22 jul 2014

Dunga: “Não vou vender sonhos”



O Brasil não vai passar por uma revolução e mudar tudo depois da derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014. A visão pragmática foi um dos tons da primeira entrevista coletiva de Dunga, que voltou nesta terça-feira, 22, ao comando da seleção. Em entrevista coletiva de seu anúncio oficial, o treinador revelou que já tem um esboço da equipe que será chamada para um amistoso contra a Colômbia, no dia 5 de setembro, em Miami.

“Temos um esboço, mas o torcedor me conhece: eu não vou vender um sonho, e sim a realidade. A realidade precisa de trabalho. No futebol tudo é imprevisível, mas temos de conquistar todos os dias”, declarou o novo treinador da equipe nacional.

Dunga dirigiu a seleção brasileira entre 2006 e 2010. Saiu depois da Copa do Mundo da África do Sul, competição em que a equipe canarinho foi eliminada nas quartas de final. Depois dele, Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari passaram pelo cargo.

“O Brasil tem quase 200 milhões de pessoas, e todos querem jogar futebol. Chegar à seleção é fantástico, e retornar é quase impossível. Mas como na vida nada é impossível, as coisas acontecem. Se você for íntegro e trabalhar, as pessoas vão reconhecer”, disse Dunga.

Dunga diz ter refletido sobre má relação com a mídia

Dunga disse ter refletido sobre má relação com a mídia

Relação com a mídia

A segunda passagem de Dunga no comando da seleção brasileira começou com uma autoanálise. O treinador admitiu que precisa melhorar nas relações pessoais e que esse foi o maior problema de sua passagem anterior pela equipe nacional. O comandante ainda negou a existências de rusgas com a TV Globo, com quem teve relação atribulada enquanto ocupou o cargo.

“Sei que eu tenho de melhorar no contato com as pessoas, com os jornalistas. Talvez na primeira passagem pela seleção, por ser oriundo do futebol e por não ter tido experiência anterior como treinador, tenha focado demais dentro de campo. Sobre os resultados dentro de campo eu não preciso falar muito, mas preciso aprimorar meu relacionamento com a imprensa, o que é normal. Esse é meu mea culpa”, disse Dunga antes de abrir a entrevista para perguntas de jornalistas.

A experiência anterior na seleção foi a primeira de Dunga como técnico de futebol. Ele teve 42 vitórias, 12 empates e seis derrotas em 60 jogos, com 76,7% de aproveitamento. Conquistou a Copa América (2007) e a Copa das Confederações (2009), mas caiu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010.

Uma das marcas desse período foi a reação conturbada com a mídia. Dunga montou uma seleção mais fechada, limitou ações de patrocinadores e cortou privilégios da TV Globo, prática que foi retomada por Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari no ciclo seguinte.

“Não tive problema com a Globo, com A, B ou C. Tive atritos porque sou gaúcho e porque combinado não é caro. Eu cumpro o que é combinado. Talvez tenha levado muito na ponta da faca, porque cumpri muito, mas muito não foi cumprido. Não mudarei a minha essência, que é comprometimento, transparência e planejamento, as é como o presidente falou: ninguém vai impedir a imprensa de trabalhar, mas o objetivo maior é a seleção. A seleção tem de estar acima”, teorizou Dunga.

O treinador trabalhou como comentarista da TV mexicana Azteca na Copa de 2014 e ainda participou de transmissões de jogos da qatariana Al Jazeera.

“Participei como jornalista, e todos elogiavam a postura da Alemanha, que caminhava na praia quando estava de folga. Mas eles faziam isso porque havia um horário de entrevistas combinado com os jornalistas, e ninguém ia atrás fora desse horário. Se tivermos a compreensão de todos, a rotina vai ser ótima”, avisou o novo técnico da seleção.

Quando negociava com a CBF para retornar à seleção, Dunga exigiu que o contrato tivesse uma cláusula sobre relação com a mídia. O treinador pediu o direito de tratar todos os veículos com isonomia, sem dar privilégios a parceiros de transmissão.

 

Texto e foto: UOL Esporte


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