04 jul 2014

Rivais históricos de guerra, França e Alemanha travam batalha por ‘território’ no Rio



A rivalidade histórica entre França e Inglaterra teve início há mais de 150 anos, foi alimentada com o passar do tempo em batalhas por territórios e perdura até hoje nos dois países. Se politicamente a disputa começou com a Guerra Franco-Prussiana, entre 1870 e 1871, futebolisticamente ela teve o seu primeiro confronto em 1931, mas foram os três encontros em Copas do Mundo, principalmente os dois últimos, que aumentaram ainda mais a concorrência entre as duas nações.

Nesta sexta-feira, às 13h, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, França e Alemanha travarão mais uma “guerra” nos gramados, pelas quartas de final do Mundial de 2014. Na batalha em questão, a disputa por território no meio campo será fundamental para o triunfo. O vencedor deste duelo, o primeiro grande clássico de campeões mundiais no mata-mata desta Copa, vai encarar na semifinal o ganhador de Brasil e Colômbia.

Na disputa pelo poder no final do século XIX, o Reino da Prússia, principal Estado-membro do Império Alemão, levou a melhor sobre Império Francês nos campos de batalha. Nos campos de futebol, a vantagem também é alemã, com 11 vitórias, oito derrotas e seis empates, em 25 jogos disputados. Em Copas, foram três partidas, com duas vitórias alemãs em semifinais (nos pênaltis em 1982 e por 2 a 0 em 1986) e um triunfo francês (por 6 a 3 na decisão do terceiro lugar em 1958). Nos último sete encontros, porém, a superioridade é dos Le Bleus, que venceram cinco vezes, perderam apenas uma vez e empataram outra.

Estrelas de França e Alemanha, Benzema e Muller tem a missão de balançar as redes para levar seu país às semifinais do Mundial

Estrelas de França e Alemanha, Benzema (esquerda) e Muller têm a missão de balançar as redes para levar seu país às semifinais do Mundial

Uma das favoritas ao título desde o início da Copa, a seleção da Alemanha, tricampeã mundial, estreou com goleada sobre Portugal por 4 a 0 e depois viveu momentos instáveis na competição. Empatou com Gana, por 2 a 2, venceu os Estados Unidos, por 1 a 0, e nas oitavas teve que suar para eliminar a Argélia na prorrogação, por 2 a 1.

Apesar da vantagem histórica sobre o rival, o técnico alemão Joachim Löw não espera facilidade na partida desta sexta-feira no Rio.

“Fomos os primeiros do nosso grupo a se classificar, contra a Argélia tivemos críticas e agora estamos preparados, muito motivados. Vamos enfrentar uma seleção francesa com nível elevadíssimo nesse estádio mítico (Maracanã), e será um jogo difícil, mas são duas equipes de excelente nível”, afirmou Löw, que preferiu não adiantar se vai manter Philipp Lahm ayuando como volante ou se vai deslocá-lo para a lateral direita.

Do outro lado, a França começou o torneio desacreditada, mas com bom desempenho, se transformou em uma das candidatas à taça. Até agora, a equipe campeã do mundo em 1998 conseguiu vitórias sobre Honduras por 3 a 0, sobre a Suíça por 5 a 2, e empate com time misto por 0 a 0 com o Equador, na primeira fase. Nas oitavas, os Le Bleus superaram a Nigéria por 2 a 0.

“A adversidade vai mudando na medida em que se avança. Apesar de a Nigéria ter tido escalação excelente, muito densa, tenho muito respeito por eles, a Alemanha, em teoria, é melhor. Precisamos continuar fazendo o que fizemos bem até aqui, fazer mais, em todos os níveis. As exigências são ainda maiores. Precisamos ser capazes de fazer isso tudo bem”, afirmou o técnico francês Didier Deschamps, que tem como dúvida no ataque a escação de Griezmann ou Giroud.

O duelo desta sexta-feira também vai marcar o centésimo jogo no novo Maracanã, desde a reabertura do estádio após completa reforma, em junho de 2013.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X ALEMANHA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 04 de julho de 2014, sexta-feira
Horário: 13 horas (de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)

FRANÇA: Lloris; Debuchy, Varane, Koscielny e Evra; Cabaye, Matuidi, Pogba e Valbuena (Sissoko); Benzema e Giroud (Griezmann).
Técnico: Didier Deschamps

ALEMANHA: Neuer; Boateng, Hummels (Khedira), Mertesacker e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger, Kroos, Ozil e e Gotze (Podolski); Thomas Muller
Técnico: Joachim Löw

 

Texto: ESPN

Foto: Getty


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