02 out 2017

Com vídeo! Curso na Faefid-UFJF aponta para fortalecimento do basquete na cidade e região



 

Turma do Curso de Basquete reunida depois da entrega do material aos professores de Juiz de Fora e região

 O basquete de Juiz de Fora e região está vivo. E se renovando. Esta é uma das avaliações positivas do “Curso de Iniciação ao Basquete – Da base para ponta”, ministrado neste final de semana, e voltado para formadores de atletas, que reuniu cerca de 40 pessoas, entre estudantes e profissionais, no ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Juiz de Fora.

  A iniciativa, em conjunto com a Federação Mineira de Basketball, atraiu não só os adeptos juiz-foranos da modalidade como das cidades de Santos Dumont, Simão Pereira, Viçosa, São João Nepomuceno, Goianá, Rio Novo, Cataguases, Leopoldina e Florestal.

   O professor de basquete da UFJF, Dilson Borges, vibrou com o número de inscritos e, mais que isso, ao notar o envolvimento com que se apresentaram para trabalhar a modalidade em suas cidades e regiões. “Eles recebem bolas, coletes e outros materiais, se comprometem a desenvolver trabalhos e depois irão se apresentar no mini-festival que também faz parte do curso, em novembro”, conta Borges.

   Veja, abaixo, a íntegra da entrevista com o professor Dilson Borges, da Faefid-UFJF

 

   

   

Renascimento

   Já Bráulio de Sá Alvarenga, coordenador de cursos de formação do Minas Tênis Clube, que orientou os trabalhos na Faefid na manhã de domingo, aponta: “O basquetebol mineiro está nascendo novamente”. Fato que atribui à iniciativa particular de alguns professores universitários e adeptos ao  basquetebol, proporcionando a volta de “micro pólos” em Montes Claros, Governador Valadares, Uberaba e aqui em Juiz de Fora.

  Mudanças de rumo

  O público alvo do curso tem boas histórias para contar. O professor Marcos Chaves, professor de Educação Física há 30 anos, conta que desde o primeiro curso de basquete que participou, há dois anos, tudo mudou: “Nesses anos todos, eu já trabalhava a modalidade. Mas depois do curso, com as técnicas que eles transmitiram, realmente fiquei apaixonado pelo basquete. Mudou muita coisa, até no ensino dos outros esportes também”.

Marcos vibra com resultados obtidos junto aos alunos a partir do curso e agora quer trazer a filha para o basquete

  Aproveitando o momento de reforma e cobertura da quadra da Escola Francisco Bernardino, em Juiz de Fora, mesmo com as dificuldades, não mediu esforços para aplicar os ensinamentos e viu com orgulho os alunos desenvolvendo suas habilidades.

   Já na edição 2017 do curso, Marcos não esconde suas “segundas intenções”. Ele levou um outro professor do colégio, que deve trabalhar nas categorias sub-14 e sub-15 (Samir, professor de Geografia) “e eu vou pegar a sub-12 porque quero trabalhar com a minha filha, que tem 11 anos. Quero que ela aprenda isso, ela vai se apaixonar pelo basquete como eu. Ela estuda em outra escola, mas como a nossa escola trabalha para a comunidade, não tem problema nenhum em levá-la também.”

  Os próximos módulos do Curso estão programados para 21 e 22 de outubro e 25 e 26 de novembro.

Bráulio de Sá Alvarenga (Minas), Walter Monteiro (JF Celtics e Panathlon Club Juiz de Fora), Alexandre Arantes do Nascimento Teixeira (Olympico de Belo Horizonte) e Dilson Borges (Faefid-UFJF): o basquete que se ensina e se renova

 

   Interesse aumenta

    E o interesse das crianças e adolescentes pelo basquete, como está? Dilson cita números para acreditar que a falta de bons resultados das seleções brasileiras masculina e feminina  em competições internacionais não tem provocado diminuição de interesse.

    Dos 9 aos 12!

