade.

O início em Juiz de Fora

“Comecei a jogar com 13 anos na Escola Estadual Sebastião Patrus de Souza, no bairro Santa Terezinha. O professor Tarcísio há anos vem iniciando os alunos no Handebol. De lá, fui para o Olímpico, já com 15 anos, onde fiquei até 2007, quando me transferi para o Pinheiros, de São Paulo. Fui lá em 2006 fazer o teste mas não passei. Fui passar apenas no segundo teste”.

A vida em São Paulo

“Foi ótimo ter ido para São Paulo. A adaptação foi difícil. Sentia muita saudade da família. Foi uma experiência de amadurecimento, crescimento, que foi fantástica. Evoluí tecnicamente jogando no Pinheiros e no primeiro ano já tinha chegado à Seleção Juvenil. Fui campeão brasileiro juvenil e paulista júnior. Fiquei no Pinheiros até 2011. Entre os principais títulos que conquistei estão o tricampeonato da Liga Nacional Adulta, o bicampeonato paulista e do Campeonato Pan-Americano de Clubes”.

Seleção Brasileira

“Simultaneamente, [em 2010] fui convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira Principal”. Disputei o Sul-Americano de Medelin (Colômbia), onde fomos campeões. Fomos vice no Pan-Americano de Handebol no Chile e, já em 2011, jogamos o Campeonato Mundial da Suécia, ficamos em 21º, e conquistamos a medalha de prata nos Jogos Pan-Americano de Guadalajara (México). Neste ano, acabo de voltar do Pan-Americano de Handebol, na Argentina, onde ficamos com o vice”.

Jogos Olímpicos de Londres

“O Brasil só vai participar em Londres no Handebol feminino. Perdemos a vaga no Pan de Guadalajara. Só o campeão tinha classificação e foi a Argentina. Em abril deste ano, houve o Pré-Olímpico da Suécia, mas não conseguimos a vaga. Era uma repescagem mundial. Perdemos da Suécia e da Hungria e ganhamos da Macedônia. O caminho mais fácil era no Pan”.

Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

“A gente está com treinador novo, o Jordi Ribera, que já havia comandado a Seleção Brasileira entre 2006 e 2008. Ele vai ficar até 2016. Já estamos treinando com o objetivo principal de fazer uma boa campanha em 2016. Os atletas ficaram muito felizes com a volta do Jordi. Expectativa grande para que a gente possa evoluir e chegar com chance de medalha”.

Como é jogar na Seleção Brasileira

É uma experiência ímpar. Quando está em quadra e você houve o hino nacional, é incrível a sensação de defender o seu país. Agora que estou jogando na Espanha, fica ainda mais especial. Apesar de estar longe, continuo defendendo a minha origem”.

Thiagus em ação contra o Barcelona na Liga Espanhola. Em 2012, ele vai jogar também a Liga da Europa

Liga Espanhola

“Neste ano, o nível da Liga Espanhola deu uma caída por causa da crise. Muitos jogadores saíram, mas continua sendo uma das quatro melhores ligas do mundo. E além de jogar a Liga Espanhola, meu time vai disputar também a Liga Europa, que é segunda competição mais importante do continente”.

Handebol no Brasil

“Falta investimento. Infelizmente, no Brasil, é necessário primeiro fazer o resultado para depois conseguir recursos. Para que o nosso Handebol evolua, é preciso que mais jogadores joguem na Europa, o que já acontece no Handebol feminino. A Confederação Brasileira de Handebol tem se esforçado para conseguir investimentos”.

Retorno a Juiz de Fora

“Uma coisa boa é que aqui tenho muitos amigos. É bom ver os jogos, participar, incentivar os jovens, mostrar que é possível chegar à Seleção, jogar fora do País. Gosto muito de onde eu vim, apesar dos problemas que tem aqui. Tentar ajudar para que o Handebol de Juiz de Fora cresça cada vez mais. Já fui ao Patrus um par de vezes, sempre quando tem treino. Fui ao Ifet também. Estudei lá e tenho boas relações com os professores”.

Sem abrir mão dos estudos

“É preciso estudar. Sem estudo não se consegue nada. Já estou quase me formando em Administração. Faltam quatro matérias e estágio. Já fiz até a monografia. É difícil conciliar estudo e esporte, mas não é impossível. A carreira de uma atleta é muito curta. É preciso se preparar para o futuro”.

Quem quiser acompanhar a carreira do juiz-forano na Espanha basta acessar o site www.cbc.logrono.com.

Texto: Thiago Stephan


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