19 set 2017

Operação Confiança: Bruno Santos cita “viradas históricas” e Paulo Henrique lembra jogo em que pegou 4 pênaltis



   O Tupi iniciou a semana mais importante da temporada já trabalhando no campo e fora dele, em busca de reverter a vantagem do adversário. Após derrota por 2 a 0 para o Fortaleza fora de casa, na primeira partida das quartas de final da série C, a equipe precisa retomar a confiança para o jogo do próximo sábado, que pode ser o último do ano caso não consiga avançar.

  O Toque de Bola conversou com exclusividade com personagens importantes da equipe, após o treino curto da manhã desta terça-feira, dia 19, no Estádio Salles  Oliveira, em Santa Terezinha: o goleiro Paulo Henrique, que mostrou entusiasmo caso a vaga tenha que ser definida em cobranças de tiros livres, e o lateral-esquerdo Bruno Santos, que admitiu uma atuação “abaixo” no jogo de  ida e revelou uma conversa  com o treinador Aílton Ferraz.

 

Bruno Santos destaca a chance de “apagar”segundo tempo ruim da equipe em Fortaleza

 Bruno Santos: “Não tem nada perdido” 

   O Carijó fez um segundo tempo para se apagar. Em cima disso, o capitão tem um papel fundamental nesse processo de reestabelecer a moral do grupo de jogadores. E o lateral esquerdo Bruno Santos afirmou estar exercendo sua liderança frente ao elenco. “O papel do capitão é animar o pessoal, dizer que não tem nada perdido. Nós vimos vídeos do próprio Tupi, onde teve viradas históricas também. E a gente vai conversando, para termos uma boa atuação como no primeiro tempo, tocar a bola, não se desesperar, porque se isso acontecer em um jogo como esse, eles podem fazer um gol e aí fica tudo mais difícil. É ter tranquilidade, sabendo que temos que fazer o resultando mas com cautela, sem entrar em desespero”, ressaltou.

   Sobre a atuação no último jogo, o capitão lembrou que no primeiro tempo o time cumpriu bem o papel, apesar de ter sido irreconhecível no segundo. Ele disse ainda que teve uma queda no seu desempenho individual contra o Fortaleza. “Fizemos um primeiro tempo conforme havíamos combinado, fechadinho, mas com posse de bola. Tivemos até algumas chances de chegar na área. Eu particularmente fiz uma partida muito abaixo do que vinha fazendo, e como capitão e líder do time, não posso ter essa queda logo em um jogo decisivo. Até conversei com o Aílton. O bom é que temos a chance de reverter esse resultado, tirar essa má impressão, principalmente do segundo tempo em que tomamos o gol e não conseguimos reverter. Até conversei lá na hora, para tentar colocar a bola no chão e continuar o jogo mas a gente não conseguiu. Tomamos o gol muito rápido no segundo tempo e logo depois veio o pênalti. Foram duas falhas de atenção que em jogos decisivos não se pode ter. Mas não tem nada perdido, vamos jogar em casa agora e correr atrás do resultado”, acrescenta.

   Lições do jogo do Tombense

   Questionado pelo Toque de Bola se havia assistido os outros jogos e se daria para tirar alguma lição, o lateral completa. “Eu vi o jogo ontem (segunda-feira) do CSA e Tombense. Acho que eles (Tombense, que perdeu em casa por 2 a 0) podem estar em uma situação pior do que a nossa, porque perdemos fora mas podemos reverter dentro de casa. É relativamente menos difícil. É tudo muito nivelado. Os times do Nordeste vieram muito forte também.  Respeitamos o Fortaleza, é um time bom, que tem qualidade técnica. Mas não estamos devendo nada. Conseguimos tirar alguns proveitos (das outras partidas) porque dentro de casa a gente tem sido muito forte durante o campeonato e vamos continuar sendo”, garantiu.