   O professor da UFJF observa que as centenas de meninos e meninas hoje envolvidos  em equipes e projetos como o JF Celtics e o Projeto Basquetebol do Futuro são uma boa demonstração que a modalidade está viva, e renovada. Na própria Faefid, um ótimo exemplo: o interesse pela participação nos projetos de extensão do basquete é crescente e esta semana começam as atividades para os interessados de nove aos 12 anos de idade.

 Tem que ter “espelho”

 Bráulio de Sá observa que não deve ser deixada de lado a importância dos “espelhos”, ou seja, as referências na modalidade que acabam despertando o interesse de jovens a praticar o basquete.

Bráulio, do Minas: “Basquete mineiro está nascendo de novo”

“O espelho tem que ter. Temos que ter referência. Ídolos.  Entre os grandes nomes da atualidade – Nenê, Leandrinho… Tivemos lá atrás Marcel e Oscar. É um intervalo de tempo muito grande. Esse espírito está começando a ressurgir. Tivemos na última seleção (brasileira masculina) sete nomes da NBA, que é o parâmetro maior. Não só da NBA, mas os atletas do Brasil que estão em outras ligas – Espanhola, sul-americana, têm nome e podem trazer de novo um espelho para as nossas crianças e para os nossos adolescentes porque nós precisamos ter referências. A referência americana da NBA gerou visibilidade no passado. Já são 18 anos de transmissões da NBA, já não têm aquele poder do início. Em breve, com a vinda da NBA para dentro do Brasil, que já está ocorrendo nos últimos três anos, teremos outra inserção, outro estímulo, e principalmente com o fortalecimento da NBB, que agora volta a ter aspecto de show, da família abraçando, vai crescer muito. Já está voltando a crescer, está aumentando muito”.

   Dedicação

   Há muitos anos batalhando pelo basquete mineiro, Walter de Souza Monteiro, coordenador das equipes do JF Celtics e associado do Panathlon Club Juiz de Fora, destaca que há muitos profissionais que buscam o crescimento da modalidade na cidade, e acredita que a renovação proporcionada por cursos como o do final de semana dão vida ao basquete. “São muitas cidades representadas. O estado tem condições de apresentar bons trabalhos, e é importante que eles mostram isso ainda este ano, no festival programados para novembro”.

 

Sérgio Rodrigues (no alto, primeiro da esquerda) com a equipe sub-15 do PBF-Olímpico

 De momento

   Envolvido há mais de 25 anos com o Projeto Basquetebol do Futuro, o treinador Sérgio Rodrigues informou ao Toque de Bola um panorama do que vivem as equipes de base do PBF/Olímpico hoje. Na categoria sub-16, por exemplo, com o time classificado, “temos vontade de trazer a final para Juiz de Fora, mas não tem alojamento para receber equipes de outras cidades”. 

  Para a temporada 2018, Rodrigues informa que “o PBF/Olímpico, em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer – Projeto Iniciação Esportiva – ACAV, tem programação para as categorias masculina sub-13 e sub-15, participação na Copa Serrana, Copa SESC e Campeonato Mineiro, e na sub- 16 Campeonato Mineiro e Copa SESC. No feminino apenas a categoria sub-17, Campeonato Mineiro e Copa SESC.”. Ele observa que “no feminino, na Copa SESC não houve número suficiente de inscritos”.

   Os custos também inibem a participação quando, no caso de se programar uma etapa única, em Montes Claros, “fica inviável para o o projeto, com despesas de cerca de R$ 4 mil”.  Rodrigues relata que a parceria PBF-Olímpico-SEL-ACAV tem experimentado boa procura em escolas públicas, “em função da divulgação do nosso trabalho, e da mídia focada principalmente na NBA, com a transmissão dos jogos, e da NBB”.

 

  Veja mais fotos do Curso Iniciação do Basquete – Da Base para ponta – Fotos de domingo, dia 1°-10, ginásio da Faefid.

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