24 nov 2017

“Legião juiz-forana” do Pérolas Negras vibra com títulos e Novaes projeta “time mundial de refugiados”



 

Pérolas Negras: título muito comemorado

  Está difícil tirar o sorriso do rosto de treinadores e jogadores do Pérolas Negras. A equipe, fruto de um projeto que mescla jogadores do Haiti e do Brasil, logo em seu primeiro ano de filiação e participação oficial nas competições da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, comemora a conquista da Série C, título que equivale à quarta divisão do futebol fluminense entre os profissionais e na faixa sub-20. 

  Juiz de Fora tem uma forte representatividade desde o início do projeto e a conquista em campo traz uma sensação de vitória que não dá para se comparar, por exemplo, às conquistas por equipes já tradicionais e consolidadas no cenário esportivo, para quem  partidas decisivas já são parte da rotina.

  Sem demagogia ou frases feitas, quando se trata do projeto em questão, não se trata somente de futebol.

  Ano histórico do “caçula”

“Para nós, foi um ano histórico!”, exalta Rafael Novaes, profissional de Educação Física que é técnico da equipe profissional e auxiliar no time sub-20, que também foi campeão da categoria. “Somos o caçula da competição, com apenas um ano de filiação, e enfrentamos equipes tradicionais do futebol carioca, e logo no primeiro ano e ficamos com os títulos de campeão profissional e do sub 20.

Da esquerda: Rafael Guiduci, Wesley Assis, Medina, Santoro, Rafael, João Gabriel, Marcos e Solon. Legião juiz-forana orgulhosa com títulos conquistados pelo Pérolas Negras

   Os números da façanha estão gravados na memória de Rafael: “Foram mais de 200 dias de competição, fora a preparação. Tivemos a melhor campanha do grupo A, com 38 pontos, conseguindo o acesso direto e vaga na final da competição”, observa, lembrando que apenas os dois primeiros conseguiriam acesso direto.

   Não para por aí. A equipe apresentou a melhor defesa – apenas nove gols sofridos e o prêmio de equipe mais disciplinada. “Nossos artilheiros foram Rafael Paty,  9 gols, e Richardson (juizforano), com 8”, acrescenta o técnico. Na finalíssima, Pérolas Negras superou Campos. “Foi um 3 a 0 na nossa casa, estádio de Avelar, Paty do Alferes, gols de Adriano, Iago (juizforano) e um gol contra.” Um empate sem gols na partida de volta selou a conquista do caneco.

  Na avaliação sobre o bom desempenho que culminou no título, Novaes idenitifca uma “mescla muito boa entre brasileiros e haitianos”. Aí entram os muitos juiz-foranos. No time sub 20, estão Wellington, Dinei, Matheus Wembley, Pedro Thomaz, Davy, Ramon. No profissional, figruam Sargento, Eldinho, Antônio, Richardson, Iago.  

   No staff técnico, os juizforanos: Rafael Novaes (treinador profissional /auxiliar sub 20), Wesley Assis (auxiliar profissional /treinador sub 20), Rafael Guiducci (fisioterapeuta) e João Gabriel (treinador de goleiros).

 

 “Time mundial de refugiados”

Mateus, Davy, Sargento, Rafael Novaes e o haitiano Somson

 O treinador, que começou a vestir a camisa do Pérolas Negras em 6 setembro de 2011, completa seis anos e dois meses de trabalho e já morou quatro e anos e meio no Haiti. A meta para 2018 está traçada: “O objetivo é se tornar o time mundial de refugiados. Nossa intenção é receber jordanianos, sírios… Receberemos em janeiro um refugido venezuelano. Sempre mesclando com brasileiros, para dar o aprendizado e experiência necessária.”

 A equipe campeã da Série C contou com nove refugiados haitianos.

  Focado em prosseguir a carreira no futebol, Rafael se vê novamente no projeto em 2018, em busca de subir novo degrau no futebol fluminense, saindo da Série B 2 para a Série B 1. “Está muito bem encaminhada minha continuidade”, revela.

   Ao analisar a participação dos jogadores juiz-foranos, Rafael entende que “faltam oportunidades aos jovens atletas de Juiz de Fora. Quando chegam no sub 20, têm poucas oportunidades de prosseguir. Acho muito ruim não entrarem no Campeonato Mineiro com a equipe sub 20. Muitos atletas se perdem pelo caminho, sem continuidade e oportunidades, com isso vários jogadores vêm de fora e os nossos conterrâneos precisam parar ou buscar algo fora. De uma “peneira” em Juiz de Fora trouxemos a maioria, com destaque no sub 20 para o goleiro Wellington, o meia Pedro Thomas e o atacante Davy. No profissional, Richardson, Iago e Sargento realizaram excelente competição.”

 

   “Dupla conquista” em destaque

 

Pérolas Negras: título muito comemorado

No site Futrio.net, a dupla conquista do Pérolas Negras – títulos profissional e sub-20 da Série C do Rio de Janeiro – foi destacada com o seguinte texto:

 Braço social da ONG Viva Rio, o Pérolas Negras conseguiu a filiação aos quadros da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) em 2017. A missão: aliar o trabalho esportivo com refugiados haitianos ao cenário do esporte de alto rendimento no Brasil.

  Sediado na cidade de Paty dos Alferes, o Pérolas se arquitetou então na busca pelo sucesso. Primeiro no sub-20, onde foi campeão de maneira invicta. Foram sete jogos, seis vitórias e um empate. Na decisão, dupla vitória sobre o Itaperuna, que garantiu o caneco: 1 a 0 e 2 a 0.

  Na equipe de cima a trajetória foi um pouco mais difícil. Antes de festejar o título, veio a comemoração do acesso, que só foi confirmado na última rodada da fase classificatória. O empate diante do Casimiro de Abreu, fora de casa, assegurou a liderança do Grupo A e uma vaga na Terceirona de 2018.

  Veio então a finalíssima da Quarta Divisão e a oportunidade de lucrar. E logo na primeira partida decisiva, no Estádio do EC Avelar, o Pérolas deu o cartão de visitas ao Campos: vitória maiúscula por 3 a 0 e taça praticamente em mãos. A confirmação da temporada perfeita veio no domingo (19), com o empate sem gols no Ferreirão, que valeu com uma goleada.

 Com o acesso entre os profissionais, o Pérolas Negras também garante a subida da equipe de juniores. Em 2018, ambos os elencos estarão na disputa da Série B2. Mais uma dobradinha? É bom não duvidar.

 

Texto: Ivan Elias – Toque de Bola, com texto complementar do site Futrio.net

Fotos: Divulgação

Edição: Toque de Bola

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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