 

Paulo Henrique mostra confiança em eventual disputa de vaga nos pênaltis no sábado á noite

Paulo Henrique: comunicação difícil com barulho do Castelão

  O defensor da meta alvinegra, Paulo Henrique, também admitiu que o time fez uma partida ruim, e que o primeiro gol do Fortaleza logo no início da etapa final desestruturou toda a equipe. “Foi um segundo tempo muito difícil, nosso time depois que tomou o gol, saiu um pouco do jogo. Normalmente o segundo tempo nosso é melhor, e nesse foi o contrário, caímos um pouco de nível. Estava difícil de se comunicar dentro de campo, pelo barulho. Mas agora vamos trabalhar bastante para que no primeiro e segundo tempo desse próximo jogo possamos ir para cima, e consiga jogar os dois tempos no mesmo nível”, revela.

   

  Apoio do começo ao fim

   Para Paulo, o time vai encarar o jogo decisivo com a mesma confiança de toda a competição. Ele ainda aproveitou para convocar o torcedor a ir ao Mário Helênio apoiar o Tupi. “Sabemos que foi um jogo muito difícil, jogar lá é sempre complicado, ainda mais com o torcedor deles apoiando. O primeiro tempo nosso foi muito bom, conseguimos neutralizar todas as jogadas deles. No segundo tempo ocorreu um apagão, mas a confiança é mesma. Vamos trabalhar bastante durante a semana. A esperança e a confiança do nosso grupo nunca irão acabar. Faz muita diferença (o apoio dos torcedores) a torcida do galo carijó acompanhando desde o (Campeonato) Mineiro, e agora mais do que nunca, precisamos do apoio deles. Já é um pedido para o torcedor Carijó comparecer ao estádio, apoiar do começo ao fim para que possamos conquistar esse objetivo”, convoca o goleiro, que está emprestado pelo Goiás.

    Quatro pênaltis num jogo só 

   Caso devolva o placar de 2 a 0, o Tupi leva a decisão para os pênaltis. Se isso ocorrer, o arqueiro garante que não será um problema para ele. O jovem de 24 anos já defendeu quatro cobranças pênalti numa mesma partida. Esse fato ocorreu nas semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2013, quando o goleiro atuava pelo Goiás, diante do Bahia. Na ocasião, Paulo Henrique defendeu duas cobranças no tempo normal e duas na disputa por pênalti, classificando o time para a grande final (o Santos venceu a decisão por 3 a 1). “Nos pênaltis eu sempre fui muito bem, já tive várias disputas. Cheguei na final com o Goiás pegando quatro pênaltis no mesmo jogo. Sou muito confiante, e se for para as penalidades tenho certeza que passaremos”, afirmou.

Jogadores testaram cabeceios e tiros da marca do pênalti, ,sempre com pedidos de velocidade, em Santa Terezinha

 Velocidade

   No exercício orientado por Aílton, foram utilizadas três balizas. Os jogadores tinham que mostrar velocidade e concluir de cabeça ou da marca do pênalti. A palavra “velocidade” foi a mais citada pelo técnico. Ao final da atividade, ele disse ao grupo que eles devem ser ainda mais velozes no tipo de jogada que foi trabalhada. Além de pedir velocidade, o comandante a todo instante lembrava: “Podemos ter que decidir nos pênaltis, vamos ficar atentos”.

   O dirigente e médico do clube, José Roberto Maranhas, confirmou que não há queixas de contusão entre  os que estiveram em campo no primeiro jogo das  quartas-de-final da Série C, em Fortaleza. O único atleta que chegou a ser examinado rapidamente foi o goleiro reserva  Gonçalves, com dores no ombro.

  O meia Diego Luís é desfalque certo, uma vez que recebeu o terceiro cartão amarelo na capital cearense.

 Tupi x Fortaleza tem início programado para 20h30, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, com cobertura nas redes sociais e no Portal  Toque de Bola, com apoio de Plasc, Prefeitura de Juiz de Fora, Faculdade de Educação Física da UFJF e Hiperroll Embalagens.

 

Texto: Toque de Bola

Fotos: Toque de Bola

 


